João Silveira Ribeiro, Conselho de Administração Centro Hospitalar Barreiro Montijo«Situação económico-financeira tem que sofrer alguma viragem»
. Número de camas no Hospital é suficiente
o Presidente do Conselho de Administração Centro Hospitalar Barreiro Montijo, em diálogo com os órgãos de comunicação social, sublinhou que nas prioridades – “para além de todas as preocupações com os tempos de espera, não só para quem é atendido na Urgência, como para as pessoas que têm consulta marcada para a Consulta Externa, a nossa preocupação que tem que ser olhar, todos os dias, para a situação económico-financeira do Hospital, que tem que sofrer alguma viragem.

Por Jornal Rostos
João Silveira Ribeiro, Presidente do Conselho de Administração Centro Hospitalar Barreiro Montijo, em diálogo com os órgãos de comunicação social, à margem de uma visita dos deputados do PSD do distrito de Setúbal, a propósito da proposta do Governo sobre a Reforma Hospitalar sublinhou que vai ter que ser apresentado à tutela – “um plano de negócios para os próximos três anos, onde vamos ter que elencar a carteira de serviços que o Hospital está obrigado a garantir, pelo seu nível de actuação”.
Investir na redução dos tempos de espera
“Iremos elencar aquilo que achamos que o Hospital deve fazer e procurar criar uma situação que seja, tendencialmente, menos negativa do que foi nos últimos anos, em termos económicos e financeiros.
Mas, mantendo naturalmente a capacidade de resposta e sobretudo numa área que queremos investir, nós, e julgo que todos os Hospitais é na redução dos tempos de espera”.
Alteração do tipo de doente que vem à urgência
A propósito dos tempos de espera, questionado sobre a situação no Serviço de Urgência, João Silveira Ribeiro, referiu – “o que nós temos agora nas urgências é uma situação que, presumo, é diferente do que acontecia há uns anos atrás, não tanto pelo número de pessoas que vem à Urgência, que até teve uma redução em 2012,e neste ano em termos médios os números mantêm-se equivalentes aos de 2012.
O que existe é uma alteração do tipo de doente que vem à urgência, hoje, são pessoas com mais problemas, são pessoas mais idosas, são pessoas que muitas vezes estão acamadas, ou quase acamadas, são pessoas que exigem tempos de recuperação muito maiores, o que significa que têm que ser internadas em muitos casos e, depois, não havendo possibilidades de saída tão rápida, quanto desejável, quer para as Redes de Cuidados Continuados, ou para respostas de tipo social.”
Situação provoca entupimento ao nível das urgências
“Esta situação provoca-nos um certo entupimento ao nível das urgências que não é desejável.
Todos os hospitais, infelizmente, neste momento têm este tipo de problema, porque o tipo de doente que vem à Urgência, é, mais ou menos, idêntico em todo o país.
Nós, o que estamos a pensar é tentar encontrar uma solução que permita que estes doentes, que têm que estar mais tempo na Urgência, possam ser acompanhados em áreas mais restritas em termos de circulação e acesso das pessoas.” – refere o Presidente do Conselho de Administração Centro Hospitalar Barreiro Montijo.
Número de camas no Hospital é suficiente
No decorrer do diálogo foi questionado sobre o número de camas existentes, nomeadamente se são suficientes para as necessidades.
“O número de camas no Hospital é suficiente. Mas, nós, não conseguimos nunca responder, porque não está na nossa esfera de resposta, é a capacidade de saída dos doentes quando têm alta clinica, de forma que saiam tão rapidamente quanto possível, ou para as famílias, ou para respostas de tipo social, ou para a Rede de Cuidais Continuados.
Aí, de facto, temos tido alguns problemas, o que nos ajuda, é que apesar de tudo, estamos a utilizar as camas que estão no Hospital do Montijo e nalguns casos conseguimos, que haja, ali, uma espécie de internamento de continuidade, de maneira a podermos libertar camas para doentes agudos.
Mas, de facto, acho que as camas que temos no Hospital, em termos globais, estão bem para a população.” – sublinha João Silveira Ribeiro.
Situação económico-financeira que tem que sofrer alguma viragem
Qual a principal preocupação do Centro Hospitalar? – em resposta a esta pergunta, o Presidente do Conselho de Administração Centro Hospitalar Barreiro Montijo, sublinhou que – “para além de todas as preocupações com os tempos de espera, não só para quem é atendido na Urgência, como para as pessoas que têm consulta marcada para a Consulta Externa, a nossa preocupação que tem que ser olhar, todos os dias, para a situação económico-financeira do Hospital, que tem que sofrer alguma viragem.
Não está em rutura financeira
Está em rutura? – perguntámos.
“Não, não está em rutura financeira. O Hospital continua a pagar aos fornecedores, continua a funcionar todos os dias, continua a assumir os compromissos aos quais legalmente é obrigado.
Só que, o Hospital tem uma situação de um passivo acumulado, que tem que ser resolvido e, nós, estamos a olhar para ele” – sublinhou João Silveira Ribeiro.
Serviço de Oncologia continua a dar respostas de qualidade
João Silveira Ribeiro, saleintou também que – “a situação do serviço de Oncologia, neste momento, é substancialmente diferente daquela que se viveu quase há um ano atrás.”
Referiu que já se verificou a entrada de um médico e já há um outro novo médico para começar a funcionar.
“A reposição em termos de pessoal médico está feita. Ficam na totalidade a funcionar cinco médicos” – sublinhou João Ribeiro.
Hospitais vivem da reposição das gerações
“O Hospital repõe a quantidade de médicos que tinha, mas, há médicos que naturalmente, vão ter que ser integrados, porque são médicos mais jovens, e ainda bem que são mais jovens, porque assim, vão ser integrados cá, e vão ganhar diferenciação.
Os Hospitais vivem da reposição das gerações, portanto, é isso que vai acontecer aqui” – sublinhou o Presidente do Conselho de Administração Centro Hospitalar Barreiro Montijo.
Estamos a voltar à situação de normalidade
“Quanto a outras questões, julgo que o serviço continua a dar respostas de qualidade, aquelas que sempre deu, sendo complementado pela Radioterapia do Hospital, que continua a funcionar, com uma capacidade de resposta muito razoável” – acrescentou João Ribeiro.
“Neste momento, estamos a voltar à situação de normalidade de funcionamento do serviço” - acrescentou.
Não há rutura de medicamentos de doentes de HIV
Questionado sobre a eventual rutura de medicamentos para os doentes com HIV salientou – “não conheço nenhuma rutura”.
“Não há nenhum problema desse tipo. Nós continuamos a ter os medicamentos para os prazos que estavam previstos e foram agora reiterados num despacho da tutela. Não há problema nenhum que eu saiba em termos de fornecimento dos medicamentos para a HIV.














