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PSD“Foi difícil ser laranja numa terra vermelha”

Foi na segunda metade dos anos 70 que surgiu o PSD na Moita. A sua primeira sede no concelho situava-se na vila de Alhos Vedros. Apesar de não possuírem nenhuma Câmara no distrito de Setúbal, não se desmotivam, e continuam a trabalhar. Presentes nas festas da Moita 2004 falam dos principais problemas da Moita e da proposta apresentada pelo PSD para o concelho.
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PSD “Foi difícil ser laranja numa terra vermelha”

Por Cátia Pacheco

O Jornal “Rostos” visitou o stand do Partido Social Democrático, patente nas festas em Honra da Nossa Senhora da Boa Viagem, na FEXPO, e conversou com a Presidente da Comissão Política da Moita, Fernanda Velez e Luís Nascimento da Comissão Política Distrital de Setúbal.
Foi no final de 1975 que surgiu a primeira sede do PSD no concelho da Moita, mais concretamente em Alhos Vedros, mais tarde passaram para a Baixa da Banheira, e só depois chegaram à Moita.
“Foi difícil ser laranja numa terra vermelha. Muitas vezes fui olhada de lado, agora já me respeitam, mas passámos momentos difíceis na Moita”, conta Fernanda Velez.
Hoje em dia o PSD não tem sede na Moita, têm apenas um núcleo no Vale da Amoreira, no entanto esperam abrir brevemente uma nova sede no concelho.
Apesar de não terem nenhuma Câmara no distrito de Setúbal, “nota-se que as pessoas começam a perceber que a solução que agora têm, não é a solução, e começam a mudar”, menciona Luís Nascimento.
No que se refere às festas deste ano consideram que este ano estão mais fracas, quer ao nível da programação, quer da própria receptividade da população, “há pouco público”, referem, contudo, “em relação ao nosso stand continuamos a ser bem recebidos”, ressalva a Presidente da Comissão Política da Moita.

Propostas do PSD para o concelho da Moita

Luís Nascimento menciona, fazendo referência aos stands do PCP e do PS, que nem um, nem outro, abordam os verdadeiros problemas do concelho, garantido que há questões que se têm de colocar primeiro, “gerir uma Câmara não é tapar burracos. É necessário atrair investimento para o concelho”, salienta.
A Moita hoje em dia é um concelho dormitório, a maior parte das pessoas que lá habita, trabalha fora, sobretudo em Lisboa, “para um concelho se desenvolver tem de haver uma economia própria do concelho, senão o dinheiro da Câmara é só do imposto autárquico sobre as casas”, argumenta Luís Nascimento.
Para solucionar estes problemas, o PSD apresenta a sua proposta, “o primeiro passo é atrair investimento para o concelho que aumente os postos de trabalho, este aspecto resolve o problema do desemprego e da falta de qualidade de vida, e ao mesmo tempo, o problema do acompanhamento da juventude que tanto se fala, os pais passam a ter mais tempo para os seus filhos”.
Desta forma, a proposta apresentada pelo PSD para o concelho da Moita recaí sobretudo em “mais emprego, melhor emprego”.

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