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Juvenal Silvestre, presidente da Junta de Freguesia de CoinaFestas populares, uma tradição importante de se manter

. Incêndio queimou cerca de quatro hectares em Covas de Coina e que apanhou a zona até à Quinta da Areia

No primeiro das tradicionais Festas Populares de Coina, em Honra de Nossa Senhora dos Remédios, que se realizam de 10 a 13 de Julho, o “Rostos” falou com o presidente da Junta de Freguesia de Coina, Juvenal Silvestre, que sublinhou a importância da manutenção de uma festa que diz fazer parte da tradição da freguesia.

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Juvenal Silvestre, presidente da Junta de Freguesia de Coina Festas populares, uma tradição importante de se manter

Por Jornal Rostos

Em relação aos fogos que ocorreram na freguesia no início da semana, comenta que existem indícios de que tenham sido fogos postos e conta que arderam quatro hectares de pinhal nas Covas de Coina, um susto para a população, ainda que sublinhe que “nunca esteve em perigo.”

O que se pode esperar destes quatro dias de festa?

“A finalidade é que as pessoas se divirtam. Passado um ano a trabalhar vamos aproveitar estes dias para o convívio e divertimento. Uma festa que é já uma tradição muito antiga na freguesia, que se fazia inicialmente em finais de Setembro, na época das colheitas, porque esta era uma freguesia mais rural, mas que depois do 25 de Abril passou a ser feita em Agosto e quando entramos para o executivo fizemos uma consulta à população para saber a opinião das pessoas e passámos a festa para Julho, as pessoas foram unânimes nessa data. E este é sétimo ano consecutivo que a fazemos em Julho.”

Existe alguma Comissão de Festas?

“Não, já existiu, mas este é o segundo ano em que a Junta de Freguesia de Coina assume a organização directa das festas.”

Como é que a população de Coina vive esta época?

“É um momento de evasão e também é o manter de uma tradição. Estas festas são muito populares, porque há aquelas tradições antigas que as pessoas gostam de manter, como a vertente religiosa, os bailaricos, a sardinhada e as garraiadas. Tudo isto mantemos para que as pessoas continuem a vivê-la dessa maneira.”

Qual foi o valor do orçamento das festas este ano?

“Foi há volta de 11 mil euros, um pouco maior do que no ano passado, porque temos um palco novo. No ano passado tivemos aqui um problema com o desmontar do palco, porque esta é uma zona muito ventosa e por questões de segurança decidimos que este ano não íamos arriscar mais e, por isso, alugámos este palco e é a própria empresa que está devidamente preparada para o montar e desmontar. Este ano também temos mais arraial e por isso há mais iluminação. Tentámos poupar noutras coisas.”

Agora uma outra questão, relativamente aos fogos que têm ocorrido na freguesia, já há alguma conclusão apurada?

“Sabemos que a Polícia Judiciária tem andado na zona a tentar descobrir alguma coisa. Felizmente nos últimos dois dias as coisas serenaram um pouco mas há indícios de que o que aconteceu na segunda, terça e quarta-feira foram fogos postos, não sabemos quem, claro, mas há moradores que se aperceberam.”

E quais foram os estragos provocados?

“Foi mais pinhal. Cerca de quatro hectares em Covas de Coina e que apanhou a zona até à Quinta da Areia, onde arderam algumas barracas, mas felizmente as pessoas conseguiram tirar os animais que lá estavam dentro. E a população nunca esteve em perigo.”

Andreia Catarina Lopes

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