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Regina Janeiro – Vereadora da Câmara Municipal do BarreiroAno 2010 exemplo daquilo que “em conjunto” é possível construir em prol da cidade

Em conversa com o ‘Rostos’, Regina Janeiro, vereadora responsável pelo pelouro de Acção Sociocultural, considera que 2010 será sempre recordado pelas inúmeras inaugurações de escolas e equipamentos sociais no concelho. Desta forma, a autarca barreirense acredita que o ano que agora termina ficará registado, na “história do Barreiro”, como exemplo daquilo que, “em conjunto”, é possível construir em prol do desenvolvimento da cidade.

Para 2011, Regina Janeiro espera que o Executivo consiga “assegurar uma vida condigna” aos cidadãos com maiores dificuldades financeiras.

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Regina Janeiro – Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro Ano 2010 exemplo daquilo que “em conjunto” é possível construir em prol da cidade

Por Jornal Rostos

Que balanço faz do ano que agora chega ao fim?

De acordo com o panorama com que hoje nos deparamos, considero que foi um ano de muito empenho para que o Barreiro hoje se encontre entre as poucas cidades onde o número de desempregados não aumentou, ao contrário do que se tem constatado a nível nacional. Estes resultados tiveram reflexo através da abertura de grandes superfícies comerciais e também com a construção de novas creches e jardins-de-infância inaugurados neste último trimestre. Além destes equipamentos, a cidade acolheu novas escolas totalmente requalificadas. Refiro-me à Escola Básica do 1º Ciclo da Penalva, à Escola Básica do 1º Ciclo Professor José Joaquim Rita Seixas e à Escola Secundária de Santo André, bem como muitas outras que foram remodeladas com novas salas de apoio ao pré-escolar, permitindo uma resposta mais eficaz e eficiente às famílias, e principalmente às nossas crianças.
Na sequência da abertura de novas creches, jardins-de-infância e salas de pré-escolar, abriram cerca de 500 novas vagas, verificando-se em muitos destes equipamentos um aumento de 100 por cento na capacidade de resposta.
Ainda com uma perspectiva de futuro, a autarquia conseguiu efectivar duas importantes candidaturas, nomeadamente o projecto Cidade para Todos, que visa a requalificação urbana e equipamentos da Cidade Sol/Quinta da Mina, bem como o REPARA, que tem como finalidade a recuperação e requalificação de toda a zona ribeirinha de Alburrica e algumas artérias da zona do Barreiro antigo. Também, este ano, deu-se um passo fundamental para o futuro do Barreiro, ao criar condições para “devolver” o Rio Tejo à população, através da implantação da ETAR Barreiro/Moita, que permitirá o usufruto do rio, numa vertente económica, turística, desportiva e cultural.
E, quando falo de cultura, não posso deixar de fazer menção ao trabalho que se tem desenvolvido, e que se pretende contínuo, sobre a Rota do Trabalho e do Património Industrial, do constante envolvimento dos agentes culturais locais na programação, desde o Mês do Teatro, aos Parques Vivos, às Festas do Barreiro, à Cidade e a Música, ao Out.Fest – Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro e Barreiro Rocks, que concretizou 10 anos de existência. Recordo que estes dois últimos foram exemplo do movimento cultural que caracteriza a dinâmica do Barreiro, preenchendo largamente o panorama cultural da cidade, estendendo-se para fora do concelho, divulgando a cidade enquanto potencial artístico, reafirmando as suas memórias e raízes na área das artes e criação.

Que perspectivas tem para 2011?

Tem sido uma preocupação constante perspectivar o ano 2011 e, nesse sentido, o Executivo tem reunido permanentemente com as associações e instituições da cidade de forma a tentar minimizar o impacto económico e social que se vai sentir logo no início do ano. As decisões tomadas pelo Governo vão fazer com que as famílias se deparem com maiores dificuldades financeiras e menos apoios sociais. A nossa prioridade neste momento é, sem dúvida alguma, manter a oferta aos que mais precisam, em articulação com a Segurança Social, e garantir que as camadas mais fragilizadas, nomeadamente crianças e idosos, mantenham uma vida condigna. Além desta preocupação, continuaremos a actuar no sentido de manter a mesma actividade com menos custos, rentabilizando ainda mais os recursos que temos na autarquia e na cidade. Isto porque acreditamos no potencial das nossas instituições, do serviço público e de todas as entidades que estão a apostar no Barreiro enquanto cidade em desenvolvimento e criadora de novas oportunidades. Perspectiva-se ainda a abertura e construção de novos equipamentos sociais no âmbito da concretização das candidaturas aprovadas, nomeadamente da NÓS – Associação de pais e técnicos para a integração do deficiente, da SDUB ‘Os Franceses’, da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, do Grupo Desportivo do Operário “Os Vermelhos” e da Fundação da Criança, bem como a criação de oito novas salas para o pré-escolar, que se dividem entre a Escola Básica do 1º Ciclo n.º 9 do Alto Seixalinho e a Escola Básica do 1º Ciclo n.º2 do Lavradio.

Qual, ou quais, os assuntos que considera mais relevantes a nível do concelho?

Considero que 2010 será sempre recordado enquanto ano de inauguração de novas escolas e equipamentos sociais e que ficará para o futuro, e ainda como exemplo daquilo que em conjunto podemos construir, como o momento de maior importância da história do Barreiro. Neste contexto, reforço que fazem parte a construção das novas escolas, como a Escola Básica do 1º Ciclo Professor José Joaquim Rita Seixas a Escola Básica do 1º Ciclo da Penalva; das novas creches e jardins-de-infância, como o Cantinho Alegre da Infância, Centro de Apoio Social de Palhais, Creche D. Leonor da Santa Casa da Misericórdia em Palhais e Catica – Centro de assistência à 3ª idade de Coina e Arredores e, consequentemente, a criação de mais emprego e maior resposta para a colocação das nossas crianças. Também a requalificação da Escola Secundária de Santo André e do Centro Social de Santo André, bem como a construção das novas instalações do Centro Social Padre Abílio Mendes, foram determinantes neste percurso. Ainda no contexto de empregabilidade, a aposta das diferentes empresas em sediar-se no concelho vieram permitir o não aumento de pessoas desempregadas e, espero, que isto seja um acréscimo para criar uma cidade onde cada vez mais as famílias tenham vontade de estudar, trabalhar e viver.

Vanessa Sardinha

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