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Vicente Figueira – Presidente da Junta de Freguesia de Stº AntónioReivindicar Centro de Saúde de Santo António da Charneca

“O importante é que todas as forças politicas, que elegeram, possam contribuir de forma a que todos remarmos no mesmo sentido, que será a resolução dos problemas da nossa freguesia” – salientou o Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca.

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Vicente Figueira – Presidente da Junta de Freguesia de Stº António Reivindicar Centro de Saúde de Santo António da Charneca

Por Jornal Rostos

Vicente Figueira, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, é natural de Vila Boim, concelho de Elvas, nasceu a 6 de Setembro de 1950, veio viver para o Barreiro, Cidade Sol, no ano de 1980.
Nas últimas eleições autárquicas liderou a equipa da CDU que reconquistou a freguesia de Santo António da Charneca, retirando a Presidência da Junta de Freguesia ao Partido Socialista.
.“Vim para a Marinha, onde fiz a minha vida profissional, constitui família e encontrei aqui, no Barreiro, na Cidade Sol, um cantinho que me satisfez e fiquei por aqui! – recorda.
O novo Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, esteve ligado à vida autárquica nos últimos quatro anos, integrando a Assembleia de Freguesia de Santo António da Charneca, como eleito da CDU.

Uma vida de associativista

Vicente Figueira salientou ao “Rostos” que na sua vida procurou ter sempre intervenção social, mantendo uma permanente actividade ligada ao associativismo.
“Estive sempre ligado ao associativismo. Fui Presidente da Direcção do Juventude da Cidade Sol. Estive 13 anos consecutivos como Dirigente do Cidade Sol.
Posso referir que tive também, participação no Santoantoniense, ligado ao desporto, nomeadamente aos iniciados.
Igualmente participei nos Corpos Sociais de “Os Reguilas”.
Fui Vice Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Bairro Alentejano e, posso referir, que na vida associativa, dei agora o meu contributo na Associação de Pais da Penalva.” – salienta o autarca.

Só criticar não chega

O que o motivou para participar na vida autárquica?
“Vendo, certos e determinados problemas na vida social e na vida associativa, que sempre fui vivendo, tudo isso motivou-me para dar o meu empenho e a minha contribuição na vida autárquica.
Sabe, só criticar não chega, porque nós temos que participar. Temos que ajudar, dentro das nossas possibilidades e disponibilidades de tempo.
O nosso contributo é importante para ajudar a harmonizar e encontrar soluções para os problemas sociais.
A nossa intervenção na vida autárquica tem que ir nesse sentido de ajudar, participar.”

Vale mais prometer pouco

Como se sente agora nessa sua função de Presidente da Junta de freguesia de Santo António da Charneca? Esperava ganhar as eleições?
“Considero que ganhar é uma afirmação que não deve ser feita, porque quem decide é o eleitorado, quem decide é o nosso povo.
Mas, sabe, dado ao trabalho que a CDU e nós os eleitos da CDU desenvolvemos ao longo dos quatro anos no último mandato, enquanto oposição, sinto que desempenhámos um papel muito importante junto da população.
Com a nossa actividade fizemos sentir os problemas, nomeadamente aqueles que não estavam a ser resolvidos.
Nós, na verdade, sabemos que nem tudo se pode resolver num momento, mas como houve uma expectativa muito grande criada pelo nosso adversário político, com base num eleitoralismo muito forte, com base em muitas promessas, as quais ao longo de quatro anos, pode dizer-se, que dessas promessas foi fazendo pouco, ou nada.
Nisto de promessas, a nossa ideia é que vale mais prometer pouco e fazermos alguma coisa, sem criarmos expectativas nas pessoas.
Por isso, ao longo dos quatro anos, com o nosso trabalho, junto da população, fomos percebendo que tínhamos grandes condições para ganhar as eleições, porque, mais uma vez, apresentámo-nos ao eleitorado sem grandes promessas, mas com um Programa que sabemos, seremos capazes de o cumprir”.
Como está a viver esta sua experiência de Presidente da Junta de Freguesia?
“Estou a viver esta experiência feliz, sinto-me um homem tranquilo e pronto para realizar todo o trabalho que, acredito, vai ser bastante”.

É bom apresentem problemas

Como está a ser a vossa relação com a população?
“O nosso relacionamento com a população posso afirmar que o fazemos, praticamente, 24 horas por dia, o nosso diálogo com a população na rua é uma constante.
A todo o momento nos comunicam preocupações, sugestões, dão opiniões, em toda a nossa freguesia, a qualquer ponto que nós percorremos, da Vila Chã à Penalva, as pessoas dirigem-se a qualquer elemento do Executivo, não é um exclusivo do Presidente, a quem procuram mostrar as carências e nós ouvimos, tomamos notas e sentimos isso muito bem.
Sabe, é sempre bom que os nossos habitantes nos apresentem os problemas, apesar de nós termos um conhecimento profundo dos problemas da freguesia, mas, naturalmente, não temos o conhecimento total de todos os problemas.”

Inclusão social das famílias do PER

Quais considera serem os problemas prioritários resolver na freguesia de Santo António da Charneca?
“Considero que os problemas prioritários, nós os colocamos no nosso Programa Eleitoral, nomeadamente apoiar as Associações de Proprietários das AUGI’s, melhorando o saneamento básico já existente e incentivando a criação de novas associações, nas AUGI’s onde não existem, para regularizar estas situações.
Outra preocupação será, continuar a reivindicar, junto do Poder Central a construção do Centro de Saúde de Santo António da Charneca, que já está considerado em PIDDAC, há vários anos e no terreno continua inexistente.
Iremos trabalhar no sentido de procurar apoios que contribuam para a inclusão social das famílias instaladas, na Cidade Sol, ao abrigo do PER, numa acção que tem que ser desenvolvida em estreita colaboração com a Câmara Municipal do Barreiro e outras entidades.
Queremos que se concretize a reparação e manutenção das Escolas do Ensino Básico e as instalações do Pré- Escolar.
Estas, posso considerar, aquelas que são as nossas prioridades para o mandato.”

Descentralização beneficia a população

Que pensa da descentralização para as freguesias?

“Já tivemos um encontro entre as Juntas de Freguesia para analisar esta situação. Estamos a preparar propostas que consideramos importantes para analisar a descentralização para as freguesias.
Neste momento, o que de facto pudemos dizer é que será importante cumprir o Protocolo, porque se for cumprido o que está no Protocolo as Juntas de Freguesia terão mais meios, e, estando mais perto da população, nós resolvemos muitos problemas, mesmo problemas do imediato.
Sentimos que a descentralização, no caso das Escolas do Ensino Básico, dos Gimnosdesportivos ou das zonas verdes, onde já existe descentralização, será positivo que seja concretizada uma descentralização muito maior.
Concordo com a descentralização e acho que é necessária, e se for mais alargada quem ganha com isso é a população.”

Incentivarmos o associativismo

Como analisa as relações da Junta de Freguesia com o Movimento Associativo?
“Eu fiz, como disse, muitos anos parte da actividade de diversas colectividades, e considero que o Movimento Associativo está um pouco reservado, acho que já esteve mais activo.
Nós membros do Executivo temos experiência no associativismo, há muitos anos, quer no meu caso, como também o Jaquelino, que é um homem do associativismo há bastantes anos, nós todos, temos a certeza que é necessário trabalhar com o Movimento Associativo.
Já temos, para breve, agendadas a realização de reuniões com todas as colectividades, para incentivarmos e apoiarmos o associativismo na nossa freguesia.”

Todas as forças políticas colaboram

A CDU obteve maioria relativa. Como foi o diálogo para a composição dos órgãos na freguesia?
“Nós, após o acto eleitoral tivemos a iniciativa de dialogar com todos os eleitos na Assembleia de Freguesia, conversámos um a um, no sentido de sabermos da disponibilidade de trabalhar no Executivo.
Nesse diálogo encontrámos opiniões diferentes, não foram, de facto, todas unânimes.
Nos eleitos do PS existiam opiniões que, se nós ganhámos as eleições devíamos governar.
Também, houve eleitos do PS que se colocaram disponíveis.
Os eleitos do PSD, referiram que nós ganhámos, mas se entendêssemos que a participação do PSD pudesse ser útil, estavam disponíveis.
Quanto ao Bloco de Esquerda, referiu que gostaria de participar mas devido à ocupação da sua vida profissional, tinha dificuldades.
Em resumo, falámos com todas as forças políticas e posso referir que todas as forças políticas foram convidadas para trabalhar para a freguesia de santo António da Charneca.
O PS assumiu a Presidência da Assembleia de Freguesia. O PSD assumiu um lugar no Executivo.
O importante é que todas as forças politicas que elegeram possam contribuir de forma a que todos remarmos no mesmo sentido, que será a resolução dos problemas da nossa freguesia”.

Resolver as aspirações da população

Como avalia a reunião que decorreu aqui em santo António no âmbito das “Opções Participadas”?
“Esta reunião das “Opções Participadas” é um objectivo do nosso programa.
Sabe, se nós não ouvirmos os problemas e não tivermos em conta, aquilo que as pessoas, mais no imediato, querem que seja resolvido, então, estamos de costas viradas para a população.
Não é esse o nosso propósito. O que nós queremos é estar com a população e a população, estar unida, e dar o seu contributo quer para a Câmara Municipal, quer para a Junta de Freguesia.
Nesse sentido temos que ouvir e temos que decidir em sintonia com as aspirações da população, que foi quem nos elegeu.”

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