Vincent Cavanagh, vocalista dos Anathema“Em palco, apercebi-me de que estava tudo ali, na reacção do público"

Por Jornal Rostos
Não é a primeira vez que vêm a Portugal. Mas hoje foi um concerto muito emotivo…
“Sim, foi. Antes do espectáculo, estava a pensar o que é que havia de dizer ao público português e depois comecei a pensar na minha experiência aqui em Portugal, nas amizades e nas memórias e tornou-se simples. Os portugueses são dos povos mais descontraídos e verdadeiramente simpáticos, é um pouco parecido com o que acontece em Liverpool, de onde somos. Então pensei um pouco nisto e depois em palco, apercebi-me de que estava tudo ali, na reacção do público. Não tive de dizer nada. Estava tudo ali.”
Pegando no nome do último álbum, “Hindsight”, como é que seria fazer uma retrospectiva dos 18 anos de existência da banda? Começaram como uma banda de “doom metal”, mas hoje estão muito mais próximo do rock alternativo. Houve alguma razão para prosseguir nesse caminho ou simplesmente aconteceu?
“Sim, simplesmente aconteceu. Foi algo natural. Crescemos juntos e o facto de termos seguido pela música também foi uma coisa natural. E quando começámos, tocávamos aquilo que gostávamos de tocar na altura, mas foi mudando, de dia para dia e de canção para canção. E tem vindo sempre a mudar. E depois de 18 anos… Para nós é uma constante evolução a todo o momento. E também quando criamos uma canção, tentamos não a repetir e fazer outra coisa diferente.”
Mas a música permanece profundamente emotiva e intensa…
“Sim, tem sempre presente essa ligação. Também temos tocado juntos desde sempre e existe uma sinergia e entendimento entre músicos e uma ligação muito emotiva e profunda entre nós, mas também muita propensão para pensar sobre as coisas. Mas continuamos humildes. Vemos as coisas como são. Só queremos progredir e ficar orgulhosos em relação àquilo que estamos a fazer. Tentar explorar novas ideias e novas maneiras de o fazer mas da forma mais natural possível.”
Esta noite ouvimos algumas faixas do novo álbum, “Horizons”, que se espera que saia em Setembro, certo?
“Esperamos que sim, mas isso também depende das editoras. Por isso não podemos dar certezas.”
O álbum parece ter uma mensagem mais positiva...
“Não diria deliberadamente isso. Talvez tenha, mas penso que musicalmente é que é muito mais “beat music”. Mas assim, que acabarmos o álbum, começamos logo a pensar num novo álbum.”
Já estão a pensar num novo álbum?
“Sim, sempre, sempre. Temos já muitas ideias para um novo álbum e assim que chegarmos a casa, quero começar logo a escrever. Tenho muitas ideias que quero concretizar. Quero escrever e depois gravar. Mal posso esperar por isso, por poder escrever, por minha conta e em minha casa.”
Andreia Catarina Lopes
Foto: Bruno Gomes














