Luís Caeiro deu vida ao fado no Convento da Verderena no Barreiro«Já não via a minha vida sem cantar o fado»
“Eu acho que já não via a minha vida sem cantar o fado. O fado nasce com as pessoas. Depois, é preciso saber descobri-lo, saber interpretá-lo e saber trata-lo bem, como é um património da humanidade, temos que ter grande responsabilidade de trata-lo bem, como ele merece.” – sublinhou ao Rostos.

Por Jornal Rostos
Luís Caeiro, um nome revelação do fado, que marca a actualidade, foi uma das presenças no Jantar- Concerto de Fado que decorreu na Capela do Convento da Verderena, no Barreiro, uma iniciativa da AAVAC - Associação Amigos Veículos Antigos e Clássicos.
No decorrer da iniciativa registámos uma breve conversa com este jovem fadista.
«Primeira Figura» durante ano e meio no Casino Estoril
Luís Caeiro é natural de Montoito, concelho de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, tem 19 anos.
Conquistou oito concursos televisivos, desde a Grande Noite do Fado, em 2007, até ao último prémio que conquistou o ano passado, na «Gala Nasci para o Fado», de Filipe La Feria, no Casino Estoril, obtendo o prémio de ser a «Primeira Figura» durante ano e meio, no Casino Estoril, no espectáculo musical de Filipe La Feria, no palco do Salão Preto e Branco.
Homenagem a Amália Rodrigues
Luis Caeiro, gravou um CD, intitulado, onde sublinha presta homenagem a Amália Rodrigues – “ao meu Alentejo, ao meu povo alentejano, com a participação do Grupo Coral trovadores do Redondo, que cantam comigo o ‘Lirio Roxo do campo’”.
Um disco com a participação de Jorge Fernando, com temas inéditos – “feitos pelo Jorge Fernando para mim”.
“Penso que é um disco que vale a pena” – sublinha.
Eu também quero cantar fado como ela
Como é que um alentejano começa a cantar o fado?
“Olhe, ouvindo outro alentejano, como o meu avô, a colocar um disco de uma pessoa que eu não conhecia, quando eu tinha 8 anos. Eu não sabia o que era o fado. O meu avô colocou um disco, e perguntei-lhe: “Avô quem está a cantar?”. Ele respondeu-me: “Quem está a cantar é a maior fadista portuguesa de todos os tempos a Amália Rodrigues”.
Eu respondi-lhe: “Eu também quero cantar fado como ela”.
A partir daí comecei a cantar o fado e nunca mais me calei. Você está ver”.
O fado nasce com as pessoas
Que significa o fado para si hoje?
“Tudo. Eu acho que já não via a minha vida sem cantar o fado. O fado nasce com as pessoas.
Depois, é preciso saber descobri-lo, saber interpretá-lo e saber trata-lo bem, como é um património da humanidade, temos que ter grande responsabilidade de trata-lo bem, como ele merece.
Enquanto houve pessoas com grandes talentos, como a Elizabete Veiga, que cantou esta noite, e outros, que andam por aí, o fado é imortal.”
O que existe é o amor pelo que fazemos
Sente- se um profissional do fado?
“Sim, sou um profissional, porque sou sempre um profissional em tudo o que faço, levo tudo bastante a sério.
Acho que essa coisa de ser profissional, ou não, acho que não existe uma data, ou hora, para se ser profissional. O que existe é o amor pelo que fazemos.”
Obrigado pelas suas palavras
Não resistimos em tecer um comentário, referindo que Luis Caeiro – “vai ser uma voz que, certamente, vai inscrever-se na história do fado em Portugal”.
Ele sorriu e com plena simplicidade comentou – “Obrigado. Obrigado, pelas suas palavras”.
Luis Caeiro tem uma voz espectacular, sente-se que o fado pulsa no seu coração.
A noite de convívio promovida pela AAVAC - Associação Amigos Veículos Antigos e Clássicos, sem dúvida, ganhou com esta formidável participação.














