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Eurídice Pereira, nova Governadora Civil SetúbalGoverno Civil um fórum de conjugação de esforços no distrito

- UMA RELAÇÃO MARCADA PELA AFECTIVIDADE

. “Serei porta voz, das preocupações, dos anseios e das felicidades da população do distrito”

“O meu objectivo será ter uma forma de actuação que seja o mais abrangente possível.” – referiu Eurídice Pereira que, a partir na próxima quarta feira, assume o cargo de Governadora Civil do Distrito de Setúbal, acrescentando que – “Este cargo é um serviço público e dever ser encarado como uma missão”.

Eurídice Pereira vai renunciar a cargos executivos no âmbito partidário, nesse sentido apenas pretende manter-se na Comissão Politica Distrital e vai afastar-se do Secretariado Distrital do Partido Socialista.

6 min de leitura
Eurídice Pereira, nova Governadora Civil Setúbal Governo Civil um fórum de conjugação de esforços no distrito

Por Jornal Rostos

Será na quarta-feira, 19 de Setembro, pelas 18 horas, no Ministério da Administração Interna, que Eurídice Pereira, assume as funções de Governadora Civil de Setúbal.

Corresponder às expectativas

Eurídice Pereira, em breve diálogo com “rostos on line”, referiu que pelo facto de a actual Governadora, Teresa Almeida, ter colocado o seu lugar à disposição, por ter recebido um convite que aceitou e perante a necessidade de ser efectuada uma nomeação que ocupasse o cargo que ficou vago, “num curto espaço de tempo e numa situação compreensível”, essa era a única surpresa que registava deste acontecimento.
Por outro lado, acrescentou que – “a Senhora Governadora Teresa Almeida, que ainda está em funções, recebeu um convite muito honroso”.
“Quando o Senhor Ministro da Administração Interna, recentemente, me formulou o convite, registei-o com satisfação, porque é um voto de confiança, aceitei, e, a partir de próximo dia 19, penso corresponder às expectativas que as pessoas têm em relação a mim.” – sublinhou Eurídice Pereira.

Actuação que seja o mais abrangente possível.

Que espera encontrar nestas funções no Distrito de Setúbal? – perguntámos.
“Eu não me vou posicionar na expectativa do que vou encontrar, vou-me posicionar na expectativa do que é que eu estou disponível e posso dar ao Distrito.
Há um princípio que tenho, relativamente à aceitação deste cargo, considero que o cargo é de representação do Governo, é certo, mas, só vejo a minha relação em dois sentidos, ou seja : se é verdade que eu sou a representante do Governo, também é verdade que serei porta voz, das preocupações, dos anseios e das felicidades da população do distrito e das gentes do distrito de Setúbal.
O meu objectivo será ter uma forma de actuação que seja o mais abrangente possível.
Digo-lhe que já tomei uma decisão. Sou do Secretariado da Distrital de Setúbal do Partido Socialista e pretendo renunciar a esse cargo, por ser um cargo Executivo no partido, obviamente que ficarei na Comissão Política Distrital, porque é um órgão deliberativo, onde se pensam estratégias, mas, não pretendo participar em cargos Executivos de ordem partidária no Distrito.
Este cargo é um serviço público e dever ser encarado como uma missão.
É essa missão que tem ser praticada da forma mais abrangente possível, da melhor forma que eu própria souber e que puder. Nisso, serei, permita-me a imodéstia, porque também me conheço, serei muito empreendedora.”

Fórum de conjugação de esforços no distrito

Tem alguma bandeira, alguma ideia força, que considere que vai ser determinante na sua acção? - questionámos
“Para além da ideia-força de representação do Governo e dessa relação que deve existir nos dois sentidos, de representar a população junto do Governo.
Gostaria de imprimir, no âmbito das competências do Governo Civil, que todos conhecemos, nomeadamente em matérias na área da segurança ligada à Protecção Civil, digo-lhe, que gostaria que o Governo Civil fosse um fórum de conjugação de esforços no distrito.
Gostaria de possibilitar formas de actuação, onde, todos os actores, os agentes económicos e sociais, a própria vida autárquica que é muito rica, terem no Governo Civil um ponto de encontro, onde possamos forjar e encontrar soluções conjuntas para o distrito.
A actuação em todas as áreas é sempre transversal e sabemos, hoje, a importância e o papel da Administração Local, com um poder Executivo, que não cabe ao Governo Civil.
Existem matérias, como a Educação, os problemas da Toxicodependência, a Segurança Social, Segurança Pública, que são áreas onde é possível, neste âmbito de conjugação de esforços, todos os actores do distrito possam encontrar, no Governo Civil, um ponto de encontro, que, provavelmente, se não for implementado pelo Governo Civil, dificilmente as pessoas se cruzarão, nessa conjugação de esforços, principalmente nestas coisas imaterais. Penso que esta é uma ideia-força que pode marcar a acção do Governo Civil.
Ao nível de infra-estruturas e equipamentos são competências do Poder Local e do Governo, embora, o Governo Civil possa opinar sobre a importância de determinado empreendimento.
Sabe, nós no século XXI estamos num patamar da requalificação dos reforço dos recursos humanos e esta matéria dinamiza-se ao nível de condições imateriais.”

O meu distrito é o distrito de Setúbal

As suas funções como Vice Predidente da CCDR, permitiram-lhe ter uma visão sobre alguns problemas existentes no distrito de Setúbal?
“ A CCDR de Lisboa e Vale do Tejo tem uma área de abrangência de 51 municípios, entre os quais estão os 9 concelhos da Península de Setúbal. Os restantes 4 concelhos são da CCDR do Alentejo.
O meu distrito é o distrito de Setúbal, onde vivi e onde a minha actividade profissional e política foi exercida, isso, permite-me um conhecimento da realidade.
A CCDR permitiu-me juntar ao conhecimento já tinha, muito especifico, de alguns concelhos, um conhecimento mais profundo, principalmente, naqueles que são da área de intervenção da CCDR.”

A porta do Governo Civil estará sempre aberta

Para finalizar pedimos a Eurídice Pereira que veiculasse através do “Rostos on line” a sua mensagem aos habitantes do distrito, neste momento que vai arrancar nestas novas funções.
“O que gostaria de dizer, e, digo-lhe, quando colocou essa nota, o que me surgiu no interior, para responder, apenas me ocorreu uma palavra – afectividade.
Na relação que nós temos que imprimir no Governo Civil, essa relação, tem que ser marcada por afectividade, no sentido de estar completamente disponível para acolher aquilo que são os descontentamentos, as felicidades e fazer chegar a quem de direito.
Terão em mim, podem estar cientes, um porta voz, exigente e principalmente muito presente. A porta do Governo Civil estará sempre aberta, isso posso garantir de certeza absoluta.”

António Sousa Pereira

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