Saltar para o conteúdo
Postais

Silveira Proença – Gestor do Sector Químico"Se a crise é isto, pode continuar por muitos anos"

“Costumo dizer, a título de brincadeira, que a crise económica costuma aparecer apenas aos mais fracos, porque quando sabemos o que queremos e temos um rumo definido dentro da nossa actividade, isso obriga-nos a trabalhar certamente mais um pouco, e a esforçar-nos mais, mas conseguimos sempre cumprir o objectivo” – salienta Silveira Proença, numa breve conversa com “Rostos”.

3 min de leitura
Silveira Proença – Gestor do Sector Químico "Se a crise é isto, pode continuar por muitos anos"

Por Jornal Rostos

Gestor de uma empresa nacional do sector químico, implementada também em alguns países africanos, Silveira Proença, considera que a crise é feita pelas pessoas e não é de agora, porque já permanece há sete anos no país.

É praticamente o membro número um do Club Rotáry da Moita?
“Não serei bem o membro número um, provavelmente o número dois ou três, porque na altura em que fui convidado para este clube, viemos ao mesmo tempo dois ou três companheiros, por isso não sei bem qual a minha posição (risos).
Mas efectivamente sou um dos membros fundadores deste Clube.”

Ser Rotário acarreta uma grande responsabilidade

O que é hoje ser Rotário?
“Ser Rotário acarreta uma grande responsabilidade, a todos os níveis, porque a componente Rotary também tem a componente social, porque somos uma estrutura que se preocupa com tudo o que nos rodeia, a nível municipal, da educação, do ambiente, etc. e todo esse leque de profissionais tem a sua quota-parte para encontrar a melhor forma de atingir determinados objectivos, definidos no início do ano Rotário.”

Há a crise psicológica, e depois há a crise empresarial

Na crise económica de que tanto se fala, como encara o papel deste Clube e dos seus membros?
“Esta crise económica já é vivida por nós, portugueses, há cerca de sete anos. Como profissional, talvez seja um pouco privilegiado porque passei um pouco ao lado dessa crise.
Na minha opinião existem vários factores de crise: há a crise psicológica, e depois há a crise empresarial. Acho que nunca se conseguiu distinguir bem as duas, porque as crises, normalmente, ocorrem dentro das pessoas e são elas que as conseguem discernir e têm de acreditar também naquilo que estão a fazer, de forma a ultrapassar as crises.
Costumo dizer, a título de brincadeira, que a crise económica costuma aparecer apenas aos mais fracos, porque quando sabemos o que queremos e temos um rumo definido dentro da nossa actividade, isso obriga-nos a trabalhar certamente mais um pouco, e a esforçar-nos mais, mas conseguimos sempre cumprir o objectivo. E o mesmo se passou ao nível do Rotary Clube, onde conseguimos definir o nosso objectivo e cumprir com as nossas funções, o que nos permitiu chegar onde estamos hoje.”

Se a crise é isto, pode continuar por muitos anos

Portanto, como gestor, não considera que a crise esteja tão instalada como se diz?
“Na minha actividade, não a encontro, e posso até dizer que se a crise é isto, pode continuar por muitos anos.”

Maria do Carmo Torres

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção