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Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do BarreiroMargem Sul com sentido negativo tem que acabar na cabeça dos governantes

. Revisão do PROT-AML é profundamente negativa

“Não, a Margem Sul não é um deserto. Isso foi alguém que disse essas coisas, não sei se pensa, mas se calhar pensa, mas, a margem sul não é um deserto.
A Margem sul tem gente, tem infraestruturas, tem Hospitais, escolas, Universidades, tem actividade industrial, tem actividade agrícola, tem actividade piscatória, é um potencial de riqueza e desenvolvimento." - sublinhou Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, a propósito da anunciada revisão do PROT-AML.

4 min de leitura
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro Margem Sul com sentido negativo tem que acabar na cabeça dos governantes

Por Jornal Rostos

Na recente visita ao território da Quimiparque, Pedro Afono Paulo, Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, confirmou ao Rostos que vai avançar a revisão do PROT- AML – Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa.
Ontem, à margem da sessão relativa à ligação plena da ETAR Barreiro/Moita, Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, expressou aos órgãos de comunicação social a sua opinião sobre a revisão do PROT.

Considero que é profundamente negativo

“Não quero utilizar expressões muito duras, mas considero que é profundamente negativo.
Toda a gente percebe que isto é profundamente negativo, na medida em que há um conjunto de trabalho, e não estou, apenas, a falar do concelho do Barreiro, falo dos concelhos da margem sul e da margem norte, trabalhos que foram feitos de acordo com o PROT, com as alterações que estavam previstas.”- referiu o autarca.

Fazer um PROT é planear

“Há PDM’s para aprovação. Agora, a meio do caminho dizem, bem, agora já não é assim, o PROT que é preciso ter em conta é o PROT em vigor, mas o PROT em vigor vai ser alterado.
Já não é o PROT em vigor, já não é o PROT alterado, é um PROT que se vai fazer no futuro.
Isto não pode ser, o país não aguenta isto, e, por outro lado, o PROT segundo me lembro para a sua revisão colocam três razões fundamentais a Terceira Travessia do Tejo, o Novo Aeroporto de Lisboa e o conjunto de Plataformas Logísticas da Área Metropolitana de Lisboa.
E, sobre isto não há nenhuma decisão no sentido que não se constrói, se não há nenhuma decisão porque não se continua a trabalhar no PROT alterado.
Se, se chegar à conclusão daqui a dez ou quinze anos que isto não é para fazer, então altera-se novamente o PROT, agora altera-se o PROT porque não vai ser feito amanhã, mas ninguém diz que isso não vai ser feito.
Fazer um PROT é planear. E se amanhã vierem dizer que isto é para se construir que se faz?” – salientou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

A Margem Sul não é um deserto

Mas sendo a margem sul um espaço sem hospitais, sem estradas, não será previsível que a revisão do PROT conduza o aeroporto para a margem norte outra vez…foi referido pelos jornalistas.
“Não, a Margem Sul não é um deserto. Isso foi alguém que disse essas coisas, não sei se pensa, mas se calhar pensa, mas, a margem sul não é um deserto.
A Margem sul tem gente, tem infraestruturas, tem Hospitais, escolas, Universidades, tem actividade industrial, tem actividade agrícola, tem actividade piscatória, é um potencial de riqueza e desenvolvimento.
O país precisa de uma Área Metropolitana que seja o motor do desenvolvimento do país, o país precisa de uma região metropolitana que se assuma como região, a grande Lisboa, uma região que se internacionalize, isso, só é possível, na minha opinião, contando com a margem sul.” – salientou Carlos Humberto.

Margem com sentido negativo tem que acabar

“Não é possível que Lisboa se transforme uma cidade-região, não é possível que Lisboa tenha um posicionamento, que o país necessita, se não tiver em conta a margem sul, portanto esta coisa, da outra margem com sentido negativo tem que acabar na cabeça dos governantes.” –refere o autarca.

Margem Sul sempre esteve ao serviço do país

“A Margem Sul sempre esteve ao serviço do país, e por isso estamos a sofrer as consequências, hoje, daquilo que foi a nossa disponibilidade para servir o país, o Barreiro é um exemplo acabado disso mesmo.
Agora, quando é possível um novo paradigma, quando é possível que a margem sul continue a servir o país, digamos que penaliza-se a margem sul, com estas alterações constantes que, objectivamente, não sei se a intenção é essa, mas, objectivamente põe em causa os interesses da população da Margem Sul, e os interesses da população da área metropolitana de Lisboa e os interesses do país.”- sublinhou o presidente da Câmara Municipal do Barreiro.

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