D. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal no Barreiro«Sinto que a Europa se está a destruir»
O Bispo Emérito de Setúbal considera que as pessoas com responsabilidade governativa, no encaminhamento do país para esta situação em que estamos – “não digo que fossem a tribunal, mas devia criar-se um processo de os desmascarar”.

Por Jornal Rostos
D. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal, após a palestra em que participou, ontem à noite, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, que estava repleto, numa iniciativa da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, no âmbito das comemorações do 450º aniversário da instituição, num breve diálogo com os jornalistas, falou da realidade politica actual e da situação na Europa e no mundo.
Sinto que a Europa se está a destruir
D. Manuel Martins, Bispo Emérito de Setúbal, ontem no Barreiro, respondendo a uma pergunta do jornal «Rostos» sobre a forma como sente a Europa nos dias de hoje, afirmou – “sinto que a Europa se está a destruir”.
Salientou que – “A Europa foi criada para se criar uma situação nova, em que os países unidos, se ajudassem, constituíssem, digamos assim, uma Comunidade – como se chama agora, a União Europeia – em que todos funcionassem como iguais nessa Comunidade”.
D. Manuel, referiu ainda que – “esta Comunidade já há muito tempo que vive com elementos de primeira, de segunda e de terceira, e, alguns até com muito pouco lugar dentro dessa Comunidade”.
Europa cultural, humana e humanizada
O Bispo Emérito de Setúbal, salientou que – “não podemos esquecer a dimensão social, cultural, humana da Europa”.
Recordou que um dos fundadores da Europa, pediu desculpa à Europa – “pelo rumo que a Europa está a tomar, porque, não foi nesta Europa de interesses que pensou, mas foi num Europa cultural, humana e humanizada”.
Devia criar-se um processo de os desmascarar
Questionado pelos jornalistas, se os políticos deviam ser chamados a Tribunal, D. Manuel, sorriu e disse – “Oi, não havia Tribunais que chegassem. Acha que era possível?”
“Eu acho que, e está a acontecer um bocadinho, pois, fala-se muito da responsabilização das pessoas constituídas nas posições de Governação, de responsabilidade governativa, sobretudo se tiveram culpas graves, que são conhecidas, no encaminhamento do país para esta situação em que estamos, eu não digo que fossem a tribunal, mas devia criar-se um processo de os desmascarar”.
Na sua opinião, - “deviam chamar-se os responsáveis à pedras, quem foi e porque foi, como foi…”.














