Vítor Raposo – Baitolas-Jardim Infantil Unipessoal no Barreiro“Uma festa oferecida aos pais pelas crianças”
E hoje, em dia de festa, as crianças do Baitolas juntam-se aos funcionários e aos 80 meninos e meninas da “Fábrica das Brincadeiras” para encantarem os pais, amigos e familiares, numa festa em que as crianças são as protagonistas.

Por Jornal Rostos
Sempre falou no Jardim-de-Infância Baitolas como um “sonho concretizado”, hoje passados três anos da sua criação, como é viver esse sonho?
”É muito bom, as expectativas foram todas superadas, tanto a nível de clientes como a nível de funcionamento e as próprias crianças sentem-se bem. Temos tido cada vez mais opções para as crianças ao nível das disciplinas extra curriculares e este ano apostámos muito nisso e temos tido uma grande adesão às novas disciplinas, nomeadamente à equitação e natação. Também temos a “Fábrica das Brincadeiras”, na Quimiparque, que é um complemento do Baitolas, pois recebemos crianças desde os quatro meses que quando chegam aos três anos podem ir para o Baitolas e depois aos seis, se quiserem, podem voltar à Fábrica para fazer o ATL.”
E quais são as próximas aspirações a concretizar?
“Neste momento já temos um projecto pronto, para a ampliação do Baitolas, que já foi aprovado pela Câmara Municipal do Barreiro. Agora falta o aspecto do financiamento.”
No Baitolas há uma grande aposta no espaço exterior, é essa a característica que marca a diferença desse jardim-de-infância?
“Foi um projecto construído de raiz e conseguimos ter características diferentes, temos 1500 metros de relva, onde as crianças brincam grande parte do ano. Em Portugal temos um clima em que a maior parte do ano podemos estar cá fora. Temos a “Horta Pedagógica”, onde as crianças cultivam os seus próprios alimentos que depois são vendidos aos pais e essa verba é simbólica e assim as crianças sentem o prazer de cultivar os alimentos e depois de os vender aos pais, recebendo e dinheiro e são eles próprios que gerem esse dinheiro para comprar coisas que queiram. Também temos o “Viveiro dos Animais”, onde no ano passado fizemos a criação de coelhos e este ano vamos fazer de galinhas.”
Outra diferença de que falava relativamente a este Jardim-de-infância passava também pelo envolvimento entre pais e crianças…
“Sim, contamos sempre muito com os pais. Fazemos sempre muitas festas com os pais, desde o Magusto em Outubro, no final do ano lectivo fizemos um jantar à luz das velas no jardim que contou com 250 pessoas, fazemos a Festa dos Avós. No Carnaval os pais têm obrigatoriamente de ir buscar as crianças, porque não há transporte, e têm de ir mascarados, porque senão são “praxados” à entrada. E tudo isto aproxima muito os pais das crianças e da escola.”
Também veiculam essa ideia de serem os pais a irem buscar as crianças à escola?
“Sim, eu até sou contra os transportes, mas temos por imposição e hoje o dia-a-dia de algumas pessoas também não o permite, mas desaconselho muito o transporte, gosto mais que os pais vão à escola, conheçam as pessoas e brinquem com os filhos nas salas ou nos jardins.”
Quantas crianças estão inscritas neste ano lectivo?
“Estamos com as vagas todas preenchidas, temos 75 crianças entre os três e os seis anos, distribuídas por três salas.”
Quais são as actividades em que as crianças podem participar?
“Para além da ginástica e da música, que são curriculares, em que todas as crianças participam, temos as extra curriculares que são um leque de opções que fazemos aos pais no início do ano, que passam desde pelo inglês, pelo ballet, pela expressão dramática, natação, equitação e informática.”
Como tem sido a adesão a essas actividades?
“Tem sido muito grande. Por exemplo a equitação, começámos em Novembro com um grupo de quatro crianças e um mês depois já temos doze crianças na equitação e hoje vamos mostrar imagens dessas aulas e acredito muito que grande parte dos pais que aqui vão estar vão continuar a apostar nessas disciplinas, que acabam por ser um esforço suplementar dos pais.”
As refeições são feitas no local, os modelos das fardas foram desenhada pela equipa do jardim-de-infância, parece haver um grande apego de todos os funcionários pela instituição?
“Sim, as próprias funcionárias é que nos ajudaram nas fardas, a alimentação é confeccionada lá, desde o pequeno-almoço, o almoço e o lanche. Há um leque de 25 ementas sempre ao dispor dos pais, temos também para ajudar os pais, um serviço de sopas, em que de manhã podem fazer a marcação e à noite levam a sopa para casa. A lavagem das roupas também é feita no jardim-de-infância. E hoje as crianças estão durante todo o dia, jantam lá e depois vêm para a festa.”
E como vai ser a Festa de Natal?
“Nestas festas de Natal que fazemos são os pais que contribuem monetariamente com uma quantia simbólica e depois fazemos a festa com a “prata da casa”. Fazemos com os nossos funcionários e com as crianças, é essencialmente uma festa oferecida aos pais pelas crianças, pois são eles os protagonistas. Vamos mostrar as disciplinas curriculares, os próprios professores vão fazer demonstrações, depois cada sala vai contar a história do Pai Natal, da viagem que faz todos os anos e no fim vai haver uma parte de expressão dramática, uma mostra de fotografia de todas as disciplinas e uma canção que as funcionárias vão cantar para as crianças. E não podia faltar a presença do Pai Natal e das prendas. As próprias crianças, desde as mais pequenas, têm muito prazer e não têm complexos nenhuns em subir a um palco destes e mostrar aquilo que sabem fazer.”
Andreia Catarina Lopes














