Paulo Portas no BarreiroEncontrei no Barreiro eleitores indecisos entre o CDS e o Bloco de Esquerda
“Aqueles que acham que já estão no governo antes de passarem por eleições têm pouca humildade” – referiu Paulo Portas, numa breve conversa com “Rostos”.
O líder do CDS/PP salientou que o Primeiro-Ministro José Sócrates – “ se, por cada promessa não cumprida ele tivesse que pagar imposto, o défice estava equilibrado.”

Por Jornal Rostos
Paulo Portas, líder do CDS/PP, numa breve conversa com jornal “Rostos” referiu as razões porque se deslocou já várias vezes ao Barreiro e ao distrito de Setúbal – “Em primeiro lugar, eu faço uma campanha poupadinha.
Essa é uma das razões porque gosto de vir a todos os locais, porque se estiver presencialmente não preciso de gastar dinheiro em cartazes.
Em segundo lugar, faço uma campanha de peito aberto. Connosco, o CDS seja em Mirandela, seja no Barreiro, as pessoas que gostam podem nos dar apoio, as pessoas que têm dúvidas podem fazer-nos perguntas, as pessoas que não gostam podem dizer que não gostam” – disse, acrescentando – “É normal, é aberto, é democrático e é transparente, agora, veja lá se vê o Primeiro-Ministro por aí na rua.”
As pessoas puderem subir na vida pelo trabalho
Paulo Portas sublinhou que – “Tenho um enorme carinho pela Concelhia do CDS no Barreiro, pelo trabalho do CDS no distrito de Setúbal, porque há valores que estão seriamente em causa quer neste distrito, quer neste concelho, e são valores que nós prezamos muito, um deles é o valor do trabalho.”
O líder do CDS referiu que – “Quem não tem emprego com 30 anos e quer trabalhar, ou quem perdeu o seu emprego com 50 e tal anos e já não tem subsídio social de desemprego, não pode ir para a reforma e não tem ordenado, nem trabalho, é esse, o valor que eu mais prezo – é o trabalho. As pessoas puderem subir na vida pelo trabalho, é aquilo em que eu mais acredito.”
Proteger a vítima e estar ao lado das forças de segurança
O líder do CDS, falou, igualmente de segurança, salientando – “Em matéria de segurança as coisas são muito simples : quando há um crime, nós temos que proteger a vítima e estar ao lado das forças de segurança, infelizmente, a cultura dominante, aquela em que a esquerda participa em Portugal, é de optar, quando há um crime ficando com pena do criminoso. Eu não!”
Quando dizem que nos apoiam já não é a falar baixinho
Mas a esquerda é quem recebe os votos e tem a força no distrito de Setúbal, que não lhe dá mais que um deputado?
“Meu caro, vamos ver se não nos dá dois. Vamos lá ver.
Sabe, a verdade é que as pessoas estão muito mais soltas. E, portanto, hoje, quando dizem que nos apoiam já não é a falar baixinho, já não é ao ouvido, é abertamente, e isso é uma grande vantagem.” – comentou Paulo Portas.
Uma campanha diferente dos outros
“ Sabe, o nosso discurso em relação ao trabalho, em relação às pequenas e médias empresas, em relação à valorização da segurança, em relação ao respeito pelos bens das pessoas, tem muito eco neste distrito, muito mais do que as pessoas pensam.
E, eu acho que pelo facto de fazermos uma campanha diferente dos outros, com mais trabalho e menos gasto, isso é uma coisa que as pessoas respeitam.” – salientou o líder do CDS/PP, acrescentando – “ Ainda cá voltarei ao Barreiro. Não esqueça que eu terminei as eleições europeias no Barreiro.”
Indecisos entre o CDS e o Bloco de Esquerda.
Paulo Portas, sublinhou ainda – “Quero dizer-lhe que encontrei eleitores indecisos entre o CDS e o Bloco de Esquerda.
Lembro-me de dois casos aqui no Barreiro. Uma era professora, que se calhar tinha uma formação mais à esquerda, mas percebia que a esquerda lida mal com a questão da autoridade.
Porque, quando à indisciplina na escola a esquerda lida mal com isso, enquanto, um partido como o CDS lida melhor com isso e, hoje, a autoridade dos professores está seriamente posta em causa.
Outra era uma senhora, que estava desempregada há muito tempo, que estava desesperada, se calhar votou no Bloco de Esquerda, pelo que percebi da nossa conversa.
Ela estava num desespero total e, também, estava indecisa entre nós e o voto no Bloco de Esquerda.”
Partido Comunista e Bloco de Esquerda não dão confiança às empresas
Paulo Portas referiu que – “Eu, tal como o Bloco de Esquerda, tal como o Partido Comunista, defendo que o subsídio de desemprego relativamente àqueles que não o recebem, esta é uma situação que defendo tem que ser revista. Portanto, desse ponto de vista do apoio social estamos quites.
Agora, para criar empregos, eu tenho a certeza que o CDS é muito melhor, porque quem cria emprego são as empresas e, digo-lhe, não é o Partido Comunista, nem o Bloco de Esquerda, que vão dar confiança às empresas, eu até acho que elas fogem.
É preciso dar confiança às empresas e às pequenas e médias empresas, que geram os postos de trabalho, em Portugal, são dois milhões de postos de trabalho, só nas PME’s. E nisso, acho que o CDS é muito mais competente nesta matéria.”
Sócrates uma sombra das promessas que fez
Não acha mesmo que José Sócrates foi um bom Primeiro-Ministro? – perguntámos.
“Oh meu caro amigo, se eu achasse que o José Sócrates foi um bom Primeiro-Ministro eu não estava aqui, porque eu tenho pouco feitio para mascaradas.
Se eu achasse que ela era bom Primeiro-Ministro votava nele.
Acho que não foi um bom Primeiro-Ministro, acho que é uma sombra das promessas que fez.
Olhe, se, por cada promessa não cumprida ele tivesse que pagar imposto, o défice estava equilibrado.”
BREVE REGISTO














