Vale da Amoreira - MoitaCentro Comunitário é reconhecido como um equipamento indispensável
O Governo anunciou que vai arrancar com o Programa dos “Bairros Críticos”, o Presidente da República, no âmbito do “Roteiro para a inclusão” vai visitar o concelho da Moita, neste contexto procurámos obter mais alguns dados sobre o Vale da Amoreira, uma zona considerada pelo Governo como um dos “Bairros Críticos” na Área Metropolitana de Lisboa.

Por Jornal Rostos
Em diálogo, com Custódia Gésaro, da Câmara Municipal da Moita, obtivemos um retrato do Vale da Amoreira e as carências que são consideradas essenciais resolver no âmbito do Programa dos “Bairros Críticos”.
Concluir as projectos do PROQUAL
“A Câmara Municipal da Moita tinha em curso a “Operação de Revitalização Urbana do Vale da Amoreira e Baixa da Banheira” sendo esta uma intervenção que perspectivava acções, quer na Baixa da Banheira, quer no Vale da Amoreira.
Inicialmente o investimento que tinha sido previsto, nessa operação, era financiado através do PROQUAL.
O Acordo que foi assinado, com vários Ministérios e com a Câmara Municipal da Moita, era um investimento que rondava os 29.6 milhões de euros, isto para abarcar um conjunto de intervenções, quer físicas, quer económicas, quer sociais.
O que veio a acontecer é que, por vicissitudes diversas, não houve a disponibilidade financeira, do Estado português e, portanto, o volume de investimento que se perspectivava, dos tais 29.6 milhões, a comparticipação que nos deram foi só sobre 2.5 milhões de euros.
Ficámos com um investimento total de 13 milhões e 800 mil euros, dos quais a Câmara Municipal da Moita pagou integralmente com fundos seus 6 milhões.” – salientou a Técnica da Câmara Municipal da Moita.
Concretizar investimentos indispensáveis
“Houve um conjunto de investimentos, que do ponto de vista da Câmara Municipal da Moita eram fundamentais, que ficaram por fazer, porque ficaram fora, por falta de financiamento.
Atendendo a que, se está agora, que o Governo lançou agora, uma nova iniciativa para o Vale da Amoreira, aquilo que a Câmara entende é que, se houve equipamentos e se houve acções, que eram de vital importância para o Vale da Amoreira e que ficaram de fora, entende a Câmara Municipal da Moita que esta deve ser a oportunidade de as concretizar.” – acrescentou Custódia Gésaro.
Mas, o projecto dos “Bairros Críticos” será desenvolvido mais na vertente de acções de ordem física ?
“Este projecto volta a ter, como intenção, a intervenção física, social e económica.”
O envolvimento dos parceiros sociais
O desenvolvimento deste projecto poderá ligar-se às intenções do “Fórum para a Diversidade” constituído no Vale da Amoreira?
“Esta iniciativa “Bairros Críticos” pretende envolver os agentes locais, ou seja, pretende que seja uma intervenção integrada que envolva, quer a Administração Central, dos vários Ministérios, as autarquias – a Câmara e a Junta de Freguesia – e também os parceiros locais, na dinamização de algumas acções, que forem identificadas como necessárias.
O “Fórum para a Diversidade” é um espaço de reflexão, de animação, de dinamização, composto por um conjunto de parceiros, entre os quais também se incluem, quer a Junta de Freguesia do Vale da Amoreira, quer a Câmara Municipal da Moita, são um conjunto de parceiros que também estão neste processo dos “Bairros Críticos”.”
Câmara deu contributo sobre as necessidades
Há alguma ideia daquilo que o governo de propõe fazer?
“Neste momento, estamos reunindo com o INH e a Secretaria de Estado do Ordenamento do Território, que está a conduzir o processo, e, temos informações que está a fechar a negociação com os vários Ministérios, portanto, nós Câmara Municipal ainda estamos a aguardar a posição dos vários Ministérios.”
A Câmara Municipal da Moita não participou nas negociações?
“A negociação com os Ministérios está ser feita pela Secretaria de Estado do Ordenamento do Território.
A Câmara foi chamada para dar o seu contributo, sobre aquilo que podem ser os projectos do Vale da Amoreira, com intervenção da Câmara Municipal da Moita.
Sobre isso, o Presidente da Câmara Municipal da Moita, já fez saber que a posição da Câmara é que, há um conjunto de equipamentos e infra-estruturas que do ponto de vista da Câmara Municipal são importantíssimos de concretizar.”
Avançar a construção do Pavilhão da Escola
Será, portanto, o que ficou por concluir do PROQUAL?
“Exactamente. Nomeadamente o novo perfilamento da Avenida 1ºde Maio, os arranjos exteriores das zonas A, B e Bairro das Descoberta, a conclusão das infra-estruturas de apoio ao Campo de Futebol do Vale da Amoreira, a concretização de um novo Jardim de Infância, e, para além disso, outros equipamentos que a Câmara Municipal, de algum tempo, tem vindo a debater apoios, que já não têm a ver directamente com o PROQUAL, enquanto instrumento de financiamento, mas tem a ver com hipóteses de dinheiros do Estado, que são o Pavilhão da Escola Secundária, que a Câmara assinou um acordo de colaboração com a DREL, mas que entretanto, a DREL não avançou, com a possibilidade da sua construção.
Também a construção do Centro Comunitário do Vale da Amoreira que é um processo, também já é bastante antigo, que a Câmara tem se vindo a envolver, já fez o projecto, já pagou o projecto, já fez a disponibilização do terreno, mas que dá parte da Administração Central ainda não houve disponibilidade para a sua concretização, espera, a Câmara Municipal que, seja esta a oportunidade, através dos fundos dos “Bairros Críticos” para que se possa concretizar esta situação.”
Construção do Centro Comunitário
Se tal vier a acontecer, a realização desses projectos, é como uma cereja em cima do bolo para a Câmara Municipal da Moita?
“É para a Câmara, é para o Vale da Amoreira. O Centro Comunitário (e perguntou-me, à pouco, sobre o envolvimento dos parceiros), e, digo, que foi comummente aceite, por todos os parceiros, como um equipamento indispensável para uma melhora, significativa, da qualidade de vida da população do Vale da Amoreira.
Obviamente que a autarquia ficaria satisfeita com a sua concretização, mas, pensamos que seria uma satisfação generalizada.
O Centro Comunitário permite ter no Vale da Amoreira um conjunto de valências de carácter social, de apoio social que neste momento não tem.”.














