Saltar para o conteúdo
Postais

Carlos Humberto – Presidente da Câmara Municipal do BarreiroPromover anualmente um “Fórum da Cidadania”

Sobre as “Opções Participadas”, Carlos Humberto sublinhou : “Assumo isto como uma primeiríssima fase das questões relacionadas com a participação das populações, com o envolvimento dos cidadãos na gestão da coisa pública, da gestão da nossa cidade, do nosso concelho, da nossa freguesia.”

6 min de leitura
Carlos Humberto – Presidente da Câmara Municipal do Barreiro Promover anualmente um “Fórum da Cidadania”

Por Jornal Rostos

Em todas as freguesias do concelho do Barreiro realizaram-se as reuniões denominadas “Opções Participadas”. Uma maratona de debates, de repetição de mensagens que procuravam espelhar um conjunto de “ideias-força” que orientam a acção do novo Executivo Municipal, as dificuldades financeiras, e, onde foram tomados conhecimento público dos problemas e inquietações dos cidadãos de cada uma das oito freguesias do concelho do Barreiro.
O ciclo “Opções Participadas” chegou ao fim e, por essa razão, procurámos, no final do último debate, numa breve conversa com o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, obter um balanço deste conjunto de iniciativas.

Marcou um estilo de trabalho

Chegando ao final desta iniciativa as “Opções Participadas” qual o balanço que pode ser feito?

“Assumo isto como uma primeiríssima fase das questões relacionadas com a participação das populações, com o envolvimento dos cidadãos na gestão da coisa pública, da gestão da nossa cidade, do nosso concelho, da nossa freguesia.
De qualquer forma esta é uma iniciativa que considero positiva, diria mesmo, significativamente positiva, porque marcou um estilo, um estilo que queremos que continue a marcar.
Sabemos que a capacidade de resposta é sempre limitada, quando comparada com a dimensão dos problemas, mas o facto de ouvirmos, de conhecermos melhor, de ficarmos mais sensíveis para alguns problemas, de conhecermos uma ou outra coisa que não conhecíamos, de conhecer pessoas, até por criarmos empatias, com essas mesmas pessoas, com os cidadãos, com os munícipes é enriquecedor e penso que nos permite ficarmos em melhores condições de gerir o município.
Não resolve todos os problemas, resolverá poucos problemas, mas, concerteza que nos dá uma dimensão e uma visão global que, quando tivermos que fazer as opções, estaremos em melhor condições de as fazer, portanto, globalmente, considero muito positivas”.

Uma grande receptividade nas pessoas

Na forma como os debates foram decorrendo, notou-se da parte da população abertura para falar ou sentia-se alguma contenção ou medo de falar?

“Não senti contenção. Digamos, todos nós, sabemos que há pessoas que falam com mais facilidade em público, outras terão mais dificuldade. Ainda hoje, reparei que uma pessoa, quando lhe colocaram o microfone na mão, ficou aflitíssima, considero que foi mais a esse nível no à-vontade, nos hábitos de falar em público, que propriamente outro tipo de receios.
Não senti receios, e, naturalmente, quem está habituado a falar em público, fala de uma outra maneira.
O que encontrei foi uma grande receptividade nas pessoas que estiveram presentes.
Apesar de tudo é de referenciar o número de jovens e considero que é significativo o número de pessoas que foram estando nas várias sessões, mesmo hoje, com a sala completamente cheia, com bastantes pessoas de pé, quase tantas como as que estavam sentadas e, portanto, também deste ponto de vista, considero que foi interessante a participação das pessoas”.

Pessoas sensíveis aos problemas de proximidade

Ao nível do discurso e qualidade de intervenções efectuadas nestes debates, na forma de avaliação dos problemas, satisfaz os objectivos?

“Eu diria que não tive surpresas, porque as pessoas num tipo de debates, como estes, estão sempre mais sensíveis aos problemas que lhes tocam directamente, aos problemas mais próximos, aos problemas de proximidade, do que preocuparem-se com os grandes problemas estruturais que se possam colocar ao concelho e ao seu desenvolvimento.
Deste ponto de vista considero que foi muito interessante, até porque as pessoas, mesmo quando estavam mais criticas, nunca me pareceu que colocassem as coisas com mau espírito.
A reunião de hoje até foi um exemplo disso, onde as pessoas colocavam as situações, porque as sentiam, porque as querem ver resolvidas, e, algumas das pessoas até se disponibilizaram para ajudar a resolver, com sugestões e pequenos contributos.
Considero que temos motivos para estar satisfeitos com as intervenções que foram efectuadas nestes debates.
Claro que grandes problemas globais, estruturantes, numa ou noutra sessão, estes pontos de vista também apareceram, penso que na sessão da freguesia do Barreiro, este nível esteve mais evidente, mas, de certa forma, considero que tudo isto é um processo, é natural que assim seja nesta fase.”

Promover anualmente “Fórum da Cidadania”

Vão realizar-se “Opções Participadas” de carácter temático ao longo do mandato, ou esta iniciativa vai limitar-se aos períodos de elaboração dos Orçamentos ?

“Não. Nós, temos para além das “Opções Participadas” que está assente serão realizadas antes da elaboração do Plano e Orçamento, todos os anos. Estou a dizer todos os anos se a experiência resultar, porque tudo tem que ser avaliado, passo a passo.
Mas, como dizia, paralelamente a estas iniciativas, nós temos a ideia de constituir Conselhos ou Comissões Municipais, para discutir coisas especificas, estamos a admitir a possibilidade de, em cada ano, realizar o que denominamos o “Fórum de Cidadania”.
Será, aí sim, nesse Fórum, com as forças que intervêm do ponto de vista cultural, social, económico, recreativo, lúdico, que iremos convidar a participar e, naturalmente, aberto à população que pretenda participar neste “Fórum da Cidadania, embora, como disse, sendo, esta uma iniciativa muito direccionada para os sectores que têm intervenção na sociedade, aqui, pretendemos promover a discussão de questões macro, no âmbito do desenvolvimento e com uma dimensão estratégica.”

Promover discussões com a população

Carlos Humberto, referiu ainda que : “Sobre os grandes projectos estamos empenhados em discutir passo a passo, não discuti-los apenas quando estiverem a chegar ao fim, mas discutir de forma a que vamos acompanhando o seu desenvolvimento. Queremos a participação da pessoas e ouvir as opiniões sobre os grandes projectos.
Naturalmente, estamos disponíveis e estamos a pensar realizar algumas discussões temáticas, para além dos debates que sejam efectuados ao nível de Comissões de Acompanhamento, das Comissões especificas ou dos Conselhos Municipais, temos a ideia e queremos promover discussões com a população”

Satisfeito com a opção que fizemos

Findo, portanto, este ciclo, qual a conclusão, de satisfação. Está feliz ?
“Não. Só estaria feliz se os problemas estivessem resolvidos. Mas, estou satisfeito com a opção que fizemos e com o resultado da opção que fizemos.”

Como nota final, de referir que nas “Opções Participadas” participaram, nos deabtes, vereadores de todas as forças políticas da CDU, PS e PSD.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção