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Partido Socialista acusaNa “Estratégia do desespero” o PCP mente

“Um mínimo de sentido de responsabilidade exigiria aos vereadores do PCP transparência e lealdade e não a dependência cega de uma estratégia partidária de vistas curtas e terra queimada, de quem não percebeu que o Barreiro, ao fim de 27 anos, optou pela mudança” – refere um comunicado divulgado pelo Secretariado da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista.
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Partido Socialista acusa Na “Estratégia do desespero” o PCP mente

Por Jornal Rostos

“Após 27 anos de gestão autárquica do PCP, com a vitória do PS, chegou ao Barreiro a hora do exercício do direito à alternância democrática, por um projecto de mudança.
O Povo do Barreiro, nas urnas, deu ao Partido Socialista uma vitória bastante mais clara do que a última que o PCP havia conquistado.
Por isso, só uma visão alucinada dos resultados eleitorais e a consabida dificuldade de aceitar a realidade tal como ela se apresenta, pode ter conduzido o PCP, após as eleições – e ainda hoje, quase um ano passado – a falar em “empate técnico”.
Fala de empate quem, apenas 4 anos antes, dizia que “por um voto se ganha e por um voto se perde. Fala assim quem pensa que os outros são parvos e que a história se pode rescrever à medida da verdade a que eles têm direito”.– refere o comunicado dos socialistas.
O Secretariado do PS recorda que Emídio Xavier acabou “com a lógica dos pelourinhos que, durante o tempo em que autoritariamente governou, o PCP atribuiu aos vereadores do PS, sem condições mínimas de dignidade para o exercício dos cargos”.
Sublinham os socialistas que aos vereadores da CDU foram dadas “importantes responsabilidades”.

Estratégia do golpe

Segundo o Secretariado do PS, o presidente da autarquia “preparou o Orçamento para 2003 trabalhando intensamente com todos os vereadores e ouvindo as direcções políticas locais do PS, do PCP e do PSD” e acrescentam que “os vereadores do PCP participaram na preparação do Orçamento tendo tido, todos eles, uma palavra importante a dizer nas respectivas áreas”.
Acrescenta a Comissão Política do PS que foi com surpresa que Emídio Xavier verificaram a recusa dos vereadores do PCP “em discutir a proposta” de orçamento e salientam que tal vinha no seguimento de “uma clara estratégia de derrube da Câmara”.

Auto marginalização

“O PCP optou pela automarginalização. Um mínimo de sentido de responsabilidade exigiria aos vereadores do PCP transparência e lealdade e não a dependência cega de uma estratégia partidária de vistas curtas e terra queimada, de quem não percebeu que o Barreiro, ao fim de 27 anos, optou pela mudança” – refere o comunicado dos socialistas enviado para a nossa redacção.
O Secretariado do PS sublinha que os todos os militantes dirigentes e autarcas do PS- “estão inteiramente solidários com Emídio Xavier e com a decisão clarificadora que o preidente foi obrigado a tomar – a retirada de pelouros ao PCP”.

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