Humberto Candeias, Técnico da “NÓS” BarreiroLar residencial “Espera-se que se inicie a sua construção ainda este ano”

Por Jornal Rostos
No jantar comemorativo dos 25 anos da Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente - “NÓS”, Humberto Candeias, em conversa com o “Rostos”, referiu que a ocasião significava um ciclo de passagem da associação e que conduzia à necessidade de reflexão e de ser feito um balanço, acrescentando: “25 anos é talvez uma idade adulta”. E é nessa entrada para a idade adulta, sem se perder algumas facetas própria da infância, que Humberto Candeias olha para a “NÓS” e fala do projecto mais premente e que está em fase de concretização, a construção de um Lar Residencial, com terrenos cedidos pela Câmara Municipal da Moita, para o qual já foi aprovado o financiamento e no dia 11 de Junho irá proceder-se à assinatura do contrato de comparticipação financeira: “Espera-se que se inicie a sua construção ainda este ano”, adianta.
“Momento de troca e de partilha de experiências e ao mesmo tempo de divulgação”
No entender de Humberto Candeias, a comemoração das bodas de prata da “NÓS” constituiu um momento de reflexão e de proximidade com os “parceiros naturais, sócios e amigos da associação”, insistindo que se tratava de um envolvimento natural, sem divulgações na imprensa, sublinhando: ”não somos uma associação promotora de eventos”, mas porque a data assim o determinava, os amigos, os funcionários e as famílias reuniram-se num jantar que se tornou num ”momento de troca e de partilha de experiências e ao mesmo tempo de divulgação”. De divulgação do trabalho feito pela associação e de convívio entre quem está mais directamente ligado à associação.
Balanço – “25 anos muito intensos”
Humberto Candeias, mesmo reconhecendo a dificuldade de ser feito um balanço dos 25 anos da associação, por ser um espaço de tempo já longo, munido da sua perspectiva que lhe traz o seu envolvimento com a “NÓS”, fala de um ciclo de anos muito intensos que correspondem a um caminho em conjunto: por técnico, pais e por instituições “na procura de respostas satisfatórias para a melhoria dos níveis de inclusão social, de bem-estar e de educação”. E porque nestes momentos as recordações são inevitáveis, lembra os primeiros tempos da associação, quando em 1982 um grupo de pais se juntou e “durante cerca de oito anos lutaram e resistiram para criar uma resposta que atendesse às suas dificuldades enquanto pais”, um caminho trilhado para que, em 1990, a “NÓS” iniciasse actividade e novas pessoas se juntassem e ajudassem ao crescimento da associação, “um crescimento bastante significativo”, avalia.
Objectivo da “NÓS”: “dinamizar a inclusão e promover a não discriminação”
Não quis também deixar de referir que a “NÓS” não procura ser uma instituição que seja medida pelo número de crianças apoiadas directamente, mas, por outra, os seus horizontes prendem-se actualmente com a vontade de “intervir com qualidade e de uma forma que permita à própria sociedade dinamizar a inclusão e promover a não discriminação”. E por isso, mais do que apoiar dentro da organização as crianças, os jovens e as famílias, os seus esforços vão também no sentido de procurar apoiar toda a comunidade, para que a mensagem seja espalhada e para que “as pessoas se capacitem e participem”, sendo elas próprias os actores do desenvolvimento e do destino das suas vidas e para que a diferença não seja olhada de viés e marginalizada.
Em falta – terreno para a construção do Centro de Actividades Ocupacionais
E num momento de balanço pondera-se o que foi feito, como foi feito, os bons resultados, mas também o que há a fazer, o que fica em falta e em relação às carências, fica a necessidade de um espaço para o Centro de Actividades Ocupacionais, que está provisoriamente a funcionar numa loja perto da sede da “NÓS”. Humberto Candeias conta que essa é uma questão que ainda não está resolvida e que se encontra à espera da abertura de candidaturas para essas respostas sociais, revelando estar também à espera da “efectivação de uma parceria com a Câmara Municipal do Barreiro” que permita que sejam criadas as condições para a candidatura. Um terreno para ser construído o espaço é por isso agora uma necessidade a ser colmatada.
Andreia Lopes Gonçalves














