Amílcar Romano – Vereador da Câmara Municipal do BarreiroAutarca destaca algumas obras inacabadas no concelho

Por Jornal Rostos
Que balanço faz do ano que agora termina?
O ano de 2010 vai ficar marcado pela crise económica e financeira transversal a todos os países da União Europeia e que no nosso país e no nosso concelho se reflectiu também com impactos sociais negativos.
A CMB, até hoje, ainda não assumiu publicamente medidas de combate a este quadro e as restrições introduzidas assumem apenas um carácter pontual, pouco eficaz na gestão dos nossos recursos e menos compreensíveis para os Barreirenses.
Por todo o concelho sucedem-se os exemplos de uma má gestão ineficaz e pouco rigorosa. Alguns exemplos que caracterizam a inércia da gestão camarária pelas diferentes freguesias:
• Barreiro - A reconstrução do ‘Café Barreiro’ que nunca mais tem fim à vista;
• Santo André - O projecto Polis, para quando a sua conclusão?
• Verderena – Escola Básica 1º Ciclo nº 3 ainda com pavilhões degradados a funcionar como salas de aula, com recreio exíguo e com um espaço contíguo à espera do tratamento adequado;
• Lavradio – A Escola Adães Bermudes, localizada numa zona central da Freguesia, desactivada há mais de uma dúzia e meia de anos, ainda sem qualquer solução. Os espaços envolventes foram limpos apenas na última semana para receber as Opções Participadas” do Sr. Presidente;
• Santo António da Charneca – O tratamento que as Áreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGI´s) não têm merecido por parte das opções da Câmara;
• Alto do Seixalinho – A Quinta da Amoreira, bem no coração da freguesia, a perpetuar a nossa veia terceiro-mundista;
• Palhais – cada vez mais afastada do seu rio e da sua praia;
• Coina – O esquecimento das obras de alargamento da ponte que dá acesso à Estrada nacional nº 10.
Quais as perspectivas para 2011?
O Orçamento e o Plano de Actividades da CMB já aprovado para 2011 representam o grande motivo de preocupação. Não contempla qualquer estratégia para responder aos problemas sociais que se avizinham, sendo que estas áreas foram as mais penalizadas com cortes orçamentais.
O facto de as receitas de capital estarem inflacionadas em 15 milhões de euros, não permite saber quais serão as obras que a CMB vai mesmo assumir em 2011.
Como aspecto positivo ficam as candidaturas já aprovadas e que representam um forte contributo para resolver alguns problemas estruturais do nosso concelho: REPARA, Quinta da Mina/Cidade Sol, Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico.
No entanto, não poderemos deixar de classificar este Orçamento como virtual, com gastos excessivos em despesas correntes e com dívidas a fornecedores que em finais de 2011 poderão atingir os dois anos de atraso.
Qual, ou quais, os assuntos que considera mais relevantes a nível do concelho?
O Projecto de requalificação do território da Quimiparque nas suas diferentes valências ambiental, urbano e empresarial, representa o maior desafio para as próximas gerações, o grande desafio estratégico para o plano do nosso concelho.
Esta intervenção representa hoje, o instrumento mais valioso e com capacidade para alterar a fisionomia da nossa cidade, torná-la mais apelativa e mais igual a outros núcleos urbanos da Grande Metrópole de Lisboa. Mais atractiva para fixar os nossos jovens e mais apelativa para responder ás exigências de quem procura local para residir. Mais competitiva para atrair projectos empresariais, inovadores de tecnologia de ponta, capazes de gerar emprego qualificado e riqueza para o concelho e para a região.
De registar que o sucesso deste projecto está intimamente ligado ao programa de ligação das capitais europeias pela “Alta Velocidade” e consequentemente, à Terceira
Travessia do Tejo.
Vanessa Sardinha














