José Calabote, treinador da Equipa Sénior de Basquetebol do Galitos Futebol ClubeA “vontade de chegar mais longe”

Por Jornal Rostos
A presença no campeonato da Proliga, a competição mais importante da Federação de Liga de Basquetebol, assegurada esta época, é um exemplo disso. Em relação à Proliga, diz ser “Um campeonato muito competitivo”, no qual, conta: “tínhamos alguma dificuldade, no início, em pensar que podíamos estar onde estamos”. Em disputa pela manutenção do quatro lugar, o qual ocupam. “Neste momento continuamos, a três jornadas do final da fase regular, a tentar chegar o mais acima possível”. Sempre munidos de uma “vontade de chegar mais longe”, a determinação de que fala o treinador e que diz caracterizar o trabalho de todos os técnicos e funcionários que contribuem para os resultados do clube.
Campeonato acima das expectativas – “Este ano a ideia era só a manutenção”
Quando veio para o Galitos, há três anos atrás, diz ter-lhe sido apresentado um projecto para que em três anos a equipa subisse à Proliga. “E nós, em dois anos conseguimos subir à Proliga”. A equipa subiu da CNB2 (Campeonato Nacional de Basquetebol da Divisão 2) para a CNB1, onde foram campeões na época passada. Depois destes dois objectivos assegurados, esta época o Galitos marcou presença na Proliga, onde, na opinião do seu treinador, estão a fazer um campeonato acima das expectativas estabelecidas, uma vez que “este ano a ideia era só a manutenção”. Mas a realidade foi outra, e a três jornadas do fim, ocupam a quarta posição, a qual pretendem manter.
Jogo com o CP Esgueira pode decidir se o Galitos fica em 4ºlugar na Proliga
Neste fim-de-semana jogam com o Clube do Povo de Esgueira, neste momento o “concorrente mais directo”, refere José Calabote, ao qual, segundo adianta “temos a vantagem de uma vitória”. E é esse jogo “que poderá decidir se ficamos já em quarto lugar, independentemente das últimas duas jornadas”.
Da Proliga, um campeonato que se joga entre quinze equipas, José Calabote diz ser composto por equipas “com um nível muito equilibrado”, ao que acrescenta: “onde são os pormenores que podem influenciar o resultado do fim-de-semana”.
O desgaste que pode surgir quando se disputa na Proliga
A semana que antecede os jogos é uma semana intensa de trabalho, onde os treinos se repetem nos cinco dias, num horário tardio, no período pós laboral das 22h00 até à meia-noite, o que pode ser desgastante para os jogadores “num campeonato tão longo como este”, considera José Calabote. A passagem para a Proliga acabava assim por poder trazer maiores dificuldades à equipa, que se tinha de adaptar a um novo campeonato, com outros ritmos de trabalho e com muitas viagens, pois o campeonato exige muitas deslocações para o norte do país “e ao norte bem ao norte”, faz questão em frisar. Vila Pouca de Aguiar, Guimarães e Braga são algumas das zonas obrigatórias de passagem para jogos. Mas os resultados foram bons, ao que adianta: “Estamos a tentar, neste momento, dosear ao máximo o esforço deles, para tentar conseguir que tenham a maior rentabilidade possível”.
O plantel, composto por 14 jogadores, passou por uma fase em que dispunha apenas de nove jogadores, “por problemas de ordem física, porque o desgaste é muito grande”, situações que não são muitas vezes contempladas no início do campeonato, explica José Calabote.
Galitos – “A melhor defesa da Proliga”
Quando fala na equipa dos Galitos, José Calabote diz ser “uma equipa que foi construída com uma mescla de pessoas mais experientes e menos experiente”, acrescentando que a ideia seria de edificar um plantel “com base em pessoas mais sólidas a nível do aspecto defensivo” e por isso adianta que a grande característica da Equipa Sénior de Basquetebol do Galitos é a sua defesa, “tanto que neste momento é a melhor defesa da Proliga”, alega. Considerando que os ”jogadores têm vindo a ter uma evolução extremamente agradável durante este ano” e que a presença no topo da Proliga tem sido um estímulo para toda a formação do Clube porque, como adianta: ”neste momento conseguimos fazer com que esses miúdos que estão na formação tenham uma imagem que possam ambicionar um dia a chegar”.
“Mais clubes para haver mais competição e mais formação”
José Calabote é da opinião de que no Barreiro “o basquetebol e o futebol são modalidades com uma imagem muito positiva no exterior”. Considerando que a imagem do basquetebol tem sido fortalecida na região pelo trabalho ao nível da formação dos três clubes do concelho do Barreiro, falando no Barreirense, na ESSA e no Galitos. O facto de as equipas seniores ocuparem lugares de destaque nas provas em que participam é também, no parecer do treinador de basquetebol dos Galitos, um motivo para que possa “haver um maior investimento da parte das crianças nesta modalidade”, o que acaba por transmitir uma imagem de topo do basquetebol que se pratica no Barreiro “e isso leva a que as pessoas comecem a olhar para nós”.
Falando ainda no projecto de três anos, que foi estabelecido aquando a sua vinda para o Galitos, que tinha como grande objectivo chegar à Proliga, considera que a sua concretização tornou-se numa “imagem extremamente importante para os miúdos desta área de residência”, no sentido de poderem ter uma segunda escolha em relação ao Futebol Clube Barreirense. “Seria mais uma possibilidade, visto que o Fabril tinha acabado com o basquetebol”. Considera ainda que o gosto pelo basquetebol que se revela no Barreiro “necessitava de ter mais clubes para haver mais competição e mais formação”, o que seria importante em termos de assegurar maior qualidade a nível desportivo.
Maior aproximação entre os três clubes de basquetebol do Barreiro
Acerca da competição entre os três clubes do Barreiro, diz que “neste momento as coisas estão mais próximas” e que os próprios clubes têm desenvolvido esforços para que haja uma aproximação cada vez maior. Encarando essa aproximação como benéfica para o basquetebol, realça a importância da Associação de Basquetebol de Setúbal, sobretudo através do contributo de José Salgueiro, director técnico regional da associação, no processo de mediação entre os clubes. “Tem havido uma melhoria e penso que deve haver cada vez mais uma aproximação entre estes três clubes e o basquetebol só terá a ganhar com esta situação”, remata.
Manter a equipa sénior de basquetebol dos Galitos
Numa altura em que os problemas financeiros estão na ordem do dia e em que os clubes se debatem com questões, por vezes, complexas na sua gestão económica e que podem ter consequências a nível desportivo, José Calabote refere que o retorno que tem tido da Direcção do Clube é no sentido de manter a equipa de seniores, o que se deve aos resultados apresentados pela equipa “e por tudo o que tem feito”. Tendo em linha de conta que “o país não vive de abundância neste momento” e que essa situação se reflecte no desporto em geral”, José Calabote não deixa de elogiar o trabalho que a Direcção dos Galitos tem feito, o que tem permitido “conseguir ter esta actividade ao nível em que está”.
Ambições da equipa
Questionado com as ambições da equipa para o futuro, diz que por agora são: “tentar lutar por este campeonato da Proliga”, acrescentando que não é da sua índole pautar-se apenas por pequenos objectivos, mas sim “tentando chegar o mais longe possível, dando sempre o máximo.” Salientando, no entanto, que, para si, a forma mais correcta de trabalhar é pensar jogo a jogo, “para não ter grande pressão sobre o trabalho que está a ser efectuado”. Quando estiver assegurado o próximo objectivo, que se traduz em: “tentar passar a primeira eliminatória”, refere que, nessa altura: ”já iremos pensar de outra forma” porque “os objectivos vão sempre subindo”.
Andreia Lopes Gonçalves
Formação do Galitos Futebol Clube
Director de Formação – Jacinto Soares
Vice-presidente – José António Fernandes
Director da Equipa de Seniores – José Manuel Fernandes
Presidente da Equipa de Seniores – Carlos Felipe
Seccionista – Vítor Malacão
Fisioterapeutas – José Manuel Cigarro e Sónia Almeida
Estatísticas – José Miguel Salgueiro e Mário Viseu
Juniores A e B – Álvaro Mota e Ricardo Cabrita
Iniciados – Mike Plawden e Felipe Folgado
Minibasket – José Miguel Salgueiro e Rui Costa














