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Caldeirada de PalavrasOs políticos sofrem de “mentira compulsiva

A actual situação politica do país. As promessas eleitorais. O POLIS. A gestão PCP e a gestão PS.
Estes foram alguns dos temas que estiveram em debate em mais uma”Caldeirada de Palavras”, com a participação de Cabós Gonçalves, PS; Rogélia Costa, PCP e Humberto Candeias, do Bloco de Esquerda. Registou-se a ausência de Pedro Gomes do PSD.

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Caldeirada de Palavras Os políticos sofrem de “mentira compulsiva

Por Jornal Rostos

Cabós Gonçalves, Rogélia Costa e Humberto Candeias foram os participantes em mais uma “Caldeirada de Palavras”. Pedro Gomes por razões pessoais, de última hora, esteve ausente.
Na Caldeirada de Palavras os convidados colocam os temas que consideram de interesse para debate, quer da vida local, quer da vida nacional.
Humberto Candeias, começou por colocar as suas preocupações sobre o que classificou de “rol de medidas que estão a chegar deste governo, medidas que estão a preocupar os portugueses” e considerou que existiam semelhanças com “a política local” quando no “dizer que se vai fazer e depois não se faz”. Na sua opinião isto parece estar na moda e é que contribui para “descredibilizar a política” .
Humberto Candeias considerou que as medidas propostas pelo governo “vão prejudicar os funcionários públicos” e acrescentou que na Câmara do Barreiro também é assim porque os “trabalhadores são os maus da fita e são substituídos por pessoas de confiança”.

Políticos sofrem de “mentira compulsiva

Rogélia Costa, começou por referir que Humberto Candeias tinha falado de uma doença politica da qual sofrem os políticos – “a mentira compulsiva”.
E na sua intervenção criticou as medidas propostas pelo governo, nomeadamente aquelas que vão afectar os mais idosos que “vão pagar 5% dos medicamentos”.
Na sua opinião “estamos a seguir um caminho muito complicado do ponto de vista social”, porque “vão continuar a encerrar empresas, o desemprego a aumentar, o contrário do que José Sócrates prometeu”,por isso, disse, “a maioria absoluta agora percebe-se”,acrescentando, “prometem em campanha eleitoral e depois nada cumprem”.

O poder tem uma doença que é o autismo

Cabós Gonçalves, começou por sublinhar que a doença que os políticos de hoje sofrem deve ser a mesma que sofriam aqueles que aprovavam a derrama para construir o Mercado do Lavradio, durante décadas e não o construíam, “deve ser a mesma doença dos que prometeram o Museu do Barreiro”.
Na sua opinião “o poder tem uma doença que é o autismo, que existe “enquanto o sistema foro que é”, porque os “políticos que exercem poder tendem a fechar-se numa caixa”.
Sobre as medidas do governo Cabós Gonçalves recordou que o governo tinha “a obrigação de conhecer as contas públicas” pelo que “não podia prometer coisas que não pudesse cumprir”.
Mas, recordou que no Barreiro, “não se sabia, que no dia seguinte, à posse dos novos eleitos, apareceram dezenas de milhares de milhares de contos para pagar, que não estavam em lado nenhum”.

Os políticos e as promessas

Gerou-se uma polémica muito viva entre Cabós Gonçalves e Rogélia Costa, sobre responsabilidades e modelos de gestão autárquica do PCP e do PS. Rogélia Costa recordando que os vereadores do PS tiveram pelouros. Cabós Gonçalves sublinhando que tiveram pelouros sem delegação de competências.
Humberto Candeias recordou que quer o PS, quer a CDU, vivem nisto, “a culpa é tua, a culpa é minha” e, na sua opinião, isto “não mobiliza os actores”, referindo que “não é aceitável esta forma de fazer politica, porque desmotiva as pessoas”.
Cabós Gonçalves salientou que em relação ao governo PS a única promessa eleitoral que pode ser acusado de não estar a ser cumprida “foi o aumento de impostos” e acrescentou que, na sua opinião “o aumento do IVA é um disparate”.
Rogélia Costa, de novo, salientou que só em três meses o governo já fez “900 nomeações”,o que dá “dez nomeações por dia”.
E recordou que é com as promessas que se ganham os votos, por isso,”se o politico faz promessas e não cumpre está a enganar o eleitor.”

O Programa POLIS

Na sua intervenção desafiou Cabós Gonçalves a dizer uma promessa feita pelo PS na campanha eleitoral para as autárquicas que tenha sido cumprida.
Cabós Gonçalves respondeu –“O Programa POLIS”.
Rogélia Costa contestou e salientou que foi o governo PSD que aprovou o POLIS para o Barreiro, enquanto o governo PS, então com o Ministro José Sócrates, chumbou a candidatura apresentada pela CDU, apesar de ter considerado um bom projecto.
“O PS fez do POLIS a sua bandeira, mas não houve vontade politica do PS para aprovar no tempo da CDU” – sublinhou Rogélia Costa.
Humberto Candeias, salientou que esta discussão é reveladora dos “cálculos de contabilidades de promessas” e considerou que comeste diálogo não se consegue centrar a discussão nos problemas, fica-se nisto –“a obra que se realizou, a obra que não se realizou. Foi a Câmara. Foi o governo”.
Na sua opinião o importante é que as coisas se façam e que as pessoas participem.
Humberto Candeias considerou fundamental que se fale sobre os projectos da cidade, sobre o que se vai fazer na zona ribeirinha, na zona do Quimiparque de forma a que “os interesses fundiários e mobiliários” não destruam o Barreiro.

O debate recomeçou incidindo sobre a participação das pessoas na vida da cidade.
Fica para a segunda parte da divulgação da nossa “Caldeirada de Palavras”.
Agora, sempre, na última 5ª Feira de cada mês, no CAFÉ BAR da SFAL.

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