Carlos Rivotti, ilusionista“Um músico cria um ambiente e um mágico uma memória”

Por Jornal Rostos
Carlos Rivotti é ilusionista, tem 28 anos, nasceu em Almada, mas diz ser um “bocadinho de todo o lado”, pois já morou em Lisboa, Dublin e actualmente reside em Palmela. Há quatro anos que se dedica de uma forma mais profissional ao ilusionismo, mas o seu gosto por essa forma de arte já vem de criança. Recorda-se quando o irmão mais velho, que era faquir, lhe ensinou um simples truque com uma moeda e quando se apercebeu do fascínio que o truque despertava nos outros.
Magia de “Close-Up”
Quanto à forma como começou, conta: “Ou se gasta uma pequena fortuna em livros e material ou se conhece um mágico. Eu comecei por gastar uma pequena fortuna”. E a sua paixão é pela Magia de “Close-Up”, ou o chamado Ilusionismo de Proximidade, uma magia em que o espectador é simultaneamente interveniente. Em que existe uma maior interacção entre ambos, pois as ilusões são criadas a centímetros de distância. É uma arte que combina psicologia, ilusões ópticas e um pouco de arte teatral e, nesse instante, a magia torna-se o mais real possível.
O improviso
Gosta de ver a reacção das pessoas. O espanto. A admiração. A curiosidade. E fala na possibilidade de “tornar um adulto num bebé de meses que, nem que seja por meio segundo, fica maravilhado, como se estivesse a olhar pela primeira vez para o lume de um isqueiro”. E é a partir dessa reacção que vai compondo a sua performance. Através do improviso. Pois a forma como aborda as pessoas, surge também consoante a disposição delas. É também a experiência que lhe diz que normalmente as cartas funcionam melhor com o sexo masculino e que nas ilusões, as pessoas preferem-nas simples, directas e visuais.
“Um músico cria um ambiente e um mágico uma memória”
Cria os seus próprios truques e depois de já ter vivido profissionalmente do ilusionismo na Irlanda, não esconde que em Portugal é mais difícil e por isso partilha esta actividade com a função de gerente numa empresa e no futuro tem como objectivo criar um mercado de Magia “Close-Up”. E no seu papel de “Walkaround Magician”, despedia-se da entrevista e dizia: “vou só fazer um pouco de magia”, enquanto se dirigia a outra mesa e lá despertava a atenção e a admiração pela impressão de que algo impossível acontecia. E no final dizia: “Um músico cria um ambiente e um mágico uma memória”.
Andreia Catarina Lopes














