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Vasco Marques, Presidente da Direcção da ESSA"No país há duas ou três cidades fortes no basquetebol, o Barreiro é uma delas"

. A ESSA está nos maiores clubes portugueses de basquetebol feminino

"A luta pelo título não é fácil. Nós queremos andar lá por cima, mas há muitas equipas a concorrer.
A ESSA já tem algum peso na Liga e já forçou alguns clubes a reforçarem as suas equipas, com novos atletas" - salientou na conversa com "Rostos".

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Vasco Marques, Presidente da Direcção da ESSA "No país há duas ou três cidades fortes no basquetebol, o Barreiro é uma delas"

Por S.P.

Vasco Marques, Presidente da Direcção da ESSA, numa breve conversa com "Rostos" deu a conhecer os projectos, as metas para a actual época e as suas inquietações sobre o basquetebol feminino.

Como vai a actividade da ESSA?

"O clube em termos desportivos recomenda-se. A sua actividade está dentro dos objectivos que traçou, tem as equipas de formação, nos diferentes campeonatos, no topo das classificações.
A equipa de Cadetes, a dois jogos do fim, já atingiu o título de campeã regional, a equipa de juniores para lá caminha, a nossa equipa na Liga ocupa o segundo lugar no campeonato nacional, a nossa equipa satélite, o Futebol Clube Quinta da Lomba está no 3º lugar no campeonato Nacional ( aproveito para agradecer, à Direcção do clube, a disponibilidade que tem tido para colaborar connosco neste projecto).
Mas, tudo isto, implica um esforço enormíssimo para conseguir manter esta máquina, porque são nove equipas a competir, fora todos aqueles que envolvemos no minibasquete, que são mais uns 60 praticantes.(que são mais de cerca de 60 crianças)

Quantas pessoas estão envolvidas na ESSA na prática desportiva?

"Estão envolvidos na ordem dos 140 a 150 atletas femininos. É importante sublinhar este aspecto, são todos atletas femininos. São seis equipas em nove campeonatos, porque há equipas que estão a fazer dois campeonatos".

Dificuldades financeiras

Como é possível manter toda esta máquina em termos financeiros?

"Não é fácil. É muito complicado. Temos conseguido manter porque integramos um projecto com a Câmara Municipal, sendo um projecto comum, sendo o apoio da autarquia muito significativo para se conseguir manter tudo isto, e, naturalmente, esperamos que assim continue, para prosseguirmos nesta dinâmica de crescimento.
Não nos podemos esquecer que, nos últimos três anos, a ESSA tem sido um clube sempre a crescer, alcançando todos os anos títulos, nalguns casos a renová-los e, penso, por todas estas razões, que o projecto tem avançado.
Posso sublinhar que, neste momento, o projecto cresceu, tem uma estrutura um pouco mais pesada e, agora, estamos na fase que é essencial conseguir manter as suas potencialidades. Considero que isto é o mais importante, porque crescer é fácil, agora, na verdade, manter esta estrutura é que é o mais complicado.”

Quais são os apoios que ao nível nacional são atribuídos ao basquetebol feminino?

"Não, não temos. Temos apoios de entidades privadas. São um ou dois patrocinadores que nos têm dado uma ajuda,(são dois patrocinadores que tem apoiado o clube ao longo do projecto (Rodriguers & Filipe, SA e a Opel Amaro), para além de patrocínios de ocasião, aqueles que dão a sua colaboração numa época.

O grande apoio é através da Câmara Municipal do Barreiro."

Uma fase de transição

Como estão as relações actualmente?

"Não há qualquer problema. Estamos a atravessar uma fase de transição, com a adaptação de uma nova vereação, que compreendemos.”

O vosso projecto no futuro coloca-lhe algumas interrogações ? O fim do vosso projecto que significado tem para o basquetebol feminino?

"Para mim significa o finalizar o basquetebol feminino ao nível regional, porque a ESSA é o maior clube regional e um dos maiores ao nível nacional.
Posso salientar que a ESSA está nos maiores clubes portugueses de basquetebol feminino.”

Quais as metas que colocam nos vossos objectivo desta época?

"Nós nunca ganhámos o campeonato nacional. Já ganhámos duas vezes a Taça de Portugal. Ganhámos a Supertaça duas vezes consecutivas.
Fomos vice campeões nacionais na Liga Feminina há dois anos, o ano passado ficámos em 3º lugar.
Este ano começámos a 2º volta em segundo lugar, mas não vai ser fácil.
Nós começámos com um objectivo, que era estar presentes nos play-off, esse objectivo já foi atingido.
Em termos de formação temos como objectivo ganhar os Campeonatos Regionais, em todos os escalões. Cadetes já foi atingido, de Juniores tudo leva a crer que também será atingido.
Vai iniciar o Campeonato de Iniciadas, onde pensamos que vamos ter também uma boa classificação.

Em termos de 1ª Divisão, um projecto que visa fazer a passagem das jogadoras juniores, criando-lhes a rodagem para que possam vir a integrar a equipa da Liga. Aqui está praticamente garantida a nossa presença nos play-off e, neste momento, estamos em 3ºlugar no campeonato, sendo um projecto com uma equipa secundária( composta na sua maioria por juniores), estamos a bater-nos com equipas da Madeira, Açores e do norte, marcando presença positiva.”

Presença na final "Final Four"

Que significa o jogo do próximo dia 21 para a ESSA?

"Este jogo é uma final antecipada. É a repetição da Supertaça, agora, tudo leva a crer que quem conseguir ganhar este jogo, tem garantida, a presença na final da "Final Four" e o caminho facilitado para a conquista da Taça de Portugal.
A luta pelo título não é fácil. Nós queremos andar lá por cima, mas há muitas equipas a concorrer.
A ESSA já tem algum peso na Liga e já forçou alguns clubes a reforçarem as suas equipas, com novos atletas estrangeiras.
A segunda volta vai ser mais complicada. Houve clubes que se reforçaram. Nós, por impossibilidades financeiras, não podemos seguir a mesma estratégia, vamos ter a mesma equipa. Há equipas que se reforçaram para tentar bater a ESSA."

Uma situação difícil de gerir

Que significa o basquetebol para si, como pessoa, como dirigente?

Sabe, eu nunca fui uma pessoa muito ligada ao desporto. Apareci no basquetebol como muita gente aparece, a minha filha começou a praticar basquete, desde pequenina, porque fiz questão que os meus filhos praticassem desporto. Eles seguiram o basquetebol. Ela foi para a ESSA. Ele está no Barreirense.
Comecei a ir ver os jogos. Comecei a colaborar e foi assim que me liguei ao Basquetebol.

Quando dei por mim, já me tinham metido neste lugar de Presidente da Direcção da ESSA.
Sinceramente, nunca pensei que fosse uma situação tão difícil de gerir. Não é fácil.
Quem está de fora não se apercebe da dificuldade em manter uma estrutura destas a funcionar.”

Basquetebol no Barreiro é um mundo

O Basquetebol no Barreiro é um grande mundo, não é ?

"Eu penso que a nível do país há duas ou três cidades fortes no basquetebol. O Barreiro é uma delas.
No Barreiro há muitos praticantes. Vive-se muito o basquetebol no Barreiro.
Penso que, se pode dizer, que o basquetebol no Barreiro é um mundo."

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