Nilton um rosto do «5 para a meia noite» e embaixador da ToyotaA televisão vivia muito de uma monocultura
“O «5 para a meia noite» é um pouco uma conversa de café, o que aconteceu nessa semana, o que aconteceu nesse dia, nós, queremos ser um programa despretensioso, não queremos que seja mais do que é, um programa onde temos uma sala para receber as pessoas” – sublinhou Nilton, numa breve conversa com jornal «Rostos».

Por Jornal Rostos
À margem da apresentação à comunicação social da Nova Geração Auris, no Porto, conversámos com Nilton, um conhecido rosto da televisão e da rádio, embaixador da marca Toyota.
O carinho de uma marca
Como concilia a sua actividade profissional com esta missão de embaixador da Toyota? – perguntámos.
“É um orgulho ser embaixador da Toyota. Eu cresci a ver Toyota, os meus pais tiveram Toyota, também tenho amigos e família com Toyota.
Depois, foi o carinho de uma marca, esse carinho no sentido de apoiar o que nós fazemos, gostarem, presenciarem, quando vamos actuar a Toyota está na Plateia. Aconteceu isso há dias no Porto.
Portanto, é uma família que eu tenho, nestes oito anos envolvi-me num lado, com esta marca, que é um lado familiar.
De facto, às tantas eles são amigos nossos, sempre que venho ao Porto, é impossível sem estar com eles, ou num jantar, ou mandar um abraço. “ – referiu Nilton.
Felicidade de termos desenvolvido o lado da amizade
“Há sempre um lado extra trabalho. Há amizade e a relação profissional não faz sentido se não houver amizade.
Ninguém consegue estar oito anos numa relação profissional se não houver uma afinidade e uma amizade grande.
Aqui temos essa felicidade de termos desenvolvido esse lado da amizade que cresceu muito mais que o profissional.
Eu penso na Toyota e penso nesta equipa e penso em amigos. Sempre que vou com o Ricardo ou com o Represas fazer uma acção, penso muito nesta nossa relação de amizade de toda uma equipa” – salienta..
Felicidade de nunca me ter faltado trabalho
Com a crise que estamos a viver como é que um artista em Portugal vive toda esta situação? – perguntámos.
“Tenho a felicidade de nunca me ter faltado trabalho, pelo contrário até estou com mais trabalho com que estava nos outros anos.
Sou apologista do procurar-se trabalho. Sempre fui assim, muito afoito, a procurar trabalho, ir à procura, se está a dar menos nos espectaculos vamos à procura de Rádio, se está a dar menos na Rádio vai-se à procura de televisão.
Tenho tido essa felicidade, e tenho a sorte, acaba por ser uma sorte, de ter um programa em Rádio e em Televisão que têm sucesso, depois extrapola, e acabo por ter as salas cheias, devido ao sucesso das coisas que faço no «5 para a meia noite» e na Renascença FM.
O «5 para a meia noite» vai continuar na nova grelha, igual, com algumas mudanças no estúdio. O formato é igual, mais acutilante e mais personagens novas.”
Falando o que as pessoas falam
Como se constrói esse sucesso?
“Falando o que as pessoas falam. Se o Benfica perder, nós falamos do Benfica perder. Se o Porro perder nós falamos do Porto perder. Nós falamos daquilo que as pessoas falam do dia- a- dia, falamos de tudo o que acontece.
O «5 para a meia noite» é um pouco uma conversa de café, o que aconteceu nessa semana, o que aconteceu nesse dia, nós, queremos ser um programa despretensioso, não queremos que seja mais do que é, um programa onde temos uma sala para receber as pessoas.”
Abre o caminho de uma sala
“A televisão vivia muito de uma monocultura, tinha novelas, novelas. O Hermam teve os talk-show, depois o Hermam deixou de ter e aparece o «5 para a a meia noite» que abre o caminho de uma sala, que, naturalmente, é obrigatório num canal público, porque há tantos artistas a escrever livros, a fazer música, que é obrigatório ter uma sala para receber essas pessoas.
Temos tido a presença de pessoas interessantíssimas, algumas desconhecidas, que seria uma pena não existir um espaço, seja o «5 para a meia noite» ou outro qualquer que receba essas pessoas.” – sublinha Nilton.
Fazer centenas de Km para assistir a um programa de televisão
Quem quiser assistir que deve fazer?
“Para assistir é facílimo. É mandar um e-mail, ou vai ao meu facebook e chateia-me directamente, é o melhor que tem a fazer. Eu estou sempre receptivo e sempre atento aos pedidos das pessoas e encaminho para a produção.
Tenho a felicidade de haver pessoas que vêm de Bragança, de Guimarães, do Algarve, de todo o lado, para assistir ao «5 para a meia noite» e voltam nesse dia para casa.
Eu costumo dizer muitas vezes, com orgulho, que mais que estar a fazer o programa para não sei quantas mil pessoas, é haver um casal, ou um grupo, que saiu de Guimarães, como há dias aconteceu, assistiram ao programa e regressaram a casa. Acho que não há nada que pague isso, quando tiver 90 anos e estiver vivo, e pensar na minha carreira, não vou esquecer isso, de proporcionar a felicidade a uma pessoa de fazer centenas de Km para assistir a um programa de televisão e voltar para trás. Isso faz-me sentir feliz com o meu próprio trabalho.
Sinto-me feliz, porque sou acarinhado e agradeço sempre esse carinho que recebo das pessoas.”- sublinha Nilton ao fechar a nossa breve conversa.














