Manuela Furtado, Unidade de Cuidados Paliativos - BarreiroCriar a vertente de Apoio Domiciliário é uma necessidade e objectivo futuro
Numa breve conversa com Manuela Furtado, responsável da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Nossa Senhora do Rosário – Centro Hospitalar Barreiro Montijo, foi sublinhado que após um ano de actividade o balanço – “extremamente positivo. É uma Unidade com muita dinâmica”.
“O que penso ser mais importante é dizer às pessoas que não tenham medo de pedir a referenciação, para os seus familiares, nos Cuidados Paliativos” – sublinhou Manuela Furtado ao jornal «Rostos».

Por Jornal Rostos
Hoje, dia 29 de Abril, realizaram-se as I Jornadas de Cuidados Paliativos do Hospital de Nossa Senhora do Rosário – Centro Hospitalar Barreiro Montijo, EPE, subordinadas ao tema “Cuidar em Paliativos”, uma iniciativa que pretende, também, assinalar o 1º aniversário da criação da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Nossa Senhora do Rosário – Centro Hospitalar Barreiro Montijo.
Um balanço extremamente positivo
Numa breve conversa com Manuela Furtado, responsável da Unidade de Cuidados Paliativos, procurámos fazer um breve balanço de um ano de actividade.
“Faço um balanço extremamente positivo. É uma Unidade com muita dinâmica. Não estou cá desde o princípio, antes de mim esteve a minha colega, Drª Ana Macena. Eu vim em Dezembro, mas, a minha experiência, poso afirmar que é muito positiva.
Temos uma equipa de enfermagem excelente, que, aliás, sem eles não era possível a realização deste sonho. Temos outros técnicos como, o Psicólogo, o Terapeuta Ocupacional, a Assistente Social, todos eles são muito bons e fazem um grande trabalho de equipa”.
Não é possível atender mais pessoas
“Nós, neste ano de trabalho, tivemos cerca de 40 utentes internados.
Como sabe, o tempo de internamento é um pouco longo, e, a nossa média andará nos 40 dias.
De facto, não é possível, na verdade, com dez camas atender mais pessoas.
Embora saibamos que as necessidades são mais” – salientou a responsável da Unidade de Cuidados Paliativos.
Uma Unidade de uma rede nacional
A Unidade de Cuidados Paliativos, segundo Manuela Furtado integra uma Rede criada a nível Nacional - “A Rede já existe desde 2006, foi sendo implementada ao longo do tempo – a Rede de Cuidados Continuados – que tem uma divisão de quatro tipologias; a convalescença; a média e a longa duração, e, os paliativos.
Os Paliativos é uma vertente da Rede, dos Cuidados Continuados, essa é a nossa área”.
Divulgar a actividade e partilhar experiências
“Nós, com a realização destas Jornadas pretendemos divulgar a nossa Unidade, dar a conhecer o nosso trabalho.
Pretendemos conhecer o trabalho de outras Unidades, partilhando connosco experiências, e, também, dar a conhecer outras vertentes como as Equipas Domiciliárias e as Equipas de Suporte Intra-Hospitalar, esta última área, é aquela onde existem experiências relativamente recentes, que é preciso dar a conhecer.
Nesse sentido, nestas Jornadas ao conhecermos esta experiência, penso que foi muito útil” – refere Manuela Furtado.
Criar a vertente de Apoio Domiciliário
No Barreiro já há equipas de Apoio Domiciliário? - perguntámos
“Existem, mas não com formação em Cuidados Paliativos. Ainda, portanto, não existe esse apoio.
Mas, é uma vertente que pensamos criar no futuro”.
Essa, é, portanto, uma carência que se coloca no Barreiro?
“É sim, porque a Rede preconiza um Sistema de Consultadoria que, eventualmente, iremos desenvolver no futuro.”
Não tenham medo de pedir a referenciação
Pedimos a Manuela Furtado que neste final de uma não de actividade, dirigisse uma mensagem à comunidade.
“O que penso ser mais importante é dizer às pessoas que não tenham medo de pedir a referenciação, para os seus familiares, nos Cuidados Paliativos, tendo em vista ser prestado o auxílio necessário e procurar dar respostas às necessidades que eles têm, principalmente, em fim de vida.”














