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Jorge Fagundes - Advogado“Barreiro um pólo de referência na Área Metropolitana de Lisboa”

. No Barreiro há um deficit de solidariedade

“O Barreiro do futuro tem todas as possibilidades de se tornar um pólo de referência na Área Metropolitana de Lisboa” – sublinhou Jorge Fagundes, numa breve conversa com “Rostos”.

4 min de leitura
Jorge Fagundes - Advogado “Barreiro um pólo de referência na Área Metropolitana de Lisboa”

Por Jornal Rostos

Jorge Fagundes, advogado, apesar de natural da Ilha da Madeira, o Barreiro, é, sem dúvida a sua “terra”, o lugar onde cresceu e construiu a sua vida.
Foi o primeiro candidato do Partido Socialista à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro, nas primeiras eleições autárquicas.
Um nome ligado desde há décadas à SDUB “Os Franceses”.

Membro do “Barómetro Social do Barreiro”

Jorge Fagundes é um dos convidados do jornal “Rostos”, para constituir o painel “Barómetro Social do Barreiro”, um conjunto de personalidades que regularmente irão avaliar a vida política e social no concelho do Barreiro.
Numa breve conversa procurámos saber como Jorge Fagundes analisa o Barreiro nos dias de hoje…

No Barreiro há um deficit de solidariedade

“O Barreiro de hoje confrontando-o com o Barreiro, há relativamente não muitos anos, considero que nele há um deficit de solidariedade.
O Barreiro mais antigo era um Barreiro muito solidário, em função, de facto, da existência de uma grande solidariedade entre as pessoas, que sentiam a existência de um inimigo comum - o chamado Estado Novo.
Após o 25 de Abril, essa solidariedade esmoreceu. O Barreiro, nesse sentido, está, hoje, muito diferente daquilo que era, porque as pessoas são cada vez menos solidárias, mas, talvez, isto seja um fenómeno universal.
Um exemplo, comezinho, é o morarmos no mesmo prédio e nem conhecermos os vizinhos.” – referiu Jorge Fagundes.

Não há muitas diferenças nos extractos sociais.

Acha que o Barreiro é uma terra onde se esbatem as diferenças ou que a falta de solidariedade leva a que não se respeitem as diferenças? – perguntámos
“O Barreiro continua, em termos gerais, a manifestar-se como uma terra onde não há muitas diferenças nos extractos sociais.
No Barreiro continua a haver uma miscigenação das populações, independentemente dos títulos académicos, por exemplo.
Nesse aspecto, o Barreiro continua a manter aquilo que o caracterizou, mesmo antes do 25 de Abril.
Penso que, apesar de tudo, continuam a não haver grandes diferenças, entre as pessoas, independentemente dos emblemas que usam na sua lapela.”

Das terras do país com maior número de licenciados

Jorge Fagundes disse-nos como sonha o Barreiro de futuro, referindo que – “O Barreiro do futuro tem todas as possibilidades de se tornar um pólo de referência na Área Metropolitana de Lisboa.
O Barreiro tem condições geográficas para isso e tem condições humanas, porque continua a ser uma terra com um elevado grau de desenvolvimento intelectual, no aspecto de habilitações académicas dos seus habitantes.
O Barreiro deve ser das terras do país com maior número de licenciados.
Esta realidade, vai permitir que os barreirenses, quer os cá nascidos, quer os que há muitos anos cá estão e se tornaram barreirenses por convicção, por adopção, todos vão lutar nesse sentido.”

Toda a gente me chama histórico

No final deste breve diálogo perguntámos - Qual o seu empenhamento nessa construção do Barreiro?
“É claro que, entre o meu empenhamento de há 30 anos atrás, quando fui o primeiro candidato do Partido Socialista à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro, e, agora, é diferente.
A idade também conta, ao fim ao cabo, em função disso, até me encontro na situação de uma espécie de prateleira dourada, toda a gente me chama histórico.
Mas, continuo a acompanhar, a acompanhar no dia a dia a evolução do Barreiro e mantendo, sempre, uma característica que me tem acompanhado ao longo dos tempos, que é : eu não olho ao emblema que usam na lapela, as pessoas que comigo falam, ou convivem, porque, desde que eles me respeitem, também os respeito a eles, daí a ser, relativamente, bem visto e bem considerado pela população do Barreiro, especialmente o Barreiro Velho.”

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