Adelino Martins, Administrador da empresa GOGUICâmara do Barreiro não está montada para os tempos modernos

Por Jornal Rostos
Adelino Martins, Administrador da empresa GOGUI, promotora do projecto Centro de Escritórios – Janelas do Rio, em conversa com o jornal «Rostos» sublinha que – “a actividade empresarial está a mudar, por necessidade, os empresários, aqueles com que eu falo, sentem a mudança, mas nem sabem para onde tudo isto está a mudar, porque a velocidade é louca”.
Há diferenças nas formas de estar no mercado e comercializar
“Nós estamos a ser empurrados para mudar, dentro das nossas actividades e dentro das nossas empresas, perante as situações que o mercado nos empurra, nas diferenças de financiamento, e, nas diferenças das formas de obter financiamentos. Há, também diferenças nas formas de estar no mercado e comercializar.
Nós todos estamos a querer adaptarmo-nos, mas, não sabemos onde tudo isto vai acabar, ou mesmo naquilo a que tudo isto vai dar.
Estão a criar-se tendências para a alteração de funcionar, e de comercializar os produtos.” – salienta.
Autoridades não estão viradas para as mudanças
“Esta dinâmica que estamos a sentir, está a criar-nos uma pressão, e um aumento de velocidade na forma como as empresas se relacionam com o mercado.
Mas, o que acontece, é que, nas autoridades locais e nacionais, ao nível das entidades estatais, as pessoas não estão viradas para estes sentimentos dos empreendedores e dos empresários.
Eles não conhecem esta necessidade. Não conhecem esta mudança. Mas, individualmente, nas suas funções eles são pessoas capazes, são pessoas com valor, mas, o que se sente é que trabalham individualmente e departamentalizados.
Este modelo de funcionamento não permite dar respostas às necessidades dos empresários.
Se não estivermos todos, com as mesmas atitudes, embora em posições diferentes, não vamos conseguir levar isto para a frente.” - refere Adelino Martins .
Divisões em vez de dividirem, devem ser aglutinadoras de interesses
“Estou a falar das autoridades locais e nacionais, mas, ao nível das autoridades locais, também na Câmara do Barreiro, como o próprio nome indica, ela está dividida em Divisões, portanto, só o nome como a organização está estruturada, não se adapta aos momentos de hoje, porque, essas divisões em vez de dividirem, devem ser aglutinadoras de interesses, aos desafios lançados pelas empresas.
Uma empresa quando lança um desafio espera deles, se o projecto tem interesse, que eles congreguem esforços, para que possa obter um resultado positivo para o concelho.
Repito, reconheço que as pessoas têm o seu valor individualmente, porque dou-me com vários órgãos dentro da Câmara Municipal do Barreiro, por essa razão, reconheço o valor individual, mas, reconheço a total divisão do colectivo” – sublinha o Administrador da empresa GOGUI.
Devia existir alguém que fosse aglutinador das vontades
“Como em cada projecto, em cada processo, que colocamos à nossa Câmara para licenciar, ou para nos autorizar, ou para nos informar se podemos ir para a frente com ele, nós deparamo-nos com três ou quatro departamentos, ou três ou quatro divisões. Então, o que encontramos são três ou quatro obstáculos, porque eles estão divididos, porque eles são divisões e cada um trata do seu bocadinho.
Na minha opinião, devia existir alguém, que fosse aglutinador das vontades, para que as coisas pudessem ser resolvidas com extrema facilidade.
A Câmara não está montada para os tempos modernos. Eu, por uma questão de atitude e de empresário, que estou a mudar por pressão dos mercados e das opções, considero que é necessário trabalhar, também, numa mudança da própria Câmara e das suas estruturas.” – refere Adelino Martins, Administrador da empresa GOGUI.
Defesa do interesse comum
Adelino Martins, salientou que neste breve diálogo aquilo que o motiva é a «defesa do interesse comum», e, não pretende, de qualquer forma especificar assuntos particulares.
São os desafios das mudanças dos tempos de hoje, refere, que exigem capacidade de novas respostas aos desafios e uma maior capacidade das autoridades locais responderem aos projectos apresentados pelos empresários.














