Carlos Humberto, Presidente da CM do Barreiro”Pessoalmente não faço intervenção política assim”

Por Jornal Rostos
“Acho que algumas pessoas que não são capazes de se credibilizar com os seus partidos tem acções de disparar em todas as direcções e porem-se em bico dos pés, mas da minha parte digo-lhe que assim não têm a minha atenção”, acentua.
“Não gasto mais do que gastaria se tivesse quatro pessoas a trabalhar nessas funções”
Considerou que a situação do município é preocupante, mas que, apesar disso, tem evoluído positivamente, em relação ao ano passado. Como esclarecimento fez referência à lei, na qual diz que cada presidente de Câmara tem direito a ter no seu gabinete: um chefe de gabinete, um adjunto e dois secretários. A esse respeito, diz ainda que enquanto presidente da Câmara do Barreiro não tem nenhum desses cargos e decidiu que para “a gestão do município precisava de apoios directos” e que por isso colocou “três pessoas e não quatro”, como previsto na lei, a trabalharem no seu gabinete. Argumentando: “Não gasto mais do que gastaria se tivesse quatro pessoas a trabalhar nessas funções”.
Recibos verdes – “ (…) o que levam para casa não é o mesmo que recebem”
A questão de os funcionários em questão estarem contratados em regime de recibos verdes, é outra razão que aponta como necessária de ser ponderada: “Só recebem 12 meses e têm de fazer desconto e o que levam para casa não é o mesmo que recebem”.
Inclusivamente referiu que um dos elementos do seu gabinete ganha hoje menos do que ganhava antes de trabalhar para a Câmara: “Trocou o certo pelo incerto”.
E em jeito de repto, Carlos Humberto desafia a “pessoa que ‘denunciou’ esta situação a um jornal” a comparar os gastos do gabinete de apoio ao presidente, em salários, com o mandato anterior, ou com os gastos dos gabinetes dos outros presidentes da Área Metropolitana de Lisboa.
Acho que é uma vantagem o cruzar a juventude com a experiência”,
A respeito das críticas apontadas pelo presidente da concelhia do PS-Barreiro acerca da eventual falta de experiência associada à idade dos assessores, Carlos Humberto interroga-se como pode vir essa crítica de “uma pessoa com trinta e poucos anos que diz ter capacidade para ser líder de Câmara”. Acrescentando: ”Acho que é uma vantagem o cruzar a juventude com a experiência”, uma aposta que diz ter sido assumida logo na sua candidatura.
Andreia Lopes Gonçalves














