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Francisco Naia um homem do Barreiro e Almada«Sim, continua um poema no meu coração»

. Espectáculo de apresentação do álbum “De Sol a Sul” no dia 6 de Março, no Teatro Extremo, em Almada, num espectáculo que vai ser “um bilhete - um disco”

Francisco Naia, lançou um novo álbum com o título “de Sol a Sul”, uma obra onde, mais uma vez, nos envolve com a sua magnífica voz, o sabor dos seus poemas, a melodia dos sons.

Um álbum que, como ele refere ao Rostos” surge com a ideia do “retorno”. Um trabalho marcado “de um certo lirismo, poemas onde se denota uma certa paixão, uma certa saudade, um certo bucolismo.”

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Francisco Naia um homem do Barreiro e Almada «Sim, continua um poema no meu coração»

Por Jornal Rostos

Francisco Naia, salienta que – “este álbum surgiu na sequência de uma ideia que havia, que era a ideia do retorno. O retorno para a grande cintura.
Surgiram estes poemas, poemas já de um certo lirismo, poemas onde se denota uma certa paixão, uma certa saudade, um certo bucolismo.
É um disco de sensibilidades que tentei fazer, então, digo, que resolvi fazer um disco, fugindo ao esquema do tradicional, fazer um disco com sonoridades, que não eram importadas, na generalidade.
Por exemplo, optar por percussão que nós denominámos por Luso-Árabe, com instrumentos tradicionais portugueses, com alguns instrumentos de Marrocos, do Norte de África.”

Têm sido feitos elogios muito agradáveis

Sublinha Francisco Naia que – “no disco está um tema onde o percussionista toca cerca de 30 elementos.
Depois, temos a introdução da Viola Campaniça estilizada, com certas sonoridades já muito evoluídas; as guitarras, só cordas e o contrabaixo, para além de meter o metal, para quebrar que dá aquela ideia da planície, da planura da lonjura.
Aqui, neste disco, também estão certas formas, certas influências que nós não renegámos, de certas formas musicais internacionais, como o jazz, de acordo com as características de cada músico.
É um disco, essencialmente, de música portuguesa.
Felizmente, tem sido um disco muito considerado, ao qual têm sido feitos elogios muito agradáveis, inclusivamente, ao extremo de quem já o esteja a considerar um dos melhores discos da música portuguesa de há muito tempo.
Isso para mim é uma vaidade extraordinária e, como vez, não estou a ser modesto.”

Eu defendo o Barreiro em todo o lado

“Esta vinda a aqui ao Barreiro insere-se numa ideia que eu já tinha do que era a Cooperativa Popular, também pelo facto de ter aqui bastantes amigos, e, naturalmente, desta minha vontade de me associar a tudo o que sejam instituições desta natureza, enquanto associações defensoras da cultura.” – salientou ao “Rostos”, Francisco Naia.
“Trouxe-me aqui a ideia de vir fazer um concerto ao Barreiro, e mostrar às pessoas da minha terra, esta terra onde eu produzi, onde eu criei, onde eu vivi toda uma vida.
Vim aqui, para que me oiçam, conheçam o meu trabalho, porque acho que faço um trabalho digno, que esta terra merece, porque eu defendo o Barreiro em todo o lado.
Dedico este meu trabalho a esta minha terra, digo-o, muito sinceramente.” – acrescenta.

“Sim, continua um poema no meu coração”

Neste tempo de tantas dúvidas. Continuas a ter no teu coração um poema? Não sentes neste tempo uma lágrima no teu coração? – perguntámos.
“Sim, continua um poema no meu coração. Como deves calcular, sim, caem lágrimas. Muitas. Mas, eu transformo tudo isso num acto de ternura, num acto de recusa, num acto de luta.
Essa lágrima que cai no coração, sabes, eu vivo isso neste momento, como sabes, sou professor, e sinto as lágrimas.”
Francisco Naia, refere que – “agora, vou reformar-me, por força das questões”, e, sorri…
Naia é professor na Escola Secundária Cacilhas Tejo, em Almada, conta como ele diz com “uma idade engraçada” que ronda os setenta anos, recordando que é – “uma idade perigosa”.

Espectáculo que vai ser “um bilhete - um disco”

O próximo espectáculo de apresentação do álbum “De Sol a Sul” será no dia 6 de Março, no Teatro Extremo, em Almada, num espectáculo que vai ser “um bilhete - um disco”.
Outros espectáculos estão agendados para Forum Romeu Correia – Auditório Lopes Graça, no dia 30 de Abril, outro será na Fonoteca de Lisboa.
Francisco Naia, marca de novo presença no Barreiro, no almoço dos Fuzileiros e no Lavradio, no jantar dos autarcas.

«Francisco Naia e a “Ronda Campaniça” – não deixes de me encantar»

“Já estou a pensar noutro trabalho. Já tem nome. É um trabalho onde só vamos fazer musical tradicional alentejana. É um trabalho sobre o encanto. O título do trabalho será : “Não deixes de me encantar”. O Grupo vai chamar-se “Ronda Campaniça”.” – sublinha Naia.
O disco e o espectáculo será : «Francisco Naia e a “Ronda Campaniça” – não deixes de me encantar».
“Vou cantar canções tradicionais alentejanas, fado, canções antigas. Olha, é como que um regresso às origens.
É um trabalho que tenho que fazer, cantado, utilizando todas as vocalidades possíveis. Penso que este trabalho deve ficar pronto no ano 2010 ou 2011.
Este trabalho que tenho agora vai rodar até ao final do ano de 2009. O outro entra depois.” – comenta para o “Rostos”, Francisco Naia.

Uma rosa vermelha ardendo na madrugada

O novo trabalho de Francisco Naia, “De Sol a Sul”, prende-nos do princípio ao fim.
Um trabalho que nos delicia. Mergulhamos nos sons e somos levados pelas planícies, pelas memórias, de uma rosa vermelha ardendo na madrugada, na luz de um farol que dá brilho às estrelas do céu, ou nas lições apreendidas de quem sente o valor das palavras e dos actos – “nunca trai os amigos”.
Parabéns amigo Xico!

S.P.

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