Bruno Vitorino refereEmídio Xavier não tem capacidade para me criticar
O PSD Barreiro levou ontem a cabo uma conferência de imprensa, onde destacou dois pontos considerados como de “máxima importância para o Barreiro” as obras contempladas em PIDDAC e a distribuição de pelouros na Câmara.

Por Jornal Rostos
Em declarações ao Rostos, Bruno Vitorino, actual vereador do PSD na autarquia, fez uma breve síntese dos pontos apresentados: as obras e verbas previstas no PIDDAC 2006 e a atribuição dos pelouros pelo presidente da edilidade, Carlos Humberto.
Para Bruno Vitorino “no que respeita ao primeiro ponto, achámos importante frisar para toda a população que as obras agora apresentadas referem-se todas aos projectos apresentados pelo PSD nos PIDDAC de 2004 e 2005, ou seja, nenhum deles foi da autoria do actual governo PS.
E posso, a título de exemplo, referir alguns como a Escola Superior de Tecnologia da Quinta da Fidalguinha, a Escola Secundária de S. António da Charneca ou a divisão da PSP no Barreiro. Todas estas obras agora reapresentadas, já tinham sido anteriormente colocadas neste projecto, não pelo Governo PS, mas sim pelos governantes do PSD.”
Segundo o vereador “todos sabemos que entre a apresentação de um projecto e a sua execução decorrem diversas fases que chegam a demorar cerca de dois anos. Tendo isto em conta, é preciso apresentar já as propostas para o desenvolvimento do Barreiro. No entanto isso não aconteceu com o PIDDAC de 2006, onde não são referidas quaisquer obras de relevo, como a travessia entre a cidade e o Seixal, ou os Centros de Saúde para Palhais e para o Alto Seixalinho, que precisavam de ter sido já apresentadas para serem concluídas ainda durante o actual mandato do Governo.”
Atribuição de pelouros
Respectivamente ao segundo ponto, Bruno Vitorino referiu também ao Rostos que pretendeu “apenas dar um esclarecimento, à semelhança do que todas as outras forças políticas entenderam fazer. Mostrei-me disponível ao presidente para ficar com as áreas do desporto, dos assuntos sociais e do associativismo, mas o presidente considerou por bem entregar-me o pelouro do ambiente e da reconversão urbana. Por isso, e apesar de ter sido oferecido ao PSD um tempo inteiro na câmara, considerámos que estes pelouros não justificavam um tempo, tendo optado por ficarmos com meio tempo”.
Vitorino responde a críticas
Bruno Vitorino referiu ter também aproveitado a ocasião para responder a algumas críticas que lhe foram apontadas pelo anterior presidente da autarquia, Emídio Xavier, nomeadamente no respeitante à aceitação apenas de meio tempo e ao usufruto do subsídio de reintegração.
“Considero que Emídio Xavier não tem capacidade para me criticar, tendo em conta que ele não aceitou qualquer pelouro ou tempo na autarquia. A decisão sobre os tempos do PSD foi uma decisão pessoal e política. Não sei que motivos levaram o anterior presidente a não aceitar qualquer função na câmara, mas lá terá as suas razões muito pessoais.
Maria do Carmo Torres














