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João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita“FÓRUM José Manuel Figueiredo é um projecto de sentimentos, de paixões e desafios”

O FÓRUM Cultural José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira assinalou o seu 1º aniversário.
João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita, fez para o “rostos” um balanço de um ano de actividade e salientou que este é um projecto marcado por “sentimentos e paixões”.

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João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita “FÓRUM José Manuel Figueiredo é um projecto de sentimentos, de paixões e desafios”

Por Jornal Rostos

Realizou-se no Fórum José Manuel Figueiredo, na Baixa da Banheira, um espectáculo evocativo do 1º aniversário do FÓRUM, com a presença de Xutos & Pontapés.
Foi uma noite vibrante, de muito calor e animação.
No final conversámos com João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita, que fez um balanço e salientou a importância deste FÓRUM nas politicas culturais da autarquia.

Qual o balanço que faz de um ano de actividade do FORUM José Manuel Figueiredo?

“É um balanço positivo, um balanço de aposta. A nossa perspectiva foi, neste primeiro ano, como era fundamental, para além de retirarmos experiência, experimentar com público, também, de alguma forma começarmos a tornar o FÓRUM como uma referência, na Península de Setúbal e na Área Metropolitana de Lisboa.
Penso que estamos a consegui-lo, portanto, posso referir que foi um ano carregado de iniciativas, com uma programação muito forte e, naturalmente, queremos continuar a fazê-lo, acima de tudo, com duas vertentes : primeiro, servir e tocar os diversos públicos e formar públicos que, para nós, é importante para a fruição da cultura, contribuirmos para a formação de públicos, por essa razão, corremos o risco de algumas vezes, alguns espectáculos terem audiências mais fracas, mas, para nós, será sempre fundamental primar pela qualidade da cultura e pela criação de públicos”

O FÓRUM está integrado no ARTEMREDE, é isso que contribui para a qualidade dos espectáculos?

“O Artemrede contribui com alguns espectáculos mas, os espectáculos do Artemrede, aqui neste FÓRUM, digamos que correspondem, correndo o risco de estar a referir um número sem uma análise muito especifica, poderá significar uma trigésima parte.”

Os custos para manter a permanência de espectáculos e qualidade são elevados?

“São valores que pensamos que se justificam, porque são apostas na cultura, na animação, na formação de públicos e acima de tudo porque nós também apostamos muito, mesmo muito, em duas vertentes : promoções, ou seja espectáculos novos, projectos novos, tivemos aqui apresentação de projectos únicos, por exemplo o projecto do Tim a solo, um projecto de fado, entre outros, outra vertente, na divulgação de projectos locais, uma fase que está em desenvolvimento.
A nossa aposta foi, digamos, numa vertente de carácter nacional e justifica-se, de certeza, porque o papel que nós tínhamos definido para o FÓRUM era esse, ser um local onde se encontra a cultura, se divulga a cultura se faz cultura.”

Uma das coisas que hoje se refere em diversas autarquias, onde funcionam este tipo de equipamentos, é a criação de Empresas Municipais para a sua gestão, esta será um perspectiva que está em análise ou não se justifica?

“Não, não há nenhuma intenção que o justifique, pelo menos por agora, criar uma empresa municipal.
E, temos que ser realistas, muitas das situações que houve de criação de empresas municipais, foi tendo por base as razões administrativas como uma empresa municipal é gerida, do que em função dos custos em si próprios.
Portanto, nós não temos previsão para isso, porque temos uma equipa de trabalho que é forte, com programação, e pensamos continuar com esta equipa e continuarmos, isso sim, a ligarmos em rede, em projectos como o Artemrede, e com outros projectos, como festivais, na região envolvente e no país, estabelecermos laços que permitam, com essas redes de funcionamento e de programação trazer ao FÓRUM, bons espectáculos da dança, da música, diminuindo os custos, mas proporcionando a fruição da cultura.
O principal, hoje em dia, é que hajam equipamentos, sendo importante que existam, mas mais do que os ter, é geri-los de forma funcional e mantê-los a funcionar, porque se eles existirem e apenas funcionem pontualmente, é um dos problemas.
Por isso, nós continuamos a apostar em manter o FÓRUM sempre com uma forte programação.”

Qual o sentimento que fica, após o espectáculo de hoje, com os Xutos e Pontapés, a assinalar um ano de actividade?

“O espectáculo de hoje foi um misto de emoções, porque não foi um espectáculo qualquer, porque se este espectáculo com os Xutos, tivesse sido há um mês de meio para trás, não era a mesma coisa, porque hoje, com este espectáculo, comemorámos o 1º aniversário do FÓRUM.
Sabe, o FÓRUM José Manuel Figueiredo é um projecto de sentimentos, de paixões, de desafios.
Sentimentos e paixões que o próprio nome de José Manuel Figueiredo encerra.
Sentimentos e paixões, porque este espaço, quem o conhecia, foi um lugar onde muitos jovens tiveram aqui os seus primeiros sonhos, no cinema e por aí fora, faz que este espaço seja, na verdade, um repositório de vivências e um desafio.
Este foi um projecto audacioso, que levou tempo a desenvolver, foi um desafio construí-lo e, hoje, continua a ser um desafio, no dia a dia, mantê-lo a funcionar com dinâmica.
Hoje, foi um espectáculo de sentimentos e paixões”

Registamos que, de facto, João Lobo, expressava de forma emocionada cada palavra que nos transmitia nesta sua reflexão sobre um ano de actividade do FORUM José Manuel Figueiredo.

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