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Jorge Dias autor de «O Lado Negro do Bom Nome» - BarreiroÉ preciso saber lidar com situações mais tóxicas sem adoecer a nossa mente

. Descobri a vida quando saí da Quimigal

“Eu penso que há três formas de lidar com o que nós estamos a viver neste momento a nível social e a nível empresarial: uma forma séria, de forma irritada, ou de forma irónica” – sublinha Jorge Dias, autor do livro «O Lado Negro do Bom Nome», que será apresentado na Livraria Bertrand, no Forum Barreiro, no próximo dia 8 de Setembro, pelas 17 horas.

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Jorge Dias autor de «O Lado Negro do Bom Nome» - Barreiro É preciso saber lidar com situações mais tóxicas sem adoecer a nossa mente

Por Jornal Rostos

Jorge Dias, nasceu em Lisboa, mas, refere que a sua terra é o Barreiro onde reside desde os 7 anos.
Reside na zona do Alto da Paiva/ Casquilhos, frequentou a Escola Alfredo da Silva e também a Escola Secundária de Casquilhos.
Durante 9 anos exerceu a sua actividade profissional na Quimigal, no Contacto 6 – “era duro, mais foi uma aprendizagem muito rica, lembro esse tempo sempre com grande carinho”, sublinha Jorge Dias.

Descobri a vida quando saí da Quimigal

“A vida na Quimigal era muito dura, trabalhava-se com ácido sulfúrico, as condições que nós tínhamos nas fábricas de pirite, era um trabalho sujo e duro.
Mas, em termos de camaradagem e de convivência era espectacular, passei ali uns 9 anos, mas, acho que descobri propriamente a vida quando saí da Quimigal.” – recorda.

Da fábrica ao mundo da comunicação

Jorge Dias, hoje com 49 anos, após a sua saída da Quimigal entra no mundo do jornalismo, conheceu muitas formas de trabalhar e viveu experiências riquíssimas.
Licenciou-se em Sociologia, pela Universidade Moderna, no ISCTE concluiu uma pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos e empreendendo po um Mestrado na mesma área.
Trabalhou para diferentes empresas, passando por todos os formatos contratuais.
Há muito que se dedica ao diagnóstico empresarial e, mais recentemente desenvolve a sua actividade profissional na formação, essencialmente nas áreas da liderança e gestão do stress e dos processos de comunicação.

Consciência profunda da sociedade

A sua vivência no mundo do jornalismo abriu-lhe as portas, situações profissionais vividas ao nível de conflitos laborais, foram a inspiração para escrever o seu livro «O Lado Negro do Bom Nome».
“Já pensava escrever alguns livros na área de gestão, e quando eu pensava que ia por em livro o que era clima organizacional, que é gestão, rentabilidade e produtividade dentro das organizações, começam acontecer uma série de coisas na vida.
Foi quando tomei consciência que pensava que sabia, pensava que já tinha lido tudo, pensava que já tinha ouvido todas as histórias, tinha então 45 anos, já tinha passado por muitas empresas de comunicação social e, depois, com todas as minhas vivências, senti, que tudo era muito mais que eu pensava, decidi, então, dar a conhecer estas histórias em livro.
Penso que as pessoas têm a ideia que já sabem tudo, mas não têm propriamente consciência profunda da sociedade onde vivem.” – refere.

Lidar com situações mais tóxicas sem adoecer a nossa mente

“Um dos exemplos que costumo dar quando faço a apresentação do meu livro, é aquele das pessoas da France Telecom que se suicidaram, as pessoas não eram propriamente totós, sabia perfeitamente que o mundo do trabalho não é um paraíso, realmente é um mundo de diversidade e que destrói.
Mas, quando lhes bateram à porta as situações disfuncionais e de despedimento, de bulling para elas saírem, acabaram por tomar uma decisão dramática, porque elas sabiam, tinham lido, como o mundo era, mas a consciência profunda não tinham, por isso não souberam lidar com as situações e acabaram por se suicidar.
Portanto, ter essa consciência é importante, para tomarmos decisões mais acertivas e lidar com situações mais tóxicas sem adoecer a nossa mente” – sublinha Jorge Dias,

É uma forma de sentirem que não devem ficar deprimidas

Que diria para motivar as pessoas para ler este seu livro?
“Porque acho que este livro é uma forma de sentirem que não devem ficar deprimidas, não ficarem ansiosas com os tempos que estamos a viver.”
Este livro é um antidepressivo? – interrogámos.
“Sim, é um antidepressivo, apesar de relatar casos dramáticos, tem alguma ironia.
Eu penso que há três formas de lidar com o que nós estamos a viver neste momento a nível social e a nível empresarial: uma forma séria, de forma irritada, ou de forma irónica.
De forma séria penso que não deve ser a melhor solução, porque o sistema não é nada sério.
De forma irritada, só faz mal à saúde, as pessoas entram em looping de pensamentos negativos que vão contribuir para a sua doença psicológica. Ficando dependentes de antidepressivos.
Portanto a melhor forma é a irónica, é saber lidar com as situações, é estar alerta. É como não gostar de estar no trânsito, estar estancada no trânsito e irritar-se, será preciso saber lidar com a situação, sem entrar num comportamento mais agressivo para si próprio.”

Na Livraria Betrand, no Barreiro, dia 8 de Setembro

De referir que o livro de Jorge Dias, «O Lado Negro do Bom Nome», será apresentado na Livraria Betrand, no Barreiro, no próximo dia 8 de Setembro, pelas 17 horas.

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