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Francisco Lopes, Candidato à Presidência da República no Barreiro«É uma tragédia para o país a aprovação deste Orçamento»

Francisco Lopes, candidato à Presidência da República, hoje, no Barreiro, participou na 10ª Assembleia da Organização Concelhia do Barreiro do PCP, no final respondendo a uma pergunta do jornal Rostos sublinhou - “Eu acho que é uma tragédia para o país a aprovação deste Orçamento”

“Se este Orçamento for aprovado daqui a um ano, nós temos Portugal mais pobre, os trabalhadores e o povo português com piores condições de vida, os Serviços Públicos profundamente atacados, e, menos produção, mais desemprego, mais dependência e mais deficit, é um ciclo de afundamento” – sublinhou Francisco Lopes.

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Francisco Lopes, Candidato à Presidência da República no Barreiro «É uma tragédia para o país a aprovação deste Orçamento»

Por Jornal Rostos

Francisco Lopes, candidato à Presidência da República, hoje, no Barreiro, participou na 10ª Assembleia da Organização Concelhia do Barreiro do PCP.
No final em diálogo com a comunicação social, pronunciou-se sobre o Orçamento de Estado.
“O Orçamento de Estado, ontem anunciado, que tem o caminho de entendimento com o PSD e o patrocínio do actual Presidente da República, é um Orçamento que eu defino de brutal agravamento das injustiças sociais e de afundamento do país” – sublinhou Francisco Lopes.

Um Orçamento que contribua para pôr Portugal a produzir

“Portugal não precisa de um Orçamento que contribua para liquidar a produção, criar mais desemprego, agravar as injustiças.
Portugal precisa de um Orçamento que contribua para pôr Portugal a produzir, criar emprego com direitos, distribuir a riqueza com justiça.
Isso implica a opção de um outro Orçamento, esta é a posição que tenho e, penso, que na situação actual, o Presidente da República assumindo as funções que a Constituição lhe confere devia ter um papel de intervir, não para favorecer a concretização de um Orçamento desastroso, mas exactamente para favorecer a possibilidade de um Orçamento que responda àquilo que são as necessidades nacionais do momento” – referiu o candidato à Presidência da República.

Cavaco Silva e Manuel Alegre uma certa omissão

Francisco Lopes, questionado pela LUSA, sobre as posições tomadas sobre o Orçamento de Estado pelos candidatos à Presidência da República, referiu que – “da parte do actual Presidente da República, Cavaco Silva, quer do candidato Manuel Alegre, uma certa omissão e uma convergência numa ideia de remeter para a Assembleia da República, ora, não está em causa que é a Assembleia da República que tem que debater e aprovar o Orçamento, mas, também não está em causa que o Presidente da República nas suas funções deve ter claro qual é o rumo que é preciso para o país.
O facto de se refugiarem no silêncio significa, na prática, um comprometimento com as opções que este Orçamento tem, comprometimento quer do actual Presidente da República Cavaco Silva, quer da parte do candidato Manuel Alegre, que, aliás, fez uma afirmação inflamada de contestação aos banqueiros e ao papel de intermediação dos banqueiros, mas, não teve uma palavra sobre o Orçamento de Estado, que exactamente serve os banqueiros e é contrário aos interesses nacionais”.

Se este Orçamento for aprovado daqui a um ano temos Portugal mais pobre

Respondendo a uma pergunta do jornal Rostos, sobre a eventual não aprovação do Orçamento, se tal significaria uma tragédia para o país, Francisco Lopes sublinhou – “Eu acho que é uma tragédia para o país a aprovação deste Orçamento.
Portugal a questão que tem não é de aprovar um Orçamento qualquer, é de aprovar um Orçamento que corresponda a um rumo novo, porque Orçamentos destes e com estas características, são aqueles que têm caracterizado os últimos 30 anos, que nos conduziram à situação actual.
Se este Orçamento for aprovado daqui a um ano, nós temos Portugal mais pobre, os trabalhadores e o povo português com piores condições de vida, os Serviços Públicos profundamente atacados, e, menos produção, mais desemprego, mais dependência e mais deficit, é um ciclo de afundamento.
O que se impõe é a aprovação de um Orçamento com características opostas a este, um Orçamento que ataque os três problemas essenciais: pôr Portugal a produzir, a criar emprego com direitos e a distribuir a riqueza com justiça”.

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