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Carlos Humberto – Presidente da Câmara Municipal do BarreiroAutarca afirma que, em 2010, o Barreiro esteve «contra a corrente»

Apesar de reconhecer que a actual situação económico-financeira do país não é fácil, Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), afirma que, para o Barreiro, 2010 não teve um balanço negativo. Para 2011, o autarca garante que, “apesar das dificuldades”, o Executivo continuará a trabalhar em prol de um concelho “mais desenvolvido”, debruçando particular atenção sobre questões como “a TTT e outros instrumentos de mobilidade”, que atraiam investimento e, consequentemente, criem novos postos de trabalho.

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Carlos Humberto – Presidente da Câmara Municipal do Barreiro Autarca afirma que, em 2010, o Barreiro esteve «contra a corrente»

Por Jornal Rostos

Que balanço faz do ano que agora termina?

Tendo em conta o contexto nacional e internacional, o balanço não é negativo. Foram criados novos equipamentos para a infância, novas actividades geradoras de emprego, preparámos acções com vista a concretizar os projectos co-financiados - Candidatura ‘Cidade para Todos’, que visa a requalificação dos equipamentos e espaço urbano da Cidade Sol e Quinta da Mina, Candidatura REPARA para requalificação da Zona Ribeirinha de Alburrica -, está a ser concluída a Estação de Tratamento de Águas Residuais Barreiro/Moita, foram dados importantes passos no âmbito das Áreas Urbanas de Génese Ilegal (encontrando-se três AUGIS em obra, nomeadamente a da Quinta do Amassador, do Pinhal do Duque e da Rua D. Nuno Álvares Pereira).
Por outro lado, concluímos vários estudos em termos de Águas e Saneamento, permitindo encontrar novos caminhos neste sector, avançámos de forma significativa nas obras do Polis e continuamos a avançar com projectos estratégicos, particularmente no Plano de Urbanização da Quimiparque. Acompanhámos também a revisão do PROT da Área Metropolitana de Lisboa, lançámos o Estudo de Mobilidade para a área de influência da Terceira Travessia do Tejo, em conjunto com a Câmara da Moita, Palmela, Sesimbra, Seixal, e demos ainda passos significativos para a elaboração do Plano Ciclável do Concelho.
A nível cultural, referencio os passos dados com vista a criar a Rota do Trabalho e do Património Industrial, as iniciativas no âmbito das artes visuais e a consolidação do trabalho feito na área da música e dos festivais. Continuamos, igualmente, com acções no âmbito da participação, que visam a proximidade com os trabalhadores e as populações.

Que perspectivas tem para 2011?

O ano de 2011 não se perspectiva fácil nem para o país, nem para o Barreiro e para a sua população.
Preocupam-nos as políticas que estão a ser seguidas, que têm reflexos na diminuição da actividade económica, nos cortes do investimento público, na redução significativa dos apoios sociais (subsidio desemprego, prestações sociais, abono de família, etc.), e no aumento da carga fiscal.
Apesar das dificuldades, continuaremos a trabalhar para construir um concelho mais desenvolvido, dando particular atenção a questões como a TTT e outros instrumentos de mobilidade, e a tudo o que nos permita atrair investimento e emprego para o Barreiro.
Serão, igualmente, uma prioridade as questões no âmbito da Quimiparque/Baía do Tejo/Arco Ribeirinho Sul, as áreas ribeirinhas, as águas, o Barreiro Centro e o Barreiro Velho, as questões Ambientais e territórios como a Mata da Machada e o Sapal de Coina.
Também a Educação, a Cultura, a Intervenção Social, a Infância e Juventude, entre outros, continuarão a merecer a nossa atenção.

Qual, ou quais, os assuntos que considera mais relevantes a nível do concelho?

Os assuntos de maior relevo para o Concelho em 2010 foram, na minha opinião, as intervenções feitas para as crianças com a abertura das novas escolas do 1º ciclo do Ensino Básico e Jardim-de-Infância do Seixas, no Barreiro, na Penalva, e em Santo António da Charneca, bem como a abertura de quatro creches e Jardins-de-Infância, designadamente o Cantinho Alegre da Infância (em Santo André), Centro de Acção Social de Palhais e Misericórdia (em Palhais) e do CATICA (em Coina).
Ao nível do emprego, realço a entrada em funcionamento da nova central de cogeração e a fabricação de condutores de carbono na FISIPE, bem como a abertura do novo Retail Planet, em Coina, e do Continente, na Verderena. Tudo isto nos leva a afirmar que o Barreiro esteve, em 2010, contra a corrente, pois aqui foi criado emprego.

Vanessa Sardinha

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