Miguel Amado, Presidente da SIMARSULETAR Barreiro/Moita – “É fundamental, é pena que tenha tardado tanto”
Miguel Amado salienta a “rostos” que a nomeação da nova Administração da SIMARSUL é uma questão que depende dos accionistas - “não depende de nós”.
No entanto sublinha vontade em continuar envolvido no projecto e concluir a obra, considera: “Nós, Conselho de Administração, não temos de nos pôr em bicos dos pés”. Recorda, Miguel Amado, que a empresa tem a participação de 51% do Estado e que: “às vezes a política sobrepõem-se um pouco aos interesses das coisas”.

Por Jornal Rostos
Considerando que no âmbito dos projectos realizados pela SIMARSUL, empresa concessionária da gestão e exploração do Sistema Multimunicipal de Saneamento de Águas Residuais da Península de Setúbal, a ETAR Barreiro/Moita é a obra de maior peso, com cerca de 10% do investimento da empresa, “porque vai tratar de cerca de um equivalente de duzentos mil habitantes” e cuja importância, adianta: “é podermos contribuir para a despoluição do rio Tejo e do rio Coina”.
É fundamental que a autarquia desenvolva o resto das obras complementares
Enquanto autarca do Barreiro, encara esta obra como fundamental para o concelho. “É pena que tenha tardado tanto”, realça. Entendendo que se trata de um projecto essencial, na medida em que: “Nós, Barreirenses, precisamos de voltar a usufruir do Rio como antigamente foi possível, no início do Barreiro”. Adiantando que as obras da ETAR que estão estipuladas para durar dois anos podem provocar algum incómodo no Barreiro mas que são indispensáveis, ressalvando: “são dois anos que vamos ver a melhorar”.
É também enquanto autarca que refere que é igualmente fundamental que a autarquia desenvolva o resto das obras complementares, ao que explica: “porque a SIMARSUL só vai tratar da rede em alta, é preciso que se faça a rede em baixa”, acrescentando: “dado o crescimento exponencial e muito rápido que foi verificado nos anos 60 e 70 no Barreiro, temos problemas de redes unitárias e temos que as separar”. Considera assim que é necessário fazer uma cobertura de rede de saneamento maior do que a existente. Para além desse aspecto, falou também na necessidade de resolver a questão das AUGI’s – Áreas Urbanas de Génese Ilegal – salientando: “É uma das bandeiras que nós, autarcas, vamos ter de prosseguir”.
Louvor ao mandato de 2005/2006
A respeito do louvor aprovado pela Assembleia Geral à gestão do seu mandato para o exercício do ano de 2005/2006, faz questão em acentuar que o mandato é composto por mais quatro elementos, constituindo um Conselho de Administração de cinco elementos, o qual preside. Quanto ao louvor, diz ter sido muito reconfortante: “sentimo-nos motivados e encorajados para continuar a atingir estes objectivos muito precisos que tinham sido definidos e que nós conseguimos atingir e ultrapassar”. Em jeito de análise diz ter conseguido “fazer mais investimento em menos tempo do que o que estava pedido”, o que foi positivo e conseguido, como salienta: “ porque a própria estrutura accionista, nomeadamente a accionista maioritária, que é o grupo Águas de Portugal, nos disponibilizou os meios financeiros que estavam previstos”. O que permitiu, como conta, obter aprovações quer na candidatura ao Fundo de Coesão, quer no contrato de financiamento com o Banco Europeu de Investimento. “Tendo o conforto financeiro, podíamos executar a parte da engenharia e dos investimento em tempo útil, e foi isso que fizemos”, sublinha.
Nomeação da Administração da SIMARSUL – uma questão que depende dos accionistas
Quanto à nomeação da nova Administração da SIMARSUL refere que se trata de uma questão que depende dos accionistas, “não depende de nós”. Não deixando de manifestar vontade em continuar envolvido no projecto e concluir a obra, considera: “Nós, Conselho de Administração, não temos de nos pôr em bicos dos pés”. Ressalvando ainda que a empresa tem a participação de 51% do Estado e que: “às vezes a política sobrepõem-se um pouco aos interesses das coisas”.
Andreia Lopes Gonçalves














