Presidente da CMBÉ com profunda mágoa, com desgosto, que vemos acabar último pólo de emprego ferroviário oficinal no Barreiro
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, em breve diálogo com jornal «Rostos» expressou a sua opinião sobre o encerramento das oficinas ferroviárias da EMEF no Barreiro.
“É com profunda mágoa, com desgosto, com discordâncias, mas, também com combatividade que vemos acabar – foi anunciado como tal, não tenho ainda a confirmação – do último pólo de emprego ferroviário oficinal existente no Barreiro” – sublinhou o autarca.

Por Jornal Rostos
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sobre o encerramento das Oficinas da EMEF, sublinha – “em primeiro lugar, consideramos que é isto é um golpe no emprego e no desenvolvimento económico do concelho do Barreiro, e, mais uma vez o Poder Central não está a olhar para o Barreiro com os olhos que deveria olhar, porque, não está a ter em conta a situação do concelho do Barreiro, com o encerramento com frequência de empresas, com a diminuição de postos de trabalho, factores que têm consequências na qualidade de vida e na vida dos cidadãos”.
É preciso deixar uma pegada ferroviária no Barreiro
“Em segundo lugar, é com profunda mágoa, com desgosto, com discordâncias, mas, também com combatividade que vemos acabar – foi anunciado como tal, não tenho ainda a confirmação – do último pólo de emprego ferroviário oficinal existente no Barreiro.
Ainda nos lembramos, há duas décadas, que aquele pólo oficinal contava com mais de 1000 trabalhadores, ou com quase dois mil trabalhadores.
Relacionado com esta matéria, nós consideramos que é preciso preservar a memória futura do sector ferroviário no Barreiro, destes 150 anos de ferrovia no concelho do Barreiro.
É preciso deixar uma pegada ferroviária no Barreiro, com importância, mas que seja uma importância significativa” – sublinha o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Não permitir que edificado fique ao abandono
“Em terceiro lugar, dizer que a Câmara, e, eu enquanto presidente, não vou permitir que aquele edificado fique ao abandono, e seja mais uma ruína no centro do Barreiro” – referiu o autarca.
Prevê-se construção, não quer dizer que seja habitação
Interrogámos, se não existe para aquele espaço um plano de construção de imobiliário.
Carlos Humberto referiu que – “no Plano de Urbanização da Quimiparque e Zonas envolventes, que estuda aquele território, o que se diz é que pode ser aproveitado, no futuro, para outras utilizações que não sejam aquela que tem actualmente, e, entre as várias possibilidades é admitido a existência de uma zona verde, uma zona rodoviária, e, elementos patrimoniais, prevendo-se alguma construção, que não quer dizer que seja habitação”.














