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Regina Janeiro, vereadora da Educação da Câmara do Barreiro“Uma iniciativa da comunidade educativa para toda a comunidade”

Homologação da Carta Educativa do Barreiro – “vai permitir candidatarmo-nos ao QREN”

Ontem, na abertura da VII Feira Pedagógica do Barreiro, em conversa com os jornalistas, a vereadora Regina Janeiro sublinhou que a iniciativa constitui um “ponto de encontro de toda a comunidade educativa” e uma forma de a comunidade escolar sair dos portões da escola e mostrar o trabalho feito, ao longo do ano lectivo, a toda a comunidade. Assim, espera uma semana onde a animação não vai faltar, a par da pedagogia, considerando que esse é um dos objectivos centrais destas feiras: “Que sejam sempre espaços de aprendizagem”.

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Regina Janeiro, vereadora da Educação da Câmara do Barreiro “Uma iniciativa da comunidade educativa para toda a comunidade”

Por Jornal Rostos

Enquanto vereadora da Educação da Câmara Municipal do Barreiro, Regina Janeiro, entende que a Feira Pedagógica vai ao encontro da ideia que diz defender: “que a escola tem de ser um espaço aberto”. Considerando que a iniciativa é o espaço que permite essa abertura da escola a toda a comunidade e que se torna palco para mostrar o trabalho feito na escola, ao longo do ano lectivo, que deixa de ficar circunscrito ao espaço escola. “Qualquer criança que ande na escola tem aqui uma frase sua, uma fotografia sua, um desenho seu, é também uma forma de partilhar”, realça de “uma iniciativa da comunidade educativa para toda a comunidade”, que integra 55 instituições.

“Um ponto de encontro de toda a comunidade educativa”

Na “recta final da escola”, faltando ainda os últimos testes antes do final do ano lectivo, a Feira Pedagógica surge, na opinião da vereadora da Educação, como “um ponto de encontro de toda a comunidade educativa”, para além de proporcionar um momento de “partilha com a comunidade, daquilo que ao longo do ano se vai fazendo na escola”, realça. Uma semana em que sublinha que muitas iniciativas vão ter lugar, desde a música, as artes plásticas, o teatro e em que destaca ainda as actividades pedagógicas, dando o exemplo “dos trabalhos realizados sobre a C.U.F”, que este ano serve de mote para a Feira. E fala também do facto de as escolas secundárias terem a possibilidade de mostrar os cursos que têm para oferecer, possibilitando aos “que passam para o secundário que também possam fazer uma opção mais consciente sobre isso”.

“Que sejam sempre espaços de aprendizagem”

“Uma semana muito animada” é o que a vereadora da Educação espera para a Feira, o que diz dever-se à presença de “seis mil crianças neste Parque da Cidade”, mas também pela existência de diferentes espaços de aprendizagem, que passam pelo tema da prevenção rodoviária, pelas energias alternativas e também pelas exposições no AMAC e pelos debates que se vão realizar. E sublinha que o objectivo das Feiras Pedagógicas é também “que sejam sempre espaços de aprendizagem”. Uma aprendizagem que diz ser “feita ao longo da vida” e comenta: “como é possível verificar pela presença da UTIB, não só na abertura mas no seu próprio stand”

Presença pela primeira vez do Hospital do Barreiro na Feira

Das novidades da VII Feira Pedagógica, para além de debates e de uma programação alargada com actividades à noite, sublinha a presença “pela primeira” de um stand do Hospital Nossa senhora do Rosário, através do serviço de pediatria e considera: “O facto de as instituições virem ter connosco e de dizerem que querem cá ter um stand, também demonstra que a Feira está crescer e que cada vez mais as pessoas percebem que falar de educação e falar de crianças é também falar na Feira Pedagógica”, o que entende ser o “reconhecimento do trabalho feito e daquilo que tem vindo a ser a Feira Pedagógica”.

Homologação da Carta Educativa do Barreiro – “vai permitir candidatarmo-nos ao QREN”

Depois de a Carta Educativa do Barreiro ter sido homologada pelo Ministério da Educação, a vereadora salienta a sua importância, considerando-o um “documento estratégico de planeamento dos edifícios educativos” e que diz que “vai permitir candidatarmo-nos ao QREN, para a recuperação de alguns equipamentos escolares”, falando nomeadamente da recuperação da antiga Escola Mendonça Furtado e da ampliação da Escola da Penalva. Um trabalho de “um ano e meio” que diz ter sido “muito intenso” e sublinha que a sua homologação representa “o fim de um trabalho e o início de outro”.
Da Carta Educativa adianta ainda que mostra: “por um lado, quais os edifícios que existem e os que precisam de ser preservados” e, por outro lado, “perspectiva o crescimento dos edifícios, de acordo com a evolução da população do concelho”.

“Esperemos que o QREN, embora seja uma verba muito pequena, nos possa ajudar a dar mais um salto em frente”

Do estado actual do Parque Escolar considera que “melhorou e evoluiu significativamente”, destacando o arranjo das casas de banho, a colocação de mobiliário novo e a pintura exterior e interior das escolas, ao que comenta: “havia escolas com 22 anos que nunca tinham sido pintadas e hoje foram pintadas”. Nessa melhoria, não deixa de sublinhar o papel das juntas de freguesia, que com a descentralização de competências, ficaram com essa responsabilidade e comenta: “contribuíram, na minha opinião, para a melhoria do parque escolar”. Ainda assim, não deixa de considerar: “mas há muito por fazer”, fazendo menção à necessidade do arranjo dos espaços exteriores das escolas e da “concertação de novos centros escolares”. E considerando que o objectivo central das intervenções na escola assentam na “melhoria das condições de aprendizagem”, fala na necessidade de não haver horários duplos, da existência de salas de pré-escolar “para todas as crianças pelo menos até aos cinco anos”, ao que acrescenta que todos espaços escolares devem estar em consonância com as actividades do Programa de Enriquecimento Curricular. São estes alguns dos passos que considera que ainda têm de ser dados e comenta: “Esperemos que o QREN, embora seja uma verba muito pequena, nos possa ajudar a dar mais um salto em frente”.

Andreia Catarina Lopes

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