Maria Amélia Antunes, presidente da Câmara Municipal do Montijo“O pensar global e o agir local tem de ter uma tradução prática e concreta”
Ainda em ambiente de festa, no início das Festas Populares de S. Pedro no Montijo, em conversa com o “Rostos”, a presidente da Câmara Municipal do Montijo, Maria Amélia Antunes, referiu que a Câmara do Montijo já decidiu aderir à S.energia – Agência Local para a Gestão de Energia do Barreiro e Moita, considerando que essa medida vai ao encontro do “pensar global e agir local” e reforçou a importância de campanhas de sensibilização para as questões da energia: “Tal como o ambiente fez um caminho que hoje já interiorizámos, também em matéria de energia temos de fazer esse caminho”.

Por Jornal Rostos
Quando se fala na possibilidade de os concelhos do Montijo e Alcochete poderem vir a integrar a S.energia – Agência Local para a Gestão de Energia do Barreiro e Moita, qual é a posição da Câmara do Montijo sobre esta questão?
“Depois de ouvidos todos os autarcas da Câmara e, no fundo, todas as representações partidárias na Câmara, porque consideramos que se trata de uma matéria importante que tínhamos obrigação de dar a conhecer também à oposição, a Câmara Municipal do Montijo, depois de ter tido uma reunião para perceber quais seriam os nossos direitos e obrigações e o que representaria em termos financeiros, decidiu aderir à S.energia. Já transmitimos ao presidente do Conselho de Administração da S.energia que a Câmara Municipal do Montijo vai aderir, passando agora a todos os formalismos que temos de proceder, a aprovação em Reunião de Câmara e na Assembleia Municipal.”
“Tal como o ambiente fez um caminho que hoje já interiorizámos, também em matéria de energia temos de fazer esse caminho”
E qual é o significado que representa essa adesão para o Concelho?
“Sou uma defensora de projectos intermunicipais e supra municipais, acho que hoje cada vez mais o pensar global e o agir local tem de ter uma tradução prática e concreta e acho que hoje se está a fazer esse caminho. Não basta defendermos no discurso os projectos intermunicipais, a não ser que entendamos que não temos condições, um exemplo disso diz respeito à Associação Intermunicipal de Água da Região de Setúbal (AIA), em que a Câmara do Montijo achou que neste momento ainda não tinha condições, nem devia assumir mais encargos financeiros, porque fez um grande investimento na rede de abastecimento de água, na captação de água e na construção de reservatórios. Agora também o facto de termos aderido à S.energia não significa que não desenvolvamos parecerias, no sentido de podermos aumentar a nossa capacidade de eficiência energética em todos os domínios, alargada não só aos edifícios, mas também a campanhas de sensibilização aos cidadãos, porque cada vez mais a energia é uma preocupação e tal como o ambiente fez um caminho, que hoje já interiorizámos, também em matéria de energia temos de fazer esse caminho”.
Andreia Catarina Lopes














