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Filipe Marques, sindicalista, da EMEF BarreiroO objectivo final é encerrar as Oficinas da EMEF

. Feito em Espanha trabalho que podia ser feito na EMEF no Barreiro

Segundo Filipe Marques a EMEF no Barreiro é "uma empresa estratégica" para a produção de material circulante, podendo até servir o Metropolitano de Lisboa.
A EMEF "tem capacidade instalada", conta com "mão de obra qualificada", e "as instalações têm as máquinas e as ferramentas perfeitamenete adequadas" - sublinhou o sindicalista.

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Filipe Marques, sindicalista, da EMEF Barreiro O objectivo final é encerrar as Oficinas da EMEF

Por Jornal Rostos

Omtem à margem da visita realizada às Oficinas da EMEF do Barreiro, por Bruno Dias, deputado do Partido Comunista Português, Filipe Marques, sindicalista e trabalhador da EMEF, considerou que esta é uma empresa estratégica que pode cumprir um papel num processo de reindustrialização do país.

Deslocalização para o Poceirão não foi mais que "uma fuga para a frente"

Filipe Marques, considera que o anúncio de deslocalização das Oficinas da EMEF do Barreiro para o Poceirão não foi mais que "uma fuga para a frente" por parte da Administração, porque "não era claramente uma opção viável, como dissemos na altura", dado que "teria que existir um investimento substancial no Poceirão", para tornar possível realizar operações de manutenção e reparação.

Reduzir a EMEF a 40 trabalhadores

Recordou, o sindicalista, que nos últimos tempos têm existido opções de redução das capacidades das Oficinas da EMEF, embora a perspectiva aponte para que possam ficar nas oficinas do Barreiro "os trabalhadores mais novos, cerca de 40 a 45".
"Quem é que acredita que umas instalações oficinais desta envergadura fiquem a laborar com 40 pessoas.Ninguém acredita" - sublinhou.
Referiu que consta, pelo que sabem, existir "uma ideia" que visa criar uma divisão nas Oficinas, de forma a criar um espaço onde possam laborar os tais 40 trabalhadores.
"Isto são sucessivas fugas para a frente" - sublinhou Filipe Marques, acrecentando que - "o objectivo final já se sabe qual é, será encerrar as Oficinas da EMEF no Barreiro".

EMEF tem capacidades na vertente da construção

"Naturalmente vão ter que contar com a luta e com a resistência dos trabalhadores, até ao fim" - referiu o sindicalista, que considera essencial defender as capacidades produtivas das Oficinas, quer ao nível da manutençao, quer ao nível da reparação.
Recordou, igualmente, a importância de serem concluídos os 300 metros de electrifcaçao da linha férrea, que limita a possibilidade de entrada de material circulanete eléctrico nas Oficinas do Barreiro.
Salientou que o material circulante vai ser reparado, em Lisboa, atravessando a Ponte, "com o custo de km que isso significa, mais dinheiro do erário público e menos trabalho para os trabalhadores da EMEF".
Referiu que muito desse trabalho é actualmente feito em Espanha, em Valodolid e em Vigo - "trabalho que podia ser feito na EMEF no Barreiro".
Salientou que isso seria importante para "a defesa da produção nacional", acrescentando que "existe um desaproveitamento das capacidades", até, salientou, ao níve da "vertente da construção".

Uma empresa estratégica para a reindustrialização

Filipe Marques recorda que o ministro fala em reindustrialização - "esta é uma empresa que pode ser estratégica para dar eficácia a toda essa dinâmica que o ministro quer fazer crer que vai levar por diante, quando nós sabemos bem que a prática não tem sido essa até à data".
"Esta era uma empresa estratégica" - sublinhou para a produção de material circulante, podendo até servir o Metropolitano de Lisboa.
Recordou o sindicalista que a EMEF "tem capacidade instalada", conta com "mão de obra qualificada", e "as instalações têm as máquinas e as ferramentas perfeitamenete adequadas", podendo, disse, "eventualmente" ter que existir formação, como existe em qualquer empresa.

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