Fernando Carrasco, Presidente da Junta de Freguesia da Baixa da BanheiraAs festas são um evento extremamente importante que já contam com 45 anos de existência
“As Festas têm que partir do povo se não as Festas não têm sentido e passam a ser institucionais” – referiu Fernando Carrasco, Presidente da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, em breve diálogo com “Rostos”.

Por Jornal Rostos
“Neste primeiro ano de mandato, nós tivemos o cuidado de continuar com a realização das festas, embora sendo umas festas mais modestas, porque fomos confrontados com a limitação do espaço destinado aos divertimentos, isso deu origem a um processo mais modesto” – sublinhou o Presidente da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, em breve diálogo com “Rostos”.
“De qualquer forma, a Câmara Municipal da Moita, deu-nos a conhecer que as obras do Modelo estavam com algum atraso ao previsto inicialmente, e, perante isso, quase em tempo record, num período de um mês, com a Comissão de Festas fizemos um esforço no sentido de tentarmos colocar os divertimentos, junto àquele espaço, perto do Cordas.
Tudo isto limitou, de alguma forma, a possibilidade de existir uma maior aposta nos espectáculos em termos de palco” – referiu o autarca.
“As Festas vão decorrer aqui, no espaço, que nós consideramos o espaço nobre, junto à Igreja, e, vão decorrer junto ao Cordas com a zona dos divertimentos” – salientou Fernando Carrasco.
Festas da Baixa da Banheira têm o seu espaço
“A perspectiva foi sempre fazer as festas e quero, aqui realçar, o esforço da Comissão de Festas, que conseguiu reunir condições, no sentido de ter os divertimentos e na concretização das festas.
Sei que foi um esforço muito grande.
De qualquer forma, vamos ter as Festas da Baixa da Banheira e, para o ano, se as condições o permitirem, procuraremos fazer melhor, porque o importante é manter esta tradição” – salientou o Presidente da Junta de Freguesia.
“Penso que é importante, referir que, este ano, as Festas realizam-se na data da tradição, a sua data legal, dos festejos do S. José Operário, dado que há dois anos vimo-nos confrontados com a Feira do Cavalo, que teve implicações logísticas.
As Festas da Baixa da Banheira têm o seu espaço, haverá também espaço para a Feira do Cavalo, para a Feira do Livro, porque nós, na Baixa da Banheira, temos o nosso público e não temos problemas sobre a afluência das pessoas” – referiu Fernando Carrasco.
Foi importante o trabalho da Comissão de Festas
“Quero realçar o trabalho das oito pessoas que se disponibilizaram a fazer a Festa, porque cada vez mais, na verdade, isto está mais difícil, porque as pessoas não estão disponíveis para festas.
As pessoas são muito críticas, mas quando nós convidamos (porque nós temos o cuidado de fazer um comunicado à população, ao comércio local e ao movimento associativo), a afluência é quase nula, e, a prova disso está que apenas oito carolas se disponibilizaram para fazer as festas.
Quero salientar este facto, porque todos eles se empenharam bastante e quero louvar isso, essa dedicação” – fez questão de referir Fernando Carrasco, sublinhando que esta seria uma matéria que iria abordar na sua intervenção do acto inaugural das Festas.
Mesmo com dificuldades manter esta tradição
“Da nossa parte, quer da Junta, quer do apoio da Câmara, fizemos um esforço, de atribuir um subsídio, tendo em vista que as Festas sejam o mais dignas possível, e, tendo em conta, que as nossas verbas são as mesmas e da parte do Estado não recebemos mais, todos sabem que gerimos a autarquia com dificuldades.
Mas, mesmo com essas dificuldades, nós queremos manter esta tradição das festas” – sublinhou o Presidente da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira.
Uma tradição com 45 anos
“Eu penso que as festas são um evento extremamente importante, penso que as nossas festas, se não tivessem o interregno de algumas falhas, até este momento, já contariam com 45 anos de festa.
As festas são uma tradição, foram inicialmente ligadas à Igreja, há várias fases no seu processo, como tudo na vida, as coisas alteram-se.
A Igreja deixou de fazer as festas, essa responsabilidade ficou na autarquia. A autarquia fez as festas, mas, penso que as Festas não devem estar ligadas à autarquia, devem ser pessoas a realizar, as festas devem ser do povo, deve ser o povo que as faz, estando cá as autarquias para as apoiar, no plano logístico e financeiro, naquilo que seja possível.
Nós temos que transmitir este sentimento ao povo, é o povo que tem que fazer as festas.
As Festas têm que partir do povo se não as Festas não têm sentido e passam a ser institucionais” – referiu a finalizar Fernando Carrasco, Presidente da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira.














