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Paulo Portas em SetúbalA melhor solução para o aeroporto está na Margem Sul

. Terceira Travessia do Tejo “tenho a noção das virtualidades da hipótese Barreiro”

. Até ao fim do mês vai ser divulgado um estudo sobre a localização do novo Aeroporto apontando como referência a Base do Montijo

Na sua passagem pelo Barreiro, no âmbito do Programa que está a desenvolver “Volta das Bases”, Paulo Portas, Presidente do CDS/PP, em declarações ao “Rostos” sublinhou que uma decisão sobre a localização do novo aeroporto “não passa por considerar a Margem Sul um deserto” e considerou que “a melhor solução está na Margem Sul”.

O líder do CDS referiu que nas Áreas Metropolitanas existe “hoje um tipo de criminalidade muito diferente” porque “há muitos gangs organizados, há muitos gangs violentos e há muita gente, infelizmente, cada vez mais nova, a ser atraída para esses gangs.”, por essa razão considera que “é preciso ter uma politica social activa” e também que exista “uma política de autoridade, firme, que ponha ordem contra o crime”

9 min de leitura
Paulo Portas em Setúbal A melhor solução para o aeroporto está na Margem Sul

Por S.P.

Paulo Portas, líder nacional do CDS/PP, de visita ao distrito de Setúbal, no âmbito do Programa “Volta das Bases”, que está a promover por todo o país.
Na sua presença, no Barreiro, Paulo Portas recordou ao “Rostos” que este é o quarto distrito que visita, após Aveiro, Bragança e Açores, tendo como objectivo percorrer os dezoito distritos e as duas regiões autónomas.
“Este é um programa de um semestre, de trabalho interno, para organizar muito melhor o partido e puxar pelas forças que o partido tem, porque eu acho o CDS absolutamente e crescentemente necessário à sociedade portuguesa.” – sublinhou.

Em 2008 vai estar muito à vista no Barreiro

No distrito de Setúbal vim reunir com os militantes do concelho de Setúbal, ontem, hoje de manhã, no Seixal, reuni com militantes do Seixal e Almada, de tarde estive no Barreiro, sigo para a Moita, depois Montijo, por fim o sul, com Alcácer do Sal, Grândola e Sines, numa reunião.
Trata-se de um contacto directo com as bases, onde o Presidente expõe os nossos objectivos de organização, os nossos objectivos de discurso político – quais são as áreas em que nós apostamos.
Os militantes fazem perguntas e dão os seus contributos.
No caso aqui do Barreiro, devo dizer que esta reunião foi muito útil. Nós tínhamos um Auditório que, não sendo muito grande, estava cheinho de militantes e de militantes novos, gente com sentido empresarial, mexida dinâmica, activa, com força, com objectivos.
Eu acho que o partido em 2008 vai estar muito à vista no Barreiro. Esta reunião foi uma reunião de preparação. Não é só o Partido Comunista que é organizado, nós também sabemos combater os nossos défices de organização. Portanto, primeiro trabalhamos dentro de casa, para pudermos estar em condições de aparecer à luz do dia, com coragem, com alegria, com muito orgulho nas nossas convicções.
O partido vai ter uma forte presença política no Barreiro.
Esta reunião foi para dar ânimo aos militantes e levar dos militantes muitas sugestões.”

O CDS tem que sair para a rua

Qual a estratégia que aponta para que o CDS possa ter visibilidade política no distrito de Setúbal? –perguntámos
“Eu acho que as pessoas se aproximam de um partido, quando um partido se aproxima das pessoas.
Este principio é básico. Portanto o CDS tem que sair para a rua.”

Eleitores fidelizam-se por causas e ideias

Portanto, o CDS vai deixar de ser o partido que aparece nas autárquicas e depois hiberna durante quatro anos? - interrogámos
“É um péssima forma de fazer politica, seja em que partido for, porque os eleitores não gostam de ser tratados como instrumentos de uma eleição.
Os eleitores fidelizam-se por um conjunto de convicções de causas e de ideias.
Eu acho que o CDS virou essa página e, neste momento, está absolutamente concentrado em fazer oposição a um Governo que nós não consideramos bom e que desiludiu muitos cidadãos.
Por outro lado, temos que ser diferentes dos demais partidos.
O CDS tem o seu próprio caminho. O CDS não se confunde com nenhum outro partido. O CDS não está à boleia de ninguém.”

Não é possível desenvolver as áreas metropolitanas sem atracção de empresas e criação de empregos

Paulo Portas salientou – “Portanto, acho que as pessoas vão percebendo o nosso discurso, por exemplo, na área económico, que não é possível desenvolver as áreas metropolitanas sem atracção de empresas e criação de empregos.
É preciso falar desassombradamente na necessidade de termos empresários, de termos empresas, de tratarmos bem quem investe, quem arrisca, porque não há outra maneira de fazer avançar uma economia.”

Portugal tem 230 mil desempregados

Por outro lado, Paulo Portas, acrescentou : “Como nós somos um partido que tem, na sua raiz, o humanismo cristão : ser solidário com quem sofre mais.
O CDS tem que ser um partido atento a situações humanas extremamente difíceis.
Portugal tem 230 mil desempregados, que estão no desemprego há mais de um ano. Isso atinge sobretudo as mulheres, que aos 40 e tal anos não conseguem uma segunda oportunidade.
Mas, porque é que não se encontra com as IPSS, coma Segurança Social um sistema de trabalho social para muitas mulheres que estão com auto-estima reduzida a quase nada, porque não conseguem encontrar uma segunda hipótese de emprego.
Há tantas necessidades no apoio domiciliário, no trabalho social, no apoio aos idosos que as mulheres sabem fazer – mulheres e homens – mas preocupa-me sobretudo a situação das mulheres, porque as mulheres estão no desemprego há muito tempo.”

Pessoas com Rendimento Mínimo, com idade activa, devia prestar um trabalho à comunidade

“Não favorecer alguma forma de subsidiação, às vezes, de quem não quer trabalhar.
Ou seja, quem trabalhou em Portugal uma vida inteira tem pensões baixíssimas.
Mas, há demasiada gente muito nova, com prestações sociais, como o Rendimento Social de Inserção – Rendimento Mínimo. As pessoas que estão com Rendimento Mínimo, com idade activa, devia prestar um trabalho à comunidade. Há muita coisa para fazer : as Câmaras e as Juntas de Freguesia sabem organizar isso.” – sublinhou Paulo Portas.
O líder do CDS/PP considera que o seu partido deve estar – “muito atento a questões nucleares como Educação e Saúde. Falar dos problemas concretos das pessoas. Não é muita teoria…”

Um atendimento muito mais humano no Serviço Nacional de Saúde

Em suma está a desenvolver as ideias que apresentou na sua candidatura à liderança do CDS/PP ? - perguntámos
“Oiça, é aquilo que estamos a desenvolver. Eu estou muito orgulhoso que o CDS tenha feito avançar a Vacina contra o Cancro do colo do útero, que esteja a lutar para que as vacinas sejam comparticipadas.
Que o CDS tenha politica para o medicamento, para que as pessoas só sejam obrigadas a comprar os remédios que tomam, e não nas embalagens que não tomam.
Que haja soluções para as listas de espera, que haja um atendimento muito mais humano no Serviço Nacional de Saúde, porque a maioria dos portugueses depende do Serviço Nacional de Saúde, porque não tem dinheiro para ir comprar saúde noutro lado”

Há muitos gangs organizados, há muitos gangs violentos

“E, um ponto que para nós é chave, que, como nos outros, se não for o CDS a falar nele ninguém vai falar, que é a questão da segurança.
Nós não podemos fechar os olhos, atirar poeira para os olhos das pessoas.
Portugal nas Áreas Metropolitanas tem, hoje, um tipo de criminalidade muito diferente. Já não somos um país com brandos costumes. Há muitos gangs. Há muitos gangs organizados. Há muitos gangs violentos e há muita gente, infelizmente, cada vez mais nova, a ser atraída para esses gangs.
Não se pode ter uma política de mão leve nessa matéria, é preciso ter uma politica social activa, para que as pessoas tenham oportunidade de inserção, mas, tem que se ter uma política de autoridade, firme, que ponha ordem contra o crime.
O que está a acontecer, com este Governo, nessa matéria, não é aceitável.
Nós vamos chegar a 2009 com menos GNR e com menos PSP. Não é possível. Portanto, são neste conjunto de matérias que é preciso irmos avançando com as nossas ideias e fazê-lo desassombradamente.”

Novo estudo do aeroporto aponta cenário Montijo

Que pensa da terceira travessia sobre o Tejo. Defende a opção para o Barreiro? - perguntámos
“Não tenho dúvidas que ela está conexa com a questão do Aeroporto.
Eu não tenho dúvidas da necessidade da terceira travessia.
E, também tenho a noção das virtualidades da hipótese Barreiro, mas, como ela está conexa com a questão do Aeroporto, é preciso, em primeiro lugar, obrigar o Governo a tomar uma decisão racional sobre o Aeroporto.
Esta é uma decisão que, obviamente, a meu ver, não passa por considerar a Margem Sul um deserto.
Portanto, passa por uma solução que necessariamente, do ponto de vista da economia dos meios, da racionalidade do sistema, deve estar ligada à Margem Sul.
Eu quero ver o estudo que foi feito pelo Professor Viegas, com atenção, ele vai à sede do CDS falar no dia 27, e, há outro estudo, que também é importante, que abordou a hipótese, dentro da Margem Sul, não apenas de Alcochete, mas do desenvolvimento da Base do Montijo. Eu quero vê-lo com muito interesse, pois será público no final do mês.
Portanto, com dados concretos e com espírito, sem novo riquismo, porque o país não tem dinheiro para gastar demasiado dinheiro.”

A melhor solução para o aeroporto está na Margem Sul

“Assim, com as três opções em concreto ver qual é a melhor para os cidadãos e para o país.
Eu acho que a melhor solução para o aeroporto está na Margem Sul, para já, é o que eu acho e com o grau de informação que tenho, é isto que devo dizer” – sublinhou Paulo Portas.

S.P.

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