Sub-Comissão da Linha do Sado/CP afirmaBarreiro e a Moita estão a perder a estrutura ferroviária
“As alterações previstas para a Linha do Sado levaram-nos a reforçar a nossa luta para defender estes postos de trabalho em risco de acabarem se as alterações previstas forem para a frente.” – referiram na conversa com “rostos on line”.

Por Jornal Rostos
Defender os direitos e postos de trabalho do sector ferroviário é a causa que reúne três homens na Sub-Comissão de Trabalhadores da CP, que em conversa com “rosros on line” manifestaram as suas inqueitações.
José Encarnação, Frederico Tavares e Dória são os três elementos que constituem a Sub-Comissão de Trabalhadores da CP, coube a José Encarnação e Frederico Tavares darem a conhecer um pouco mais do trabalho realizado.
“Somos uma delegação ligada à casa-mãe da CP, e tentamos melhorar as condições dos trabalhadores. Existimos há vários anos e ultimamente temos tido um pouco mais de actividade, devido às mudanças do sector ferroviário público no sul.
Ocorreram grandes transformações ao nível estrutural, relacionadas com a divisão da CP em sectores económicos, linhas e sectores de actividade.
Esta situação tem prejudicado os trabalhadores no Barreiro e também as populações dos concelhos servidos pela CP, e embora a Sub-comissão não tenha uma ligação directa com as populações, sentimos estes problemas porque também somos utentes do sistema ferroviário.” – salientaram.
A Sub-Comissão actua especificamente ao nível interno da empresa, tomando “certas posições que divulgamos através dos órgãos de informação e fazemos comunicados, direccionados aos trabalhadores, porque é no sentido da sua defesa que existimos.”
Alterações previstas para a Linha do Sado
“Só o Barreiro chegou a ter 1500 trabalhadores no sector ferroviário, entre a EMEF, oficinas, pessoal braçal, auxiliares de estação e maquinistas, mas a CP no Barreiro tem cerca de cem trabalhadores e na EMEF não chegam a trezentos trabalhadores.
As alterações previstas para a Linha do Sado levaram-nos a reforçar a nossa luta para defender estes postos de trabalho em risco de acabarem se as alterações previstas forem para a frente.” – referiram.
Perder de dia para dia a estrutura ferroviária
“A nosso entender o Barreiro e a Moita, bem como outros concelhos aqui da zona, estão a perder de dia para dia a estrutura ferroviária e nós como trabalhadores também sentimos isso e principalmente os utentes do Barreiro e da Moita vão ficar cada vez mais isolados e prejudicados em relação a outros concelhos.” – foi a opinião que nos transmitiram.
Os membros da Sub-Comissão não estão muito optimistas em relação ao futuro dos caminhos-de-ferro : “Avizinha-se muito negro, pela contínua falta de aposta do Governo neste sistema e pela gradual privatização, o que leva ao aumento dos preços para os utentes e ao desemprego dos trabalhadores da CP. E é nesse sentido que a nossa luta vai continuar.” – salientaram os membros da Sub Comissão.
Maria do Carmo Torres














