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Associação Académica da ESCE - IPS“Uma Associação diferente para uma Escola diferente”

A Associação Académica da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE) do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) foi criada à oito anos com o objectivo de apoiar os estudantes, indo ao encontro das suas aspirações. As festas também aqui estão inseridas, mas desengane-se quem pense que elas são as únicas áreas de intervenção da associação. Talvez por isso esta seja realmente “uma associação diferente”. O Rostos foi recebido por Salomão Resende e Joaquim Pacheco, membros da actual direcção, que nos mostraram toda a dinâmica envolvida nas iniciativas e actividades da Associação.

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Por Catarina Simão

A Associação Académica da ESCE tem-se destacado no panorama estudantil da região pela força da sua intervenção nas diversas áreas, sendo por isso mesmo reconhecida pela própria Escola.
Constituída por três órgãos sociais – a Direcção, a Mesa de Assembleia e o Concelho Fiscal – a Associação distribui os seus 33 elementos por cinco departamentos que procuram dar resposta às necessidades dos estudantes: Departamento de Comunicação e Imagem, Apoio ao Estudante, Material Desportivo e Académico, Espaço ESCE e Administrativo. “A nossa associação caracteriza-se por um espirito de entreajuda entre os vários departamentos, não havendo estruturas muito rígidas. Apesar de todos os papeis estarem bem delineados, vamo-nos apoiando uns aos outros”, referiu Salomão Resende, actual Presidente da Mesa da Assembleia Geral. Com esta organização, a Associação consegue “defender os estudantes e alertá-los para os seus direitos, pondo em prática a política estudantil”.

“As festas têm uma lógica e um intuito muito positivos”

As iniciativas realizadas são diversas, e todas elas têm o estudante como base e incentivo. No inicio de cada ano lectivo é realizada a Semana do Caloiro, que pretende integrar os novos alunos no espirito académico. Esta actividade ganha ainda mais peso se pensarmos que o IPS recebe todos os anos estudantes de vários pontos do país, e que têm aqui uma valiosa oportunidade de se inserirem naquela que vai ser a sua “casa” nos anos seguintes. Joaquim Pacheco revelou que “este ano foi feito o maior investimento alguma vez visto numa recepção ao caloiro neste distrito”. Para além das habituais praxes, é realizada a recepção e o almoço do caloiro, bem como o seu leilão, onde os padrinhos “compram” os seus caloiros, e cujas receitas revertem para as comissões de finalistas. Todas estas actividades têm em vista a “integração dos novos alunos que aqui se conhecem uns aos outros e aos veteranos, fomentando o espirito familiar que existe na nossa escola”, explicou-nos Salomão Resende. “As festas têm uma lógica e um intuito muito positivos. Pretendemos criar laços de amizade que posteriormente vão ser consolidados na Escola”, acrescentou. Ainda inserido na Semana do Caloiro decorrem festas temáticas animadas por alguns dos Djs mais reconhecidos tanto a nível nacional como internacional. Este ano as festas decorreram na tenda In Loco, colocada no Campus Estudantil, e animadas por nomes como Rui Unas, Fernando Alvim, o internacional Luca Ricci, Dj Paul, Diego Miranda, Dj Miguel Simões e Marco Horácio.
Todos os anos em Março decorre o Mês da ESCE, onde são empreendidas actividades culturais, desportivas e lúdicas. A Semana Académica e o Baile de Finalistas são também actividades onde esta Associação se envolve. “Nós não paramos ao longo do ano, temos a nossa dinâmica muito apoiada”, salientou Salomão Resende.

“Apesar de ser um trabalho não remunerado, dá-nos muito gozo”

Para todas estas iniciativas é necessário gerar receitas que suportem as despesas da associação. Referindo que esta “é uma associação sem fins lucrativos”, o presidente da Assembleia Geral falou dos fundos que são angariados pela instituição. Um subsidio ordinário é atribuído pelo governo a todos os estabelecimentos de ensino superior, “porque é reconhecida a importância da actividade destas associações”. A Associação da ESCE gere actualmente duas reprografias, cujas receitas revertem para os seus fundos. Com a extinção de dois subsídios extraordinários que anteriormente eram atribuídos para financiar projectos extraordinários, foi necessário encontrar novas fontes de receitas. Assim, encontra-se em projecto a exploração de um bar, também na Escola. Os sócios da associação pagam uma quota de 5€, que se torna “simbólica se tivermos em conta as vantagens que têm”. Os eventos promovidos pela Associação e as reprografias têm um preço para sócios e estão a ser “ultimados protocolos come entidades da cidade para haver descontos para os nossos sócios”. Não podemos também esquecer os patrocinadores, que auxiliam as actividades realizadas.
Segundo Joaquim Pacheco, deste modo, é possível fazer face às despesas que acarreta a dinâmica da associação, e “aos imprevistos. O dinheiro não é todo investido, há também uma quantia em caixa”.
Tudo isto exige um esforço adicional de todos aqueles que são o rosto da Associação. “Apesar de ser um trabalho não remunerado, dá-nos gozo trabalhar em prol dos outros, porque nos dá uma satisfação pessoal fazer algo pela sociedade de forma consciente”, concluiu Salomão Resende, ilustrando o verdadeiro espirito académico que se respira na ESCE.

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