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Centenário da CUF BarreiroSardinha Pereira, director do Museu Industrial da Quimiparque
“Não existiria Quimiparque se não tivesse existido a C.U.F”

. Constituição da “Fundação Quimiparque” prevista antes do final do ano

Acerca da “Fundação Quimiparque”, designação que considera que pode vir a ser alterada, o engenheiro Sardinha Pereira refere que se trata de um projecto que está na sua fase final de constituição, ao que comenta: “Neste momento já existem todas as autorizações oficiais para a constituição da Fundação e estamos a tratar agora de realizar a escritura para a sua constituição, o que pensamos que ainda pode ser concretizar antes do final do ano”

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Centenário da CUF Barreiro Sardinha Pereira, director do Museu Industrial da Quimiparque “Não existiria Quimiparque se não tivesse existido a C.U.F”

Por Jornal Rostos

Ex-funcionário da CUF e antigo administrador-delegado da Quimiparque, o engenheiro António Sardinha Pereira falou com o “Rostos” acerca das iniciativas alusivas às Comemorações do Centenário da C.U.F – Companhia União Fabril e, nesse âmbito, revelou que a escritura para a constituição da “Fundação Quimiparque”, que tem por fundamento gerir o património histórico herdado da CUF, está prevista de ser concretizada ainda antes do final de 2007.

Fase final da constituição da Fundação

Acerca da “Fundação Quimiparque”, designação que considera que pode vir a ser alterada, o engenheiro Sardinha Pereira refere que se trata de um projecto que está na sua fase final de constituição, ao que comenta: “Neste momento já existem todas as autorizações oficiais para a constituição da Fundação e estamos a tratar agora de realizar a escritura para a sua constituição, o que pensamos que ainda pode ser concretizar antes do final do ano”. Ao que diz que se seguirá as operações e transferência de património e de imobiliário.

Uma Fundação com quatro núcleos

Uma Fundação com sede na Quimiparque e que diz ser constituída por quatro núcleos que são o Museu Industrial e Centro de Documentação, o Mausoléu Alfredo da Silva, a Casa Museu Alfredo da Silva e o quarto núcleo que diz referir-se ao património respeitante ao antigo Bairro dos Operários, ao que sublinha: “em que se destaca a Torre do Relógio e o próprio cinema que era explorado pela Casa da Cultura e que passará a ser património da Fundação, além disso ainda hão-de haver mais edifícios no Bairro que se transferem para a Fundação, no sentido de ela ser financeiramente suportável”.

“Não existiria Quimiparque se não tivesse existido a C.U.F”
Em relação às Comemorações do Centenário da C.U.F, que começaram durante este ano e que se prolongam até 19 de Setembro de 2008, data que corresponde à inauguração da primeira fábrica, Sardinha Pereira diz dar-lhe a maior importância e sublinha: “Não existiria Quimiparque se não tivesse existido a CUF” e é ciente dessa ideia que acrescenta: “a Quimiparque está na existência directa da CUF”. Sublinhando a responsabilidade da Quimiparque em comemorar “uma data que é fundamental para ela própria”. Nesse âmbito focou o facto de a Câmara Municipal do Barreiro se associar a essa comemoração “reconhecendo a importância de que foi e que tem tido a C.U.F no Barreiro e na sua população” e ao que diz ter-se juntado os familiares de Alfredo da Silva, através do Grupo Mello, que formam a Comissão Organizadora.
“Os terrenos da parte ocidental e que contornavam o porto que já existia nessa altura e que foi importante na decisão de Alfredo da Silva”
E remontando aos tempos de outrora, refere que as origens da Quimiparque, criada em finais de 1989, mas que veio a iniciar a sua actividade no ano seguinte, remontam a 1907, quando Alfredo da Silva comprou os terrenos onde foram construídas, no Barreiro, as primeiras fábricas do que viria a ser o complexo industrial da C.U.F. E, desse processo, sublinha a importância da existência de um Porto ligado à indústria da cortiça: “os terrenos da parte ocidental e que contornavam o porto que já existia nessa altura e que foi importante na decisão de Alfredo da Silva”.
Em 2008 – Alargadas, as visitas ao Museu Industrial, a outros escalões de idade

Do Museu Industrial da Quimiparque, e enquanto seu director, não quis deixar de fazer referência ao sucesso da iniciativa que diz ter levado 2074 crianças, do pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico do concelho, em visita pelo museu, uma acção, também no âmbito das comemorações do centenário da C.U.F, que diz que pretende ver alargada no próximo ano a outros escalões de idade. E estende o convite a todos, fazendo especial menção à Maqueta Virtual, ao que chama de “ vedeta” e que diz demonstrar a evolução da história da C.U.F, através de imagens em três dimensões durante cerca de dezoito minutos, um trabalho que diz ter sido laborioso: “que levou quase dois anos a fazer”.

“Tínhamos de ter uma imagem que, no fundo é o logótipo, que materializasse essa ideia da comemoração”

Relativamente ao lançamento do concurso para a criação de um logótipo alusivo ao tema: “Centenário da CUF no Barreiro”, o engenheiro diz ter sido “uma das primeiras coisas em que pensámos”, ao que fundamenta: “tínhamos de ter uma imagem que, no fundo é o logótipo, que materializasse essa ideia da comemoração”. Referindo que se de início se deparam com duas possibilidades, sendo a primeira consultar o mercado e as empresas do ramo, ao que comenta: “inclusivamente há várias que estão sediadas na própria Quimiparque”, mas a vontade que diz ter sido de “envolver um conjunto significativo de pessoas e sobretudo os jovens” prevaleceu e assim se concretizou o Concurso de Ideias para Logótipo das Comemorações do Centenário da CUF Barreiro. Ao que surgiram 51 propostas, “várias delas muito interessantes”, sublinha e mostra-se satisfeito com o logótipo vencedor e comenta: “e em preto e branco também fica muito bem, vamos ter t-shirts e pins com a impressão da imagem”.

Andreia Catarina Lopes

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