Pedro Passos Coelho ao jornal «Rostos» na Moita«Parar, mas parar rapidamente com o TGV»
“Nós precisamos uma ligação a Madrid, mas não precisamos da Alta Velocidade” – sublinhou Pedro Passos Coelho, respondendo a uma pergunta do jornal «Rostos».
“Se tivermos a possibilidade um dia de fazer uma nova travessia do Tejo (esse pode vir a ser um projecto importante), vamos fazê-lo quando tivermos dinheiro para o fazer, até lá, o que temos que fazer é melhorar as ligações” – referiu Pedro Passos Coelho.

Por Jornal Rostos
No decorrer das visita de Pedro Passos Coelho, líder do PSD, respondendo a uma pergunta colocada pelo jornal «Rostos» sobre as razões que está contra a construção do TGV, respondeu que – “O programa que eu defendo é muito claro, nós não podemos participar na continuação de um projecto tal como está, porque só vai gerar divida durante todo o período em que estiver em funcionamento.
Portanto, a proposta que eu fiz foi, parar, mas parar rapidamente com o TGV. Nós precisamos uma ligação a Madrid, mas não precisamos da Alta Velocidade, podemos ir num comboio tipo alfa, numa tecnologia pendular, que anda entre 230 a 250 Km/hora, mas que custa três a cinco vezes menos que o TGV, no investimento e não dá o mesmo deficit de exploração todos os anos.
Isso, permite-nos ter bitola Europeia para ir, não só para Madrid, a uma velocidade boa, como nos permite levar mercadorias a partir de Sines, em bitola Europeia, quer para o interland ibérico, que para o resto da Europa”.
Apostar nas melhorias de ligação ferroviária
Segundo Pedro Passos Coelho – “Tal, obrigará a uma renegociação do projecto com a Espanha e com a Comunidade Europeia.
Podemos fazer uma coisa ainda melhor, é que, como não vamos consumir um investimento tão elevado, nesta segunda opção, em vez do TGV, a Comissão Europeia já nos autorizou, já disse que é possível, aproveitar uma parte do investimento que poupamos do TGV, para apostar nas melhorias de ligação ferroviária, em torno de toda a parte marítima e portuária em Portugal.
Portanto, podemos melhorar as ligações de ferrovia e toda a ligação logística em torno dos nossos portos, sem consumir mais investimento público, o que me parece muito melhor, do que esta teimosia de nos levar para Madrid a uma alta velocidade, a um preço que nós não estamos dispostos a suportar para futuro.”
Melhorar as ligações que nós temos já hoje para Lisboa
Não considera que a Terceira Travessia do Tejo seria essencial para que Lisboa se abrisse para a Margem Sul e para o Distrito de Setúbal? - perguntámos
“Eu acho que a Margem Sul já tem estado muito aberta à Área Metropolitana de Lisboa. Nós quanto mais facilitamos as aberturas, mais tornamos macrocéfala a estrutura de Lisboa.
O que nós precisamos é de melhorar as ligações que, nós, temos já hoje, para que as pessoas que vão, todos os dias, para Lisboa, porque lá trabalham, não demorem tantas horas e possam fazê-lo com o maior conforto e maior rapidez.
Se tivermos a possibilidade um dia de fazer uma nova travessia do Tejo, esse pode vir a ser um projecto importante, vamos fazê-lo quando tivermos dinheiro para o fazer, até lá, o que temos que fazer é melhorar as ligações”.
Urgente suspender como reavaliar o projecto
Respondendo a perguntas de jornalistas, Pedro Passos Coelho, referiu sobre o TGV – “É urgente suspender como reavaliar o projecto, foi isso que, com o Governo ficou acordado fazer, mas não foi feito, agora, nós estamos comprometidos, com o nosso programa eleitoral a fazê-lo, logo a seguir às eleições”.
Renegociá-lo com Espanha e com a União Europeia
“Nós estamos disponíveis para parar um projecto que só vai criar prejuízo ao pais durante muitos anos. Vamos reavaliá-lo e vamos renegociá-lo com Espanha e com a União Europeia, de modo a podermos não só aproveitar o volume de investimento para ferrovia que ele envolve e também para aproveitar a ligação em bitola europeia quer a Espanha, quer à União Europeia” - acrescentou.
Pensar no futuro e não apenas na imagem do curto prazo
“O Governo tem se agarrado a este projecto em termos simbólicos, mesmo quando o país percebe que não estamos em condições de onerar mais o futuro.
É isto que eu espero que um Governo com força possa decidir, decidindo a pensar no futuro e não apenas na imagem do curto prazo” – referiu Pedro Passos Coelho.
BREVE REGISTO














