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Juvenal Silvestre – Presidente da Junta de Freguesia de Coina“Nós queremos que o Rio Coina seja preservado"

“Nós continuaremos, como fizemos no mandato anterior, reivindicando, dialogando, mas tendo sempre, como estivemos, tendo como ponto principal procurarmos melhorar as condições de vida da população” – salientou Juvenal Silvestre nesta conversa com o “Rostos”.

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Juvenal Silvestre – Presidente da Junta de Freguesia de Coina “Nós queremos que o Rio Coina seja preservado"

Por Jornal Rostos

Juvenal Silvestre foi reeleito Presidente da Junta de Freguesia de Coina, reforçando a votação e ampliando a maioria absoluta.
Começámos a nossa conversa precisamente procurando uma breve análise sobre esses resultados.
“Posso dizer que, em primeiro lugar devemos começar por reconhecer aquilo que foi feito, ao longo dos quatro anos do mandato. Não haja dúvida que nós, a nossa equipa, trabalhou muito bem, isso foi reconhecido por toda a população e a prova está presente na nossa reeleição, que se concretizou com uma maioria reforçadíssima.
Nós elegemos mais um membro na Assembleia de Freguesia, enquanto que a força que está em segundo lugar perdeu esse eleito, esta, pois, é uma prova que a população esteve do nosso lado e gostou do nosso trabalho e daquilo que nós fizemos.
Pode perguntar-se se poderíamos ter feito mais, claro que pode-se sempre fazer mais.
Mas Coina, como sabe, é uma freguesia pequena, onde as verbas são irrisórias e, aquilo que nós dizemos, que não é novidade para ninguém, é que temos a vantagem de termos o Mercado Mensal, através do qual obtemos algumas verbas.
No entanto, é preciso dizer que isto nos dá muito trabalho, porque somos nós próprios, membros do Executivo, que vamos fazer as cobranças aos feirantes, uma situação que, inclusivamente, nos causa alguns problemas, porque não é fácil a relação com os feirantes.
Nós, também estamos conscientes que a situação actual da população portuguesa é má e tudo isso se reflecte nas vendas e no negócio dos feirantes, por isso, houve anos que foi mais fácil fazermos as cobranças, do que acontece nos dias de hoje.
Como estava a dizer, são estas verbas que nos ajudam a fazer investimentos em melhoramentos, pequenas obras, passeios, pequenos arranjos, colocação de floreiras, asfaltamentos em colaboração com a população, como aconteceu no último mandato, isto permite que as pessoas vejam que nós estamos aqui para servir a população.”

Ligação à população

Já agora, olhando para trás que actividades ficaram para si como referência no mandato anterior?
“Deu-me bastante prazer saber que todas as obras que nós tínhamos prometido foram efectuadas.
O Polidesportivo que foi uma obra que nós prometemos foi realizada.
O passeio que está a ser feito, é uma obra importante que vai servir toda a população, especialmente as pessoas de Covas de Coina, que se deslocam até à Escola para levar as crianças, ou fazer compras ao Mercado, e tinham que fazer esse percurso pela estrada. Agora, com o passeio as pessoas têm mais segurança e circulam mais à-vontade.
Outra obra importante foi o asfaltamento de uma rua, em Covas de Coina, no Alto do Carvalhais, feita em colaboração com a população.
Isto, para nós é importante, este intercâmbio entre a população e o Executivo, sentindo que a população se empenha e colabora na procura de melhores condições de vida.
O Jardim que foi feito, na Urbanização do Alto da Malhada, também em colaboração da população, são situações que recordo.
Ou, por exemplo, a criação do abrigo para a imagem de Nª Srª de Fátima.
Nós compreendemos que nem tudo pode ser feito como nós desejamos. Temos que ter alguma calma, alguma paciência.
Mas, é importante sentir que resolvemos problemas, em colaboração com a população.”

Trânsito um problema grave

E, neste mandato que agora começa, quais são as prioridades que coloca?
“Nós temos um grande problema em Coina, já o tenho dito várias vezes, que é o trânsito.
Foi um assunto que várias vezes falámos no mandato anterior.
E, esta situação, cada vez está mais agravada.
A Vila de Coina, principalmente a Vila de Coina, é sacrificada com esta situação, porque todo o trânsito passa pela rua principal.
Sabe, a partir das 4,30 horas ou cinco da manhã, as pessoas que vivem junto à rua, não conseguem dormir, porque os camiões que começam a circular, a partir dessa hora, para as pedreiras e areeiros, trepidam e fazem muito barulho.
Nós, o ano passado, apresentámos na Assembleia Municipal do Barreiro, uma Recomendação, que foi aprovada por unanimidade, chamávamos à atenção para a situação do trânsito, pelo menos o trânsito pesado, no sentido de o retirar do centro da Vila.
E vamos ver o que será possível ser feito.
Sabemos que dentro de alguns anos iremos ter outras condições de circulação de trânsito, mas, até lá tem que ser feita alguma coisa.
O trânsito em Coina é um problema, porque esta é uma terra que tem ligação para todo o lado, para o norte e para o sul, tudo vem confluir neste cruzamento.
Tínhamos indicações que a rotunda da Estrada Nacional 10 iria ser concretizada no próximo ano, mas não sei como está neste momento, com os cortes que foram feitos no Orçamento de Estado.
Esta também é uma situação que nos preocupa bastante, porque as filas são enormes.
Há uma coisa que gostava de referir, nós fomos eleitos pela população de Coina, sabemos que na Câmara estava uma força política, hoje está outra, mas, nós, iremos continuar a ser reivindicativos, dentro daquilo que nós considerarmos que é justo, compreendermos a situação da autarquia e a situação governamental, no entanto, nós sabemos que a população de Coina necessita de muita coisa, por essa razão, nós continuaremos, como fizemos no mandato anterior, reivindicando, dialogando, mas tendo sempre, como estivemos, tendo como ponto principal procurarmos melhorar as condições de vida da população.
Coina é uma freguesia que, para nós, está no inicio do concelho, é a porta de entrada do concelho do Barreiro e, já o dissemos várias vezes, não queremos que seja o fim do concelho.
Por isso lutaremos sempre para que Coina prossiga o seu desenvolvimento e progresso.
Sabemos que Coina é uma freguesia onde vai haver muita procura, onde irá haver muito investimento, mas, nós achamos que é importantíssimo que primeiro sejam criadas condições para que as pessoas possam vir para aqui viver.
Nós não podemos ter mais 3 ou 4 mil pessoas a viver em Coina se continuarmos a ter estas vias de circulação. É impossível, as pessoas não têm depois por onde sair e deslocarem-se para os seus locais de trabalho.
Portanto, nós temos vindo a alertar que é necessário criar vias de comunicação, acessibilidades de transportes, para que as pessoas possam circular, sem os problemas que hoje aqui acontecem, com filas enormes de trânsito que se prolongam até aos Fuzileiros, ou até ao cruzamento do Ferreira.
Estas condições não podem continuar. Sabemos que estas situações não são da responsabilidade da Câmara, são responsabilidades do Instituto das Estradas de Portugal, mas temos que dialogar com a autarquia, com o Presidente da Câmara para que Coina tenha estas melhorias.
Nós queremos que a freguesia cresça, que se desenvolva ao nível populacional, mas queremos que sejam salvaguardas as condições de vida das pessoas.”

Preservar o Rio e Sapal de Coina

Juvenal Silvestre acrescentou - “Outra coisa que nós temos é a riqueza do Rio Coina e o Sapal de Coina. Essa riqueza não pode ser perdida.
Nós queremos que o Rio Coina seja preservado, que se garantam as condições de limpeza. Nós fizemos a limpeza de dois em dois anos, queremos que essa limpeza continue e melhore.
A limpeza é feita na área urbana, mas depois temos o assoreamento na entrada do rio, onde a areia começa a acumular.
Nós gostávamos que fosse feito o desassoreamento até ao braço do Rio Tejo.
O Sapal do Coina é uma riqueza que nós temos. Temos sobre esta matéria tido algumas divergências. Há pessoas que consideram que o Sapal se estende até à zona onde eram as Hortas antigamente, nós não consideramos o Sapal até aí, porque a Caldeira do Martins, para nós também não é Sapal.
Sabe, nós queríamos que a Caldeira do Martins fosse um lago, onde as pessoas pudessem ter os seus barquinhos de recreio, a população merecia ter isso.
Aquela Caldeira deveria ser navegável, um espaço onde barcos se possam movimentar, com uma zona verde na proximidade, onde existisse um espaço de lazer e de recreio. Sei que há pessoas que defendem que aquilo ali também é Sapal, nós pensamos que o Sapal é a partir do Moinho.
Gostávamos também que se fizesse a recuperação do Moinho do Martins, junto à Caldeira.
Estes pensamos que são grandes projectos que seria importante investir, talvez, com recurso a fundos da Comunidade Europeia.”

Reforçar as descentralizações

Como encara a existência de mais descentralizações para as freguesias?
“Já houve uma reunião entre o Executivo da Câmara e as oito juntas do concelho. Foi constituído um Grupo de Trabalho para elaborar um projecto, apresentarem uma proposta à Câmara. O Grupo é composto por quatro juntas : Alto do Seixalinho, Lavradio, Santo André e Coina.
Muitas vezes, o trabalho que nós realizamos nas freguesias é muito mais rápido. Nós conseguimos responder evitando o envio de fax para os serviços da Câmara que percorre uma série de circuitos.
Estas pequenas obras descentralizadas para as juntas as pessoas conversam e nós podemos agir rapidamente.
Eu sempre defendi as descentralização para as freguesias e se, estas descentralizações forem reforçadas, penso que haverá uma maior rapidez na resolução de alguns problemas da população."

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