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Elisabete da Veiga a «princesa africana» no Barreiro«Para mim o fado é basicamente o poema»

“Quando canto o fado sinto ‘um não sei quê’ de nostalgia. Sinto milhares de coisas, mas são coisas boas” – sublinha Elisabete da Veiga, uma jovem fadista, conhecida como a «princesa africana do fado».

“Para mim o fado é um pouco de tudo, é o poema, essencialmente, porque a letra do fado é a vida, tem histórias, mas também o som da guitarra, da viola, e a sua melodia” – sublinha numa conversa com jornal «Rostos».

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Elisabete da Veiga a «princesa africana» no Barreiro «Para mim o fado é basicamente o poema»

Por Jornal Rostos

Elisabete da Veiga, natural de Bragança, de descendência Cabo Verdiana, é uma das recentes revelações do fado.
Perguntámos como descobriu o seu interesse pelo fado.
“O Fado é de Portugal, diz-se, da sua história que veio de choros e de cantos africanos. A minha mãe deve ter apanhado esse canto e esse choro que deu o fado a Portugal e foi ela que me pegou o gosto pelo fado. Isto é uma pequena brincadeira.
Eu descobri que tinha gosto pelo fado e depois descobri que tinha voz para cantar o fado. Comecei a cantar” – respondeu, com um grande sorriso, Elisabete da Veiga.
“Comecei a cantar o fado por volta do ano 2005, dedicava-me ao fado vadio. Mas profissionalmente só comecei em finais de 2008.” – refere.

Comecei a frequentar os espaços do fado vadio

“Eu comecei a cantar numa brincadeira com uma amiga minha, depois, um senhor que tinha uma escola de fado disse-me. “Tens que lá ir”.
Estive lá uns dias e depois comecei a frequentar os espaços do fado vadio. Nunca mais parei.
Os espaços de fado vadio, são lugares onde a horas incertas, em qualquer momento canta quem quer, eu ia sempre cantar na Tasca do Chico.” – recorda.

Tornei-me profissional porque na vida tudo começa assim…

“Tornei-me profissional porque na vida tudo começa assim, as pessoas ouvem-nos, gostam e convidam-nos.
No meu caso foi uma amiga, a Manuela, uma grande fadista, que cantava no «Coração de Alfama», chamou-me e fui convidada para começar a cantar. Esta foi a minha segunda casa de fado.” – refere a fadista.

«Discos do Povo» vai na sua 5ª edição

Elisabete da Veiga, editou um CD intitulado «Discos do Povo», que já vai na sua 5ª edição.
“Escolhi para repertório os nossos fadistas”- refere.
“Quando canto o fado sinto ‘um não sei quê’ de nostalgia. Sinto milhares de coisas, mas são coisas boas” – sublinha, acrescentando que – “para mim o fado é um pouco de tudo, é o poema, essencialmente, porque a letra do fado é a vida, tem histórias, mas também o som da guitarra, da viola e a sua melodia”.

O fado é basicamente o poema

“Mas, para mim, o fado é basicamente o poema” – sublinha.
Neste momento Elizabete vai cantando nas noite do fado vadio – “estou aqui e além, sempre a viver o fado”
Elisabete da Veiga foi uma das bonitas vozes que animou a noite de fado, realizada na Capela do Convento da Verderena, pela AVAC – Associação dos Amigos dos Veículos Antigos e Clássicos.

http://www.youtube.com/watch?v=u6C1d_J3KqQ

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