José António Antunes – presidente da Junta do Alto do Seixalinho - Barreiro«Com os partidos de direita, CDS e PSD, (…) seria mais do mesmo»

Por Jornal Rostos
Que balanço faz de 2010?
Faço um balanço com muitas contrariedades e condicionalismos que resultam de uma política repetida todos os anos, que já demonstrou não servir o povo e o país. Veja-se a situação de profunda crise a que chegámos. As pessoas vão-se esforçando, vão trabalhando, mas manter a esperança de dias melhores não está fácil. Não resta outro caminho que não seja lutar por uma nova política que respeite quem trabalha, que vá no caminho da produção de riqueza e que esta seja distribuída de uma forma equilibrada, acabando com este profundo, e cada vez maior, fosso entre ricos e pobres.
Quais as perspectivas para o ano que acaba de começar?
Com o mesmo Governo do PS, a mesma política, os Programas de Estabilidade e Crescimento (PECS), com mais impostos, restrições de carácter social e redução de salários, não vem aí nada de bom. E atenção: os partidos de direita, CDS e PSD, que são conviventes e apoiantes desta política com mais de 30 anos, estando também nos governos ou fora deles, que não venham reclamar-se como alternativa pois com eles seria mais do mesmo.
Qual, ou quais, os assuntos que considera mais relevantes na Junta de Freguesia do Alto do Seixalinho?
A freguesia do Alto do Seixalinho e a sua população sofreu, como todas as outras, os efeitos da política que atrás referi. É por isso que reclamam um Centro de Saúde à altura das suas necessidades, um Centro Comunitário para reformados que não existe, um Posto de Correios digno desse nome e com todas as valências, pois somos uma freguesia com mais de 20 mil habitantes!
Até a expectativa que se tinha criado com a Terceira Travessia do Tejo (TTT), e todas as obras que lhe estavam associadas e que em muito podiam beneficiar o Barreiro e cada uma das suas freguesias, se não esfumou, para lá caminha.
É como disse atrás, às populações restam-lhes continuar a trabalhar e a lutar por uma vida melhor que, seguramente, só é possível com um novo Governo e uma nova política.
Vanessa Sardinha














