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Regina Janeiro, vereadora da Educação da CM Barreiro“No fundo, a escola somos todos nós”

. “A nossa preocupação central é melhorar as condições de educação das crianças e acho que é nesse âmbito que todos estão a trabalhar”

. 5 de Outubro às 22h, o Parque da Cidade serve de palco para um concerto de hip-hop

De 24 de Setembro a 5 de Outubro a Câmara Municipal do Barreiro agendou diversas actividades para assinalar o início do ano lectivo de 2007/2008, sob a designação “A Escola somos todos nós”, ao que a vereadora da Educação, Regina Janeiro, comenta: “o título surge porque efectivamente todos nós fazemos parte da escola, quer numa relação directa, quer indirecta”.

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Regina Janeiro, vereadora da Educação da CM Barreiro “No fundo, a escola somos todos nós”

Por Jornal Rostos

Numa altura em que algumas mudanças vão surgindo, como a verticalização dos agrupamentos, ou com a elaboração da Carta Educativa, a vereadora adverte: “o importante é não nos esquecermos de qual é o nosso âmbito de trabalho, que é a criança”. E no arranque das aulas deixa uma mensagem: “Que façam mais aprendizagem e que seja um ano marcante nas suas vidas”.

Iniciativas para todos – “No fundo, a escola somos todos nós”

“Proporcionar uma recepção a toda a comunidade educativa”, é assim que a vereadora Regina Janeiro fundamenta a realização da iniciativa, considerando “No fundo, a escola somos todos nós”, ao que explica: “ Dos três mil e quinhentos alunos que estão no ensino básico, somam-se mais todos os jovens adolescentes que estão nos outros níveis de ensino, os seus familiares e depois mais os familiares das pessoas que também trabalham na escola”. E é para todas essas pessoas que diz que “A Escola somos todos nós” foi pensada. Nesse sentido, a homenagem aos professores que se reformaram no ano lectivo anterior não vai ser esquecida e numa iniciativa mais virada para um público mais juvenil, no dia 5 de Outubro às 22h, o Parque da Cidade serve de palco para um concerto de hip-hop.

Lanches para as visitas à Quimiparque – “Desta vez foi o Feira Nova que nos acarinhou com essa oferta.”

Na recepção às crianças que frequentam o ensino Pré-Escolar e o 1º ciclo do Ensino Básico do Concelho, e de modo a proporcionar aos mais pequenos dias diferentes, este ano a câmara organizou visitas ao espaço da Quimiparque – Parques Empresariais, em particular ao Museu da Indústria, ao que a vereadora fundamenta: “porque para o próximo ano vamos assinalar o centenário da CUF no Barreiro”. As visitas que começaram no dia 1 de Outubro, vão-se prolongar até “conseguirmos dar resposta a todas as crianças do ensino básico público”, sublinha. Nesta iniciativa, e à semelhança do que diz ter acontecido no ano passado durante a Feira Pedagógica, foi solicitado apoio para que fosse fornecido um “lanche para oferecermos às nossas crianças”, e acrescenta: “Desta vez foi o Feira Nova que nos acarinhou com essa oferta.”

Visitas pelo património para “ter um contacto mais directo com a história do concelho”

Para os professores que chegam ao Barreiro pela primeira vez e para todos os que estiverem interessados, a vereadora fala de uma iniciativa que resulta da promoção de visitas temáticas pelo património do concelho: “É uma iniciativa particularmente interessante para quem não é do concelho e acaba de chegar como professor e pode ter um contacto mais directo e aprofundar aquilo que é a história do nosso concelho”.

“Visitámos um estabelecimento de cada nível de ensino”

Do programa constam também as visitas da comitiva municipal a algumas escolas do concelho: “visitámos um estabelecimento de cada nível de ensino, públicos e privados e nós já temos no Barreiro, desde o nível pré-escolar até ao superior, com a Escola Superior de Tecnologia do Barreiro”. Visita que foi adiada uma vez que a escola superior se encontra em processo de mudança para as novas instalações.

Visitas para ver de perto o ambiente da escola

Este ano diz ter-se introduzido uma novidade nas visitas às escolas, ao visitarem uma escola privada de ensino básico, a SDUB – Os Franceses. Quanto aos objectivos dessas visitas, diz serem no sentido de ver de perto o ambiente da escola, considerando: “Das escolas que gerimos temos um conhecimento mais real, conhecemos as dificuldades que se colocam mas de qualquer forma vamos visitá-las, vamos falar com os conselhos executivos, com os agrupamentos e vamos tentar ver o que é que é que podemos programar ao longo deste ano, até à próxima interrupção lectiva, porque procuramos fazer obras nas interrupções lectivas, no Natal, Páscoa e depois nas férias grandes”.

“Nas escolas do 1ºCiclo e do Pré-Escolar as carências são muitas”

E quando questionada com a actual situação dos estabelecimentos de ensino do concelho do Barreiro, comenta: “Nas escolas do 1ºCiclo e do Pré-Escolar as carências são muitas, os equipamentos são mais antigos. São escolas que quando foram feitas não havia aquecedores, nem computadores”. E essas dificuldades deve-se, na sua opinião, também ao facto de: “no caso das do pré-escolar porque foram quase todas elas de adaptação a escolas do primeiro ciclo, tirando três que funcionam como pré-escolar autónomas, as restantes são escolas integradas no primeiro ciclo”. “Sentimos essas dificuldades”, reconhece, ao que comenta: “temos um Parque Escolar muito degradado, que pertenceu ao poder central até 1984 e que foi passado para a autarquia, nessa altura, sem nunca ter havido uma verba para dar apoio à sua manutenção. E é com muita dificuldade que o município vai fazendo essas obras de recuperação.”

As escolas mais recentes estão muito bem conservadas

Da passagem pelas outras escolas, comenta: “ As escolas mais recentes, que são nomeadamente as 2+3 e a Escola Secundária de Santo André, digamos que, em termos de condições físicas, não são escolas novas mas estão muito bem conservadas e há também um empenhamento muito directo dos professores e dos conselhos executivos e dos próprios alunos na sua manutenção”.

“Os senhores presidentes de junta fizeram um excelente trabalho de recuperação”

Do processo de descentralização de competências, no qual a autarquia passou para as juntas de freguesia do concelho a iniciativa da realização das pequenas obras, considera: “os senhores presidentes de junta fizeram um excelente trabalho de recuperação”, acrescentando: “ acho que se pode afirmar que foi o ano em que mais obra se fez nas escolas, mas não se ultrapassaram todas as dificuldades e eles próprios também tiveram de programar as verbas com as prioridades que tinham”. Mas confirma: “souberam muito bem gerir o dinheiro que lhes foi dado, houve escolas que nunca tinham sido pintadas e que foram pintadas pela primeira vez este ano, os autoclismos, que em muitas delas ainda eram de cordel, hoje são fluxómetros. Acho que em todas as freguesias há pelo menos uma escola que reflecte essa excelente recuperação”.

Encerramento da Escola do Bairro 25 de Abril – não reunia as condições necessárias “para o funcionamento daquilo que é hoje uma escola”

Em relação a mudanças, falou no reajuste na rede educativa do concelho que passou pelo encerramento da Escola Básica do 1º Ciclo da Telha Nova nº 2, conhecida como Escola do Bairro 25 de Abril, uma decisão que diz que coube à Direcção Geral de Educação e também à Câmara Municipal do Barreiro, por considerarem que a escola não reunia as condições necessárias “para o funcionamento daquilo que é hoje uma escola”, sublinha, acrescentando: “Era a única do concelho que não tinha enriquecimento curricular”. E, desse modo, a solução passou por: “em conjunção com a Direcção Geral de Educação, mas também com a Junta de Freguesia de Santo André e com a Associação de Pais que o ideal seria, uma vez que temos uma escola perto que é a Escola Básica 2/3 Quinta Nova da Telha, que essa escola teria todas as condições para proporcionar uma melhor educação para as crianças”. E assim a escola passou a Escola Básica Integrada. Para receber os alunos a vereadora refere: “Fizemos obras nas salas para onde iam funcionar as aulas do 1ºciclo e na própria gestão dos agrupamentos fez-se um bloco, ao lado, onde só tivéssemos alunos do quinto ano. Adaptámos o refeitório com mesas e cadeiras mais pequenas e as crianças têm um auxiliar que durante a hora da refeição as acompanha.” Dessa mudança diz: “Tendo em conta que ainda não é tempo de fazer balanços, porque estamos a menos de um mês do início das aulas, mas até agora acreditamos que está a correr bem, aliás tivemos uma reunião com a Junta de Freguesia de Santo André, o Conselho Executivo e com os pais e foram os pais que concluíram que esta escola tem mais condições para os seus filhos”. “Para além de um ginásio e de uma biblioteca maior, têm salas de ciências que lhes permitem fazer experiências”.

“Nós trabalhamos fundamentalmente para as crianças e isso é o mais importante”

Outra mudança que resultou de uma decisão por parte do Ministério da Educação foi a passagem de todos os agrupamentos horizontais a verticais, ficando o Barreiro com seis agrupamentos verticais. Sobre a razão que motiva esta alteração, a vereadora refere: “a mudança surge porque o ministério considera que deve de haver uma sequência nos processos educativos das crianças, do projecto educativo que vá pelo menos do pré-escolar até ao 9º ano, que é o ensino básico obrigatório”. Mas também salienta que nessa mudança houve a preocupação de contactar todos os intervenientes: “foi com base nos pareceres locais”. E acrescenta: “o que solicitámos foi que os bons exemplos e práticas fossem tidos em conta e o que esperamos é que não haja alterações para aquilo que é essencial, porque nós trabalhamos fundamentalmente para as crianças e isso é o mais importante. A nossa preocupação central é melhorar as condições de educação dessas crianças e acho que é nesse âmbito que todos estão a trabalhar”.

Carta Educativa – “Quanto mais completa for, mais facilmente poderemos ter ali um documento estratégico que nos indique qual deve ser a nossa intervenção”.

“Achámos que devíamos de ter um momento onde se pudesse debater algumas ideias”, refere a vereadora e nesse sentido foi agendado no programa “A Escola somos todos nós”, no âmbito das Opções Participadas, um debate sobre a Carta Educativa do Concelho do Barreiro, ao que comenta: “um documento fundamental, de programação daquilo que se pretende que seja a Escola e a educação no concelho nos próximos anos”. Depois de agendada uma reunião com a Comissão Permanente da Câmara Municipal para dia 10 de Outubro sobre a carta educativa e estando já disponível no site da Câmara Municipal do Barreiro esse mesmo documento, a vereadora advoga: “Trata-se de um documento fundamental que gostávamos que fosse lido com muita atenção, porque uma coisa é a equipa técnica vir ao Barreiro e fazer perguntas e ouvir as sensibilidades e conhecer o que está previsto e outra coisa é quem “tem as mãos na massa” na área da educação e conhece as realidades do dia-a-dia, claramente, poder chamar a atenção para alguma questão”. E apelando à participação de todos, sobretudo da comunidade educativa, acrescenta: “Quanto mais completa for, mais facilmente poderemos ter ali um documento estratégico que nos indique qual deve ser a nossa intervenção”.

“E o que achamos essencial é que seja um bom ano lectivo”

Quanto a balanços da iniciativa “A Escola somos todos nós”considera: “acho que as iniciativas quando começam não têm de ter a dimensão que têm quando já têm cinco ou seis anos, mas penso que sim, que é positiva e que é fundamental assinalar o início do ano escolar”. Rematando: “E o que achamos essencial é que seja um bom ano lectivo”.

Andreia Lopes Gonçalves

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