Raul Malacão, Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro“È urgente resolver os problemas do Ensino Básico na freguesia”
Raul Malacão sublinha que existem situações preocupantes na freguesia do Barreiro – a degradação do parque habitacional no Barreiro Velho, a situação existente nas escolas do Ensino Básico e, sublinha que é inquietante a situação de Alburrica, nomeadamente dos Moinhos que estão em risco.

Por Jornal Rostos
Raul Malacão, Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, conversou com “Rostos”, nesta fase final do seu mandato e neste tempo de festa da sua freguesia e do concelho do Barreiro.
Qual o balanço que faz do mandato que está prestes a concluir?
“A nossa acção esteve muito voltada para o interior da Junta porque tivemos que investir, de facto, na melhoria dos meios que tínhamos á nossa disposição, realizando investimentos em equipamentos : novos computadores, novos telefones, tudo com servidores, máquina de fotocópias, obras de melhoramento na zona de Atendimento Público (era um espaço com piores condições, onde era feito o atendimento da população).
Praticamente os meios que tínhamos disponíveis foram aplicados na melhoria das condições nas instalações e equipamento da Junta de Freguesia – adquirimos cortinados para a sala de reuniões, extintores, modernizámos todo o equipamento da Junta.
Criámos os postos da Internet para o público.
Nós concorremos e ganhámos duas candidaturas de Modernização Administrativa, uma em 2003 ( que englobou as melhorias nos telefones) e outra em 2004 (que permitiu melhorar o mobiliário).
Pode dizer-se que a nossa acção foi muito voltada para a aquisição de novos equipamentos de modo a servir e obter respostas mais rápidas nos serviços e melhor servir a população ”.
Novas instalações com acesso á rua
E ao nível dos espaços exteriores, na vida da freguesia?
“Desenvolvemos algumas actividades na área cultural, promovendo várias exposições, quer quando dos aniversários da freguesia, que quando das comemorações do 25 de Abril.
Promovemos uma exposição na Biblioteca Municipal, realizámos três exposições aqui nas instalações da Junta, promovemos duas exposições no Antigo Tribunal, coma cedência do espaço pela Câmara.
Nunca deixámos de assinalar o aniversário da freguesia, nem de comemorar o 25 de Abril.
Eu vou-me recandidatar e penso que, no próximo mandato há algumas condições para nós nos pudermos virar mais para o exterior, visto que, em termos de investimento, que eram necessários realizar internamente estão feitos.
É evidente que esta Junta de Freguesia, em termos de instalações está localizada no centro da cidade, isso é positivo, mas, por outro lado, está a funcionar num 1º andar.
É a única Junta de Freguesia do concelho que tem as instalações no 1º andar e é compreensível que este tipo de instituições, funcionem com acesso directo à rua.
As nossas instalações são frequentadas, em maior número, por pessoas idosas, que têm dificuldades em subir uma série de degraus.
Penso que, no futuro, temos que procurar noutra solução. Isso passa pelo apoio e colaboração da Câmara essa procura de outro espaço, com acesso mais fácil para o exterior.”
Moinhos de Alburrica situação preocupante
Quais são os principais problemas da freguesia do Barreiro?
“São muitos e complicados. Podemos começar pelo problema de Alburrica, com a situação dos Moinhos.
Este é um problema preocupante. Os Moinhos fazem parte do património da freguesia do Barreiro. Acho que nós, barreirenses, nos revemos naqueles Moinhos.
Sabemos que Moinhos, daquele tipo, de vento, colocados perto do mar, não é fácil encontrar.
Nós devemos valorizar aquele património.
As coisas têm vindo a complicar-se. O acesso é quase já inexistente. Está num estado caótico.
Desde que os Catamarans entraram ao serviço, a situação tem vindo a complicar-se, devido à movimentação de areias.
Nós reunimos com a APL, a quem expusemos a situação de Alburrica, o caso do Clube Naval e outros problemas da zona ribeirinha.
Aquilo que nos foi dito sobre a situação de Alburrica não foi nada animador, deram-nos a entender, que era preciso esperar, até a situação estabilizar, porque ao longo dos tempos há movimentações de areias.”
Barreiro Velho situação complicada
Raul Malacão referiu ainda a situação do Barreiro Velho.
“A situação é preocupante no Barreiro Velho, o Parque Habitacional está a cair. E não vejo solução para este problema, nem sequer a médio prazo. Há situações muitos complicadas.
Sei que foi criado um Gabinete, onde está o Arquitecto Porfírio, para acompanhar a situação do Barreiro Velho.
O que acontece é que há medida que algumas casas vão vagando, as casas entram em degradação ou são ocupadas por diversas etnias, por populações com outros hábitos e que geram imensos problemas de higiene na via pública.
Falávamos do Bairro das Palmeiras que era preocupante, mas hoje, temos toda esta zona do Barreiro Velho com uma situação muito complicada.
Depois temos os problemas dos bares. Eu não estou contra os Bares. Mas há localizações que não foram devidamente acauteladas. Porque, muitas vezes não é a existência do Bar, são os problemas que se levantam com o que vem cá para fora, para as ruas. O ruído é impensável, com barulho, por vezes, ao fim de semana até às tantas da madrugada.”
O Coreto “Os Franceses” está a cair
Raul Malacão referiu igualmente os problemas de trânsito no centro da cidade, foram feitas algumas alterações, em algumas zonas que ajudou a melhorar um pouco mas salientou – “Há situações a rever”.
Na sua opinião existem situações que deveriam merecer alguma atenção, como é o caso do Jardim dos Franceses, onde deviam ser melhorados os passeios, a iluminação e o Coreto – “que está a cair e nada foi feito”.
Recordou o estado em que está o Largo Rompana, onde houve uma intervenção, mas onde hoje há estacionamento e existe uma situação degradada.
“As Escolas do Ensino Básico são outro problema na freguesia, quer na Escola nº 1, quer na Escola nº 2. Esta já devia ter sido encerrada. A Escola não tem condições de espécie alguma para continuar a manter-se como escola. É urgente resolver os problemas do Ensino Básico na freguesia do Barreiro.
Se a Escola nº 1 estivesse em condições se calhar os alunos ficavam lá todos.
O quadro que nós temos no Ensino Básico não é famoso e precisa de ser agarrado urgentemente.
Existe, aqui na freguesia um edifício, que é a antiga Escola Mendonça Furtado, que tinha condições para dar respostas a este problema de instalações, ou até mesmo para a Câmara Municipal, que precisa de ser recuperado e que está fechado há anos. Os vândalos continuam a devassar aquele espaço. É um património Municipal que não faz sentido continuar ali, na forma como aquilo está, não se pode manter aquela situação por tempo indeterminado” – sublinha Raul Malacão.
Edifício Municipal ao abandono
O Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, recorda ainda outro espaço que considera “está ao abandono”, um edifício municipal que está a degradar-se, fechado, perto do Teatro Cine barreirense.
Na sua reflexão comentou, igualmente, o estado de derrocada em que se encontra o antigo Café Barreiro, um edifício que está protegido, mas que está ao abandono.
Raul Malacão referiu ainda a situação do Bairro das Palmeiras – “È outra situação complicada que nós temos. Vem-se falando em algumas soluções, que envolve a Quimiparque. No concreto não tenho elementos, não conheço elementos seguros que permitam pensar que a curto prazo seja encontrada uma resposta.”
Relações com a Câmara são cordiais
Como são as relações da Junta de Freguesia com a Câmara Municipal do Barreiro?
“Em termos de relação com a Câmara devo dizer que, na verdade, não tenho problemas nenhuns de relacionamento. Posso afirmar que foi um relacionamento correcto, institucional, por vezes até não institucional, em conversas informais.
O problema passa pelas dificuldades em relação a algumas matérias de manutenção dos espaços públicos. Aí, nas coisas do dia a dia, há um falha.
Faz-se o fax, faz-se o telefonema, mas a solução para o problema, depois não temos resposta. Nem é pelo dinheiro que custa. Há coisas que não se concebem. Não há resposta. Podia dar vários exemplos. Situações de rápida resolução, que nem envolvem verbas.
Há um abaixo-assinado na Rua Vasco da Gama, devido à ocupação do passeio. Já lá foi o Vereador e engenheiros, há mais de um mês, mas a situação continua sem reposta.
Não estou a dizer isto por estar perto de eleições. Esta tem sido sempre a minha posição.
Outro aspecto são as descentralizações. Tivemos reuniões com o Presidente, mas nunca apareceu um papel a dizer : esta é a nossa proposta sobre as descentralizações. Nunca apareceu nada escrito das Juntas, nem do Presidente.
Nós, no Barreiro, nem temos o problema da varrição.
Não se conseguiu avançar nada e estamos com protocolos que foram estabelecidos há dez ou doze anos. O que mudou foram as assinaturas.
E, digo, nunca me apercebi de existência de problemas gravosos que impedissem que, ao longo destes quatro anos, não se pudesse ter chegada a acordo na elaboração de novos protocolos de descentralização.
Ainda hoje me interrogo porque não se chegou a acordo. Não sei.”
Festas devem ser valorizadas
Que significado atribui a Junta ás Festas do Barreiro?
“São as festas tradicionais do Barreiro que devem ser mantidas e melhoradas.
Em 1972 ou 1971, era Presidente da Câmara o Drº França, formou-se uma Comissão de Festas em que o Engº Calado era o Vice Presidente da Câmara e Presidente da Comissão de Festas.
Nessa altura foram feitas umas festas que, digo, com a máxima franqueza, até hoje, e com as condições que há hoje, não vi Festa com aquela que foi feita naquela altura. Desde uma Feira do Livro junto à estátua, passando por exposições em todas as colectividades e escolas.
Por isso eu digo, que até hoje, não vi Festas como aquelas, nem no tempo da BARRIND, que, diga-se valorizou as Festas.
Uma coisa é a Festa, dita festa, com as actividades recreativas e culturais, outra coisa é a Festa com a BARRIND.
Eu considero que a BARRIND valorizou as festas, e, é pena que não tenha continuado, porque valorizava a iniciativa.
Devemos procurar que as festas não sejam mais
uma festazinha do Barreiro. Hoje até temos as freguesias a fazer festas, que naquele tempo era difícil.
As Festas do Barreiro são as festas do concelho, por isso deve ser uma iniciativa valorizada e enriquecida anualmente.”
Melhorar o Largo Nª Srª do Rosário
Vai ser de novo candidato? Quais são as perspectivas?
“A minha perspectiva é esta, neste mandato demos resposta aos problemas que tínhamos em termos de equipamentos.
No próximo mandato eu penso que nós devemos fazer tudo o que seja possível para resolver alguns problemas que são necessários encontrar respostas.
Temos que arranjar uma Casa Mortuária para a freguesia, porque não há respostas. Temos que encontrar uma solução com a Câmara, e está disponível.
Temos preocupação com o Largo Nª Srª do Rosário, onde consideramos que deverá ser feita uma intervenção. O Largo como está é desolador. Dever ser colocado ali equipamento urbano, dar uma nova imagem àquele largo.
Pensamos, também, que nas travessas que ligam a Rua Aguiar e a Avenida Bento Gonçalves, deviam ser melhoradas, é preciso uma recuperação daqueles espaços verdes.
Espero contar com a colaboração da Câmara na resolução destas situações. Eu espero continuar no futuro a trabalhar pela freguesia.”
Qual o balanço que faz do mandato que está prestes a concluir?
“A nossa acção esteve muito voltada para o interior da Junta porque tivemos que investir, de facto, na melhoria dos meios que tínhamos á nossa disposição, realizando investimentos em equipamentos : novos computadores, novos telefones, tudo com servidores, máquina de fotocópias, obras de melhoramento na zona de Atendimento Público (era um espaço com piores condições, onde era feito o atendimento da população).
Praticamente os meios que tínhamos disponíveis foram aplicados na melhoria das condições nas instalações e equipamento da Junta de Freguesia – adquirimos cortinados para a sala de reuniões, extintores, modernizámos todo o equipamento da Junta.
Criámos os postos da Internet para o público.
Nós concorremos e ganhámos duas candidaturas de Modernização Administrativa, uma em 2003 ( que englobou as melhorias nos telefones) e outra em 2004 (que permitiu melhorar o mobiliário).
Pode dizer-se que a nossa acção foi muito voltada para a aquisição de novos equipamentos de modo a servir e obter respostas mais rápidas nos serviços e melhor servir a população ”.
Novas instalações com acesso á rua
E ao nível dos espaços exteriores, na vida da freguesia?
“Desenvolvemos algumas actividades na área cultural, promovendo várias exposições, quer quando dos aniversários da freguesia, que quando das comemorações do 25 de Abril.
Promovemos uma exposição na Biblioteca Municipal, realizámos três exposições aqui nas instalações da Junta, promovemos duas exposições no Antigo Tribunal, coma cedência do espaço pela Câmara.
Nunca deixámos de assinalar o aniversário da freguesia, nem de comemorar o 25 de Abril.
Eu vou-me recandidatar e penso que, no próximo mandato há algumas condições para nós nos pudermos virar mais para o exterior, visto que, em termos de investimento, que eram necessários realizar internamente estão feitos.
É evidente que esta Junta de Freguesia, em termos de instalações está localizada no centro da cidade, isso é positivo, mas, por outro lado, está a funcionar num 1º andar.
É a única Junta de Freguesia do concelho que tem as instalações no 1º andar e é compreensível que este tipo de instituições, funcionem com acesso directo à rua.
As nossas instalações são frequentadas, em maior número, por pessoas idosas, que têm dificuldades em subir uma série de degraus.
Penso que, no futuro, temos que procurar noutra solução. Isso passa pelo apoio e colaboração da Câmara essa procura de outro espaço, com acesso mais fácil para o exterior.”
Moinhos de Alburrica situação preocupante
Quais são os principais problemas da freguesia do Barreiro?
“São muitos e complicados. Podemos começar pelo problema de Alburrica, com a situação dos Moinhos.
Este é um problema preocupante. Os Moinhos fazem parte do património da freguesia do Barreiro. Acho que nós, barreirenses, nos revemos naqueles Moinhos.
Sabemos que Moinhos, daquele tipo, de vento, colocados perto do mar, não é fácil encontrar.
Nós devemos valorizar aquele património.
As coisas têm vindo a complicar-se. O acesso é quase já inexistente. Está num estado caótico.
Desde que os Catamarans entraram ao serviço, a situação tem vindo a complicar-se, devido à movimentação de areias.
Nós reunimos com a APL, a quem expusemos a situação de Alburrica, o caso do Clube Naval e outros problemas da zona ribeirinha.
Aquilo que nos foi dito sobre a situação de Alburrica não foi nada animador, deram-nos a entender, que era preciso esperar, até a situação estabilizar, porque ao longo dos tempos há movimentações de areias.”
Barreiro Velho situação complicada
Raul Malacão referiu ainda a situação do Barreiro Velho.
“A situação é preocupante no Barreiro Velho, o Parque Habitacional está a cair. E não vejo solução para este problema, nem sequer a médio prazo. Há situações muitos complicadas.
Sei que foi criado um Gabinete, onde está o Arquitecto Porfírio, para acompanhar a situação do Barreiro Velho.
O que acontece é que há medida que algumas casas vão vagando, as casas entram em degradação ou são ocupadas por diversas etnias, por populações com outros hábitos e que geram imensos problemas de higiene na via pública.
Falávamos do Bairro das Palmeiras que era preocupante, mas hoje, temos toda esta zona do Barreiro Velho com uma situação muito complicada.
Depois temos os problemas dos bares. Eu não estou contra os Bares. Mas há localizações que não foram devidamente acauteladas. Porque, muitas vezes não é a existência do Bar, são os problemas que se levantam com o que vem cá para fora, para as ruas. O ruído é impensável, com barulho, por vezes, ao fim de semana até às tantas da madrugada.”
O Coreto “Os Franceses” está a cair
Raul Malacão referiu igualmente os problemas de trânsito no centro da cidade, foram feitas algumas alterações, em algumas zonas que ajudou a melhorar um pouco mas salientou – “Há situações a rever”.
Na sua opinião existem situações que deveriam merecer alguma atenção, como é o caso do Jardim dos Franceses, onde deviam ser melhorados os passeios, a iluminação e o Coreto – “que está a cair e nada foi feito”.
Recordou o estado em que está o Largo Rompana, onde houve uma intervenção, mas onde hoje há estacionamento e existe uma situação degradada.
“As Escolas do Ensino Básico são outro problema na freguesia, quer na Escola nº 1, quer na Escola nº 2. Esta já devia ter sido encerrada. A Escola não tem condições de espécie alguma para continuar a manter-se como escola. É urgente resolver os problemas do Ensino Básico na freguesia do Barreiro.
Se a Escola nº 1 estivesse em condições se calhar os alunos ficavam lá todos.
O quadro que nós temos no Ensino Básico não é famoso e precisa de ser agarrado urgentemente.
Existe, aqui na freguesia um edifício, que é a antiga Escola Mendonça Furtado, que tinha condições para dar respostas a este problema de instalações, ou até mesmo para a Câmara Municipal, que precisa de ser recuperado e que está fechado há anos. Os vândalos continuam a devassar aquele espaço. É um património Municipal que não faz sentido continuar ali, na forma como aquilo está, não se pode manter aquela situação por tempo indeterminado” – sublinha Raul Malacão.
Edifício Municipal ao abandono
O Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro, recorda ainda outro espaço que considera “está ao abandono”, um edifício municipal que está a degradar-se, fechado, perto do Teatro Cine barreirense.
Na sua reflexão comentou, igualmente, o estado de derrocada em que se encontra o antigo Café Barreiro, um edifício que está protegido, mas que está ao abandono.
Raul Malacão referiu ainda a situação do Bairro das Palmeiras – “È outra situação complicada que nós temos. Vem-se falando em algumas soluções, que envolve a Quimiparque. No concreto não tenho elementos, não conheço elementos seguros que permitam pensar que a curto prazo seja encontrada uma resposta.”
Relações com a Câmara são cordiais
Como são as relações da Junta de Freguesia com a Câmara Municipal do Barreiro?
“Em termos de relação com a Câmara devo dizer que, na verdade, não tenho problemas nenhuns de relacionamento. Posso afirmar que foi um relacionamento correcto, institucional, por vezes até não institucional, em conversas informais.
O problema passa pelas dificuldades em relação a algumas matérias de manutenção dos espaços públicos. Aí, nas coisas do dia a dia, há um falha.
Faz-se o fax, faz-se o telefonema, mas a solução para o problema, depois não temos resposta. Nem é pelo dinheiro que custa. Há coisas que não se concebem. Não há resposta. Podia dar vários exemplos. Situações de rápida resolução, que nem envolvem verbas.
Há um abaixo-assinado na Rua Vasco da Gama, devido à ocupação do passeio. Já lá foi o Vereador e engenheiros, há mais de um mês, mas a situação continua sem reposta.
Não estou a dizer isto por estar perto de eleições. Esta tem sido sempre a minha posição.
Outro aspecto são as descentralizações. Tivemos reuniões com o Presidente, mas nunca apareceu um papel a dizer : esta é a nossa proposta sobre as descentralizações. Nunca apareceu nada escrito das Juntas, nem do Presidente.
Nós, no Barreiro, nem temos o problema da varrição.
Não se conseguiu avançar nada e estamos com protocolos que foram estabelecidos há dez ou doze anos. O que mudou foram as assinaturas.
E, digo, nunca me apercebi de existência de problemas gravosos que impedissem que, ao longo destes quatro anos, não se pudesse ter chegada a acordo na elaboração de novos protocolos de descentralização.
Ainda hoje me interrogo porque não se chegou a acordo. Não sei.”
Festas devem ser valorizadas
Que significado atribui a Junta ás Festas do Barreiro?
“São as festas tradicionais do Barreiro que devem ser mantidas e melhoradas.
Em 1972 ou 1971, era Presidente da Câmara o Drº França, formou-se uma Comissão de Festas em que o Engº Calado era o Vice Presidente da Câmara e Presidente da Comissão de Festas.
Nessa altura foram feitas umas festas que, digo, com a máxima franqueza, até hoje, e com as condições que há hoje, não vi Festa com aquela que foi feita naquela altura. Desde uma Feira do Livro junto à estátua, passando por exposições em todas as colectividades e escolas.
Por isso eu digo, que até hoje, não vi Festas como aquelas, nem no tempo da BARRIND, que, diga-se valorizou as Festas.
Uma coisa é a Festa, dita festa, com as actividades recreativas e culturais, outra coisa é a Festa com a BARRIND.
Eu considero que a BARRIND valorizou as festas, e, é pena que não tenha continuado, porque valorizava a iniciativa.
Devemos procurar que as festas não sejam mais
uma festazinha do Barreiro. Hoje até temos as freguesias a fazer festas, que naquele tempo era difícil.
As Festas do Barreiro são as festas do concelho, por isso deve ser uma iniciativa valorizada e enriquecida anualmente.”
Melhorar o Largo Nª Srª do Rosário
Vai ser de novo candidato? Quais são as perspectivas?
“A minha perspectiva é esta, neste mandato demos resposta aos problemas que tínhamos em termos de equipamentos.
No próximo mandato eu penso que nós devemos fazer tudo o que seja possível para resolver alguns problemas que são necessários encontrar respostas.
Temos que arranjar uma Casa Mortuária para a freguesia, porque não há respostas. Temos que encontrar uma solução com a Câmara, e está disponível.
Temos preocupação com o Largo Nª Srª do Rosário, onde consideramos que deverá ser feita uma intervenção. O Largo como está é desolador. Dever ser colocado ali equipamento urbano, dar uma nova imagem àquele largo.
Pensamos, também, que nas travessas que ligam a Rua Aguiar e a Avenida Bento Gonçalves, deviam ser melhoradas, é preciso uma recuperação daqueles espaços verdes.
Espero contar com a colaboração da Câmara na resolução destas situações. Eu espero continuar no futuro a trabalhar pela freguesia.”















