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Manuel Lopes, Presidente da Direcção do FC BarreirenseAmbicionamos acima de tudo a criação de um Centro de Formação

. A partir de Janeiro 2007, Futebol Clube Barreirense disputa seus jogos no Estádio Alfredo da Silva

“Um Estádio é um equipamento desportivo que custa milhões de euros, teremos que pensar se, numa cidade como o Barreiro, vale a pena termos duas infraestruturas dessa dimensão.” – salientou Manuel Lopes, Presidente da Direcção do Futebol Clube Barreirense.

“Ambicionamos, acima de tudo a criação de um Centro de Formação, porque o que nós precisamos são espaços para a formação” – referiu Manuel Lopes.

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Manuel Lopes, Presidente da Direcção do FC Barreirense Ambicionamos acima de tudo a criação de um Centro de Formação

Por Jornal Rostos

A partir de Janeiro de 2007 o Futebol Clube Barreirense vai utilizar o Estádio Alfredo da Silva, dado que assumiu o compromisso de entregar o Estádio D. Manuel de Melo, em Dezembro de 2006.
Sobre o acordo estabelecido com o Grupo Desportivo Fabril, Manuel Lopes, sublinhou, no diálogo com os jornalistas, no decorrer da apresentação da equipa para a nova época, que este foi – “o acordo a que foi possível chegar com o Fabril, é um acordo para as próximas duas épocas desportivas, contemplando o facto de o Futebol Clube Barreirense poder jogar no Estádio Alfredo da Silva, a partir de Janeiro, uma vez que em Dezembro temos o compromisso de entregar o nosso estádio.
Este é um acordo que nos vai permitir ir ao encontro de uma solução definitiva, relativamente ao nosso espaço para jogarmos, portanto, vai nos dar tempo para que possamos encontrar as soluções.”

Foi um acordo difícil

“Foi um acordo difícil, como toda a gente deve perceber, pelo que se vem falando já há alguns dois anos, chegar a este acordo não foi um acordo fácil, porque o Fabril tenta defender os sues interesses, o Barreirense também tem que assegurar os seus próprios interesses, portanto, concerteza que o acordo não foi aquele que qualquer uma das partes desejava, mas foi o acordo possível e, na verdade, criou soluções para resolver o problema que existia.” – sublinhou Manuel Lopes.

Necessidade de realização deste protocolo

“Neste processo temos que aceitar, é uma situação plenamente natural, que existam sócios quer do Fabril, quer do Barreirense, que tenham dificuldade em aceitar esta solução.
Porque, sempre haverão sócios de um lado e do outro que dizem não concordar, e até, alguns, poderão ficar zangados com os clubes.
Mas, penso que, quer o Fabril, quer o Barreirense, tinham necessidade de realização deste protocolo, por um lado o Barreirense tinha um problema para resolver, sendo esta uma solução, ou poderia ter que ver outras alternativas, talvez, até, financeiramente melhores para o Barreirense, mas que colocavam em causa a proximidade e o acesso aos adeptos.
O Fabril, toda a gente sabe, que o clube tem condições de equipamento desportivo que não lhes causa problemas disponibilizar o Estádio principal ao Barreirense, podendo o Fabril, com a celebração deste protocolo retirar contrapartidas que permite ao Fabril encontrar um equilíbrio financeiro, que não têm, como praticamente nenhum clube neste país tem.” – referiu Manuel Lopes.

Espaços para a formação

Manuel Lopes, salientou que – “iremos acompanhar o assunto e, ao longo do tempo, quer nós, quer o Fabril, podemos vir a retirar ilações deste protocolo e pensarmos sobre o futuro.
Temos que assentar os pés na terra e ver as condições económicas dos clubes e do país, pois, sabemos que, na realidade, os clubes têm grandes dificuldades económicas.
O Barreirense teve que negociar o seu património para resolver gravíssimos problemas que enfrentava e, também, para criar no futuro, as condições que ambicionamos, que passa acima de tudo pela criação de um Centro de Formação.
Nós o que precisamos são espaços para a formação.”

Barreiro precisa de dois Estádios?

“Um Estádio é um equipamento desportivo que custa milhões de euros, teremos que pensar se, numa cidade como o Barreiro, vale a pena termos duas infraestruturas dessa dimensão.
Penso que este tipo de infraestruturas devem ser rentabilizadas no máximo e dar-lhes o máximo de utilização.
Isto significa que clubes como o Barreirense, o Fabril, devem encontrar soluções para que isso aconteça, de forma a haver uma racionalização.
Por exemplo, o dinheiro que se gasta num Estádio pode permitir sustentar outro tipo de infraestruturas que gerem rentabilidade sustentável, ao nível da formação e pode permitir libertar recursos financeiros para outras actividades” – salientou a finalizar Manuel Lopes.

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